Mostrar mensagens com a etiqueta Ideologia Dominante. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ideologia Dominante. Mostrar todas as mensagens

24/05/18

EVOLUCIONISMO É OBSCURANTISMO

"xiu... não digas nada!"

14/02/17

BARBÁRIE COMUNISTA (II)

(continuação da I parte)

 
 
Recomendamos que a série "Barbárie Comunista" desde o início seja atentamente escutada e tomados os devidos apontamentos, como se de uma aula se tratasse.
 
O ouvinte poderá ter alguma dificuldade para registar o nome dos autores mencionados.
 
Bom estudo.
 


(continuação, II parte)

21/06/16

ANIMAÇÃO DIDACTICA - "O HITLER CONVERTIDO"

Peço aos leitores que difundam este vídeo. Não tenho dúvida que este tipo de animação, fará pensar no quão absurdas são as ideologias falsas que hoje dominam! Ao trocar os cenários, o espectador tem a possibilidade de encarar a realidade destas ideologias, sem estar tão atado. Creio que este vídeo só poderá fazer bem a qualquer pessoa que seja.

08/06/16

REPUBLICANOS VETARAM "BARRIGAS DE ALUGUER"...

Agora, o Presidente da República-em-Portugal vetou a "lei das barrigas de aluguer", apresentando o argumento de ter sido esse o parecer do Conselho Nacional de Ética (tanto em 2012, como em 2016): "não estão salvaguardados os direitos da criança (...), nem é feito o enquadramento adequado do contrato [de gestação]. A esquerda descontentou-se, pois claro, contudo, é triste ver que nestes meios tão artificiais, com sorte, só se conseguem esgrimir argumentos muito "distante", e não se pode falar abertamente como o fizemos sempre (com o argumento simples e directo, apontando o mal e o erro moral ou doutrina). É o tempo em que se "pode falar", mas onde está previamente estabelecido aquilo a que se pode dar passo e ouvidos! ...

01/09/15

VOCABULÁRIO DEMOCRÁTICO Nº3 (I)

(anteriormente, o Vocabulário Democrático Nº2)

NOVO VOCABULÁRIO
FILOSÓFICO-DEMOCRÁTICO


==============
N.° 3
==============

Cum desolationem faciunt, Pacem appellant.
(Tacito)

*É tão fera a perfídia
De hum cruel, e vil Mação,
Que a paz nos apregoa
Quando faz a desolação. D. Tr
 __________

Vocábulos, que mudaram de sentido, de significação, e de ideia.


FILOSOFIA – Esta antiga, grave, e majestosa Matrona tem sido despojada de seu Trono por certos sofistas ignorantes, que querem cobrir-se com a capa de Filósofos, e tem posto em seu docel um fantasma, a quem se não pode dar outro nome que o de deleitável delírio. A moderna Lógica está reduzida a saber amontoar vagos, aéreos, e falsos raciocínios sobre absurdos, e falsos fundamentos. Daqui tem emanado uma Física estrambótica e delirante, e uma Metafisica, ou Matafísica, que magistralmente conduz a razão ao precipício, e despenhadeiro. A Filosofia moderna é respectivamente à antiga, nem mais nem menos, o que são os livros cavalheirescos respectivamente à verdadeira Historia. Esta, firmando seu pé sobre sucessos [acontecimentos] contestados por todos os séculos e nações, procede com semblante varonil e majestoso a instruir os entendimentos, prescrevendo ao deleite os limites estreitos da natureza e da verdade. Pelo contrario: os Romances cheios de gigantes, ninfas, encantadores, e outras personagens absurdas, somente podem divertir, e deleitar com as suas extravagancias, e loucuras aos petimetres tafues, que nem um grão de sal tem nos miolos. A Filosofia moderna não tem querido sofrer os limites estreitos da verdade, que a impediam de deleitar com engenhosas extravagancias; mas sim, à semelhança de uma desvanecida petimétra, abandonou os princípios sólidos, e foi buscar nas suposições falsas absurdas hipóteses, e invenções gratuitas convertidas em axiomas; e aos eternos princípios substituiu os Cavaleiros andantes, os encantadores, e outros imaginários heróis, para folgar a seu belprazer em os espaçosos campos do Sonho, e do Delírio. Que proposição mais justa, e razoável, que a de quem formou o Sol, e o Cometa, e dirigiu seu curso, formou também os Planetas, e regulou seu movimento? Se o Sr. Buffon houvesse admitido este princípio indisputável, teria raciocinado como Filosofo, ainda que singelo, e chão, porem justo, e coerente. Porém se ele assim houvesse feito, como nos haviam estar a estas horas servindo para o mais ridículo uso tantos volumes de novelas, atestados de delírios maravilhosos, de épocas fictícias, e cálculos agudíssimos à cerca da lã de cabra? Para deleitar com tonteiras engenhosas, era necessário sonhar um ridículo choque entre o Sol e um Cometa, e substitui-lo ao evidente poder do Criador do Sol, e do Cometa. (O amor à verdade, e a honra deste homem, que seguramente foi doutor, nos obrigam a advertir, que antes de morrer se retratou destas extravagâncias. Sua conversão para a razão manchou muito seu nome no pensar dos Filósofos, que nunca a reconhecem, senão quando se trata de abusar dela.) Ainda mais: O diluvio universal funda-se sobre a historia, monumentos, e tradição: a razão demonstra seus efeitos incalculáveis. Porque, quem é capaz de calcular o que há podido produzir não só a detenção da agua sobre a terra, mas um primeiro ímpeto quiçá produzido por um vulcão marítimo?! Quem ajustar a subsequente quietação da agua, e por necessidade o que deveria apertar-se a terra? Quem os novos transtornos ao juntar-se as aguas impelidas pelos ventos, e as enormes massas e terríveis ruínas ao retirar-se? Quem finalmente as demoras ao unir-se a terra em sua dissecação?! A Filosofia moderna substitui à história, e à tradição universal suas gratuitas invenções, fundadas somente em sua bizarra e louca fantasia. Ela calcula os mais incalculáveis efeitos: põe, tira, e até prescreve ás aguas diluvianas que ponham a terra onde estava o mar, e o mar onde estava a terra. Em vez de argumentar da natureza do diluvio pelos seus efeitos, e pelos monumentos, que dele hão ficado, determina sua natureza ainda antes de ver estes; e se depois se acha com o gato ás barbas, de que os efeitos não se ajustam com a natureza, que ela há sonhado, rompe por entre as dificuldades sem nada lhe importar, e, ou nega a pés juntos o diluvio, ou se atira por essas tribos de Israel a imaginar mil causas, qual delas mais disparatada, para embaçar-nos com cataclismos, vulcões, aluviões, terremotos imaginários, e com quanto pode sonha a fantasia mais deslocada, sem atilho nem freio da razão. Pois se chega a ferrar-se em um pequeníssimo e casual acontecimento? Não há quem a saque dali. Uma só ilhota, que desponte em o mar por causa de algum terremoto ou explosão vulcânica, basta para formar os mais amplos delírios atlânticos, e para fazer aparecer, e desaparecer parte inteiras do globo, e que não fique pais sobre a terra, que não haja sido por estes delirantes vulcanizado, electrizado, e posto de pernas ao ar com imaginários terremotos, inundações, fogos subterrâneos, e estremecimentos, até que lhes dá na vontade de pôr tudo em quietação, e compo-lo a seu modo.

Mas delire a Filosofia quanto lhe agrade: espalhe a sua satisfação suas inépcias: divirta-se, e divirta a quantos podem divertir-se com disparates. Um Escritor de Romances (a não ser louco) não pretende que o Público tenha por verdades suas novelas extravagantes, e sucessos fabulosos; só se contenta com que admirem a fecundidade de sua fantasia, o gracioso de seu estilo, e que hajam podido girar em seu cérebro tantas extravagancias. E em quanto a mim, à fé de homem de bem, não tenho a menor dúvida em que conceder outro tanto à Filosofia. Mas o cruel dano consiste, em que não fazendo ela outra cousa senão delirar, e disparatar, e empregando o resto de seus esforços em achar contradições e absurdos nas verdades mais inconcussas, quer depois disto (com uma altivez que só é própria de doidos) que só em seus delírios absurdos se encerre a verdade!

(continuação, II parte)

23/05/15

REFUTAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DOS PEDREIROS ILUMINADOS (II)

(continuação do I Cap.)

Capítulo II
Paralelo da Religião de Epicuro Com a dos Iluminados

Foi moda no século das revoluções espalhar nomes em lugar de coisas, e inculcar péssimas coisas com especiosos nomes. Fala em Religião Epicuro, fala em Religião o Iluminado, e Religião pura, e perfeita. Mas que entende um, e outro, que toma pela palavra Religião? Acaso [foi] o que entenderam os outros Filósofos, Príncipes, magistrados, e Povos do Mundo? Não por certo! Tal é em qualquer indivíduo a Religião, que é a ideia que forma da Divindade, e da humanidade. O homem, ainda depois da morte corporal, sujeito ao Império de Deus; Deus, Legislador Supremo, e distribuidor da felicidade, e da miséria do homem; eis aqui as bases em que se estabelece, e levanta a importância, e majestade da Religião. Ritos diferentes, diferentes sacrifícios, e também diferentes formas, e caracteres da Divindade, ou suposta, ou suspeitada, ou fingida, segundo o capricho dos homens, (ainda que todas as nações existam concordes nisto, que vem a ser, no conhecimento de alguma Divindade dominante, dispensadora dos bens, e dos males), dão a conhecer que o homem naturalmente quer respeitar, e obedecer a um supremo Nome. Nem outra coisa queriam dizer os raios de Jove, as frechas de Apolo, as espigas de Ceres, o Tataro, e o Elísio. Que Deus indolente, e nulo se julgou digno de Templos, e de Altares?

Epicuro
Nós vamos ver qual seja a ideia do homem na Filosofia de Epicuro, e do Iluminado. O homem dizem um e outro, não é mais que um composto de simples matéria, que todo se esvai, e acaba na morte, e por isto izento, e livre de qualquer Religião, porque só vive circunscripto, e limitado só à vida presente. nada resta depois disto à Religião; porque tanto Epicuro, como o Iluminado, fazem também a vida actual independente da Religião pela estranha ideia que nos dão da Divindade. Um Deus de quem se não pode temer, nem esperar coisa alguma nem enquanto dura a vida, nem depois de finalizar a vida. eis aqui o grande objecto da Religião de Epicuro, e do Iluminado.

Enquanto à ideia de Deus, deve observar-se entre Epicuro, e o Iluminado a maior diversidade, e ao mesmo tempo a mais exacta semelhança. Os Deuses de Atenas, não eram os Deuses de Epicuro; exteriormente os honrava, mas dentro de seu coração os escarnecia; carácter que em Céneca repreendeu Santo Agostinho: "colebat, quod reprehendebat". Quais eram pois os Deuses que Epicuro desconhecia? Uma feira de Entes, sonhados por ele: Monógramos, que quer dizer Lineares, figurados, mas não visíveis, que tinham, não corpo, mas quase corpo, não sangue, mas quase sangue, desterrados para sempre entre mundo e mundo nos espaços imaginários. Um Aristófones não podia pôr em cena mais ridiculamente as Divindades da Grécia, nem Luciano os podia mais claramente expor ao escárnio, e ludibrio dos homens! E Epicuro, o Filósofo Epicuro, profere, e dogmatiza tais despropósitos? Parece que, senão delirava, por certo zombava dos Deuses e dos homens!

Confesso que o Iluminado vai muito longe destas extravagâncias, incompactíveis por certo com o decoro filosófico da nossa idade. Ainda os de mais ardimento, e os que não fazem pública profissão de Ateus, falam do Ente Supremo como aquela dignidade, que lhes prescreve, não só a mais sábia Filosofia, mas a mesma Profecia, e Evangélica Sapiência. Ente Soberano, e único, eterno, imenso, infinito, perfeitíssimo, e em si mesmo bem-aventurado; tal é o quadro, ou ideia de um Deus, que quase todos os Iluminados nos apresentam, e nisto há entre eles, e Epicuro uma palmar diversidade.
Passemos à semelhança: Que fazem os deuses de Epicuro a respeito dos homens? Nada. O seu primeiro princípio é este: Eximirem-se de todos os cuidados numa perfeita, e absoluta indolência. Encerram-se em sua habitação, quietos, tranquilos, bem-aventurados no seio de um ócio eterno. Ocupação na verdade extravagante, mas muito digna de tais divindades!

Ora perguntemos aos Iluminados, que faça, e em que se ocupe a nosso respeito esse deus, que eles conhecem tão grande, e tão perfeito? Dita algumas Leis? Promete algum bem a quem o honra, e lhe obedece? Ameaça algum castigo a quem lhe for refractário, e rebelde? Não me digam que a mesma dignidade divina é Lei para todos, e que a razão, e a consciência do homem remunera o homem com a sua aprovação, e o castiga com seus remorsos. Vãos subterfúgios! Não, meus Senhores, não é isto o que eu aqui pergunto. Pergunto-vos se o vosso deus vos intime expressamente algum preceito, e vos prometa algum prémio, que possa galardoar vossas acções virtuosas? "Ah!", exclamais vós enfaticamente, "não convêm aos Supremo Ente abaixar tanto os olhos a coisas tão vis, como são as acções humanas! Porventura é coisa própria de um grande Monarca atender aos movimentos de um pequeno insecto? É coisa indigna de Deus o homem, e quanto diz respeito, e se refere ao homem." Entendo o que se me quer dizer: Deus, conforme a opinião de Epicuro, nem tem, nem emprega uma providência individual. É grande, é eterno, mas tão ocioso a respeito do homem, como os deuses ridículos de Epicuro; com esta diferença, que os deuses de Epicuro nada fazem por motivo de sua ociosidade, o vosso nada faz, por motivo de sua grandeza; mas em nada fazerem são perfeitamente semelhantes. E, se tal é a Divindade dos Iluminados, qual será a Religião? Porventura uma coisa grave, e séria que os obrigue, e que os interesse? Nada disto. Se desta iluminada Religião se desse ao vulgo uma ideia clara, diria o vulgo que era uma coisa que o não fazia, nem quente, nem frio, porque a Religião é toda para Deus, e de Deus tira, e tem toda a sua força, e autoridade. Ora, se deus anda faz, e nada exige de mim, que tem comigo, ou que tenho eu com a Religião? "Não", diz Epicuro, e com ele os Iluminados, "uma coisa que por si é excelente obriga à veneração. E que coisa mais excelente que Deus? Ora toda a Religião consiste na veneração, e no culto que lhe é inseparável." Mas tudo isto é um equívoco, e um miserável equívoco. Este dito dos Iluminados está bem na boca de quem tem de Deus uma bem diferente ideia; porém a que se reduz esta veneração, e este culto nos Iluminados? A uma estéril, ainda que necessária admiração, ou quanto muito a uma homenagem inteiramente arbitrária, qual se consagra à grande alma de Sócrates, ou de Epaminondas; homenagem tão inútil a quem a consagra, como inocente a quem a nega; porque, torno a dizer, de quem se exige este culto? Que proveito, ou que dano causa a quem o dá, ou a quem o nega? Respondam, meus Senhores; eu honro esta divina excelência, resulta-me disto algum bem? Nenhum. Logo, eu a venero, e acato em vão. E se eu a ofendo, resulta-me disto algum mal? Nem um. Logo impunemente a ofendo. Deste princípio, tão visto pelos factos no Iluminismo, tirou Tertúliano esta justa, e assizada consequência: Negat Deum imendum, itaque libera sunt illis omnia, et soluta. Oh! Que condescendente Divindade! Oh! Que Religião tão cómoda!

Tornemos a considerar a coisa de seu princípio: uma humanidade, que é toda material, e que está fora do alcance de todos os tiros do Céu; uma Divindade, que por cómodo seu, ou por decoro o não dá o mais pequeno sinal de vida; que, se te volveres a ela, não te olha, se lhe pedires alguma coisa, não te escuta, se a adorares, não to agradece, se a ofenderes, não se recente; que, se fores todo proibida de, não te premeia; se fores doto iniquidade, não se ofende, nem te castiga; tão indiferente para tudo, como seria uma estátua; venerar esta divindade, e venerá-la a teu sabor, e de tal maneira, que a podes francamente ofender sem lei, sem dependência, sem utilidade, sem esperança, sem temor: e é esta a coisa mais importante, mais tremenda, mais augusta, e sacrosanta que tem havido, e há entre os homens, a Religião? Mas digam-me os Iluminados, é isto ilusão, ou Religião? Ela nem vos obriga, nem vos toca, é como senão fosse, e para o dizer melhor, é um equivalente da irreligião. Seja juiz aquele mesmo que procurou lavar-se da mancha de impiedade, o Epicureo Lucrécio Poeta, sempre em contradição consigo mesmo, porém mais sincero que um Iluminado. Louva encarecidamente o seu Epicuro; e porque? Porque ousou primeiro levanta os olhos contra o Céu:

Primus Graius homemo mortales tolere contra
Est occulos ausus,
etc.

O que em sua linguagem nada mais quer dizer, que ser destruidor da Religião; e Cícero com filosófica gravidade, e fraqueza, melhor nos aclarou este mistério: "Xerxes com os braços da sua soldadesca, (diz Cícero, comparando o Conquistador com o Filósofo), Xerxes com os braços da sua soldadesca, e Epicuro com as máquinas da sua doutrina, conspiram para a ruína da Religião; só com esta diferença, Xerxes com a cara descoberta, atacou o corpo da Religião, isto é, o culto exterior, e Epicuro, com o rebuço da Filosofia, atacou o espírito da mesma Religião, destruindo seus princípios, tirando todo o freio à humanidade, e tornando ociosa e improvida a Divindade."

E vossas máquinas, ó Iluminados, não são as mesmas de que se serviu Epicuro? Os vossos princípios não são os mesmos? mas entre vós, e Epicuro há uma estranha, e notável diferença. Epicuro deixou ao menos intactos, e sustentou, o culto externo, os Templos, os altares, adorações, oblações, sacrifícios.... Vós, pelo contrário, unicamente vos limitais ao culto interior, isto é, um culto de que Deus não cura, e que nada importa ao homem. E à vista disto, que nome vos darei? Chamar-vos-hei Epicuros, ou Xerxes? Sereis uma, e outra coisa, já que com vossos dogmas, e princípios haveis destruído, ou atacado o corpo, e o espírito da Religião; e se persistis em querer o nome da Religião, seja assim, mas confessai que a vossa Religião é a coisa mais vã que tem o mundo: confessai que uma semelhante Religião se acomodasse maravilhosamente com a impiedade, e que nada mais é, que uma espécie de Ateísmo, e Ateísmo dissimulado, ou mitigado; faz ressoar altamente o santo nome de Deus, mas é Ateísmo; porque o Deus, cujo nome proferis, é para vós como se não fosse, porque de nada cura, e nada estende a sua providência: e quão pequena é a diferença entre o fazer nada, e o não ser! E tal é a diferença que passa entre o vosso Deísmo e o Ateísmo; porque tem, e goza de todos os seus privilégios. Ou não exista um Deus, ou nada faça, é para vós o mesmo, igual liberdade, e igual soltura: Negat Deum imendum, libera sunt omnia, et soluta: esta era a intenção daqueles ímpios de que vos disse falara a Escritura - Dissolver-se-há, acabará nossa alma como se dissipa o fumo, e o Ente Supremo não atenderá por isto: Spiritus diffundetur; non videbit Dominus: e tão seguros como os Ateus que diziam: "Non est Deus. E atrevem-se os Pedreiros-livres a dizer: "Somo religiosos, somos até Cristãos". E gritam estrepidosamente: "Impostura, inveja, e fanatismo são os nossos perseguidores." Assim bradam, se se lhes diz que seus abominandos princípios são anti-Cristãos. Ensinou acaso Jesus Cristo o que eles ensinam? É porventura o Evangelho conforme à sua doutrina? Creio que os Iluminadíssimos Pedreiros são do jaez, e estôfa daqueles de quem fala Santo Agostinho, que se envergonhavam de se chamarem Cristãos, para lhe não chamarem Platónicos, e Zenonitas: Cujus superbia nominis erubescunt esse Christiani. Neste afectado Cristianismo, nem Zeno, nem Platão descobririam seus mais ligeiros liniamentos, e feições. A Divindade, que estes Filósofos criam, não existia tão descuidada das coisas humanas, nem idearam jamais a humanidade a um mesmo tempo tão livre, e tão abjecta. Como podem ser Cristãos os que não conservam, nem os primeiros elementos da Religião natural, e filosófica? Querem dizer-se Cristãos para desfigurarem o Cristianismo à sombra deste nome, e cravarem-lhe mais profundamente o punhal que escondem.

(continuação, III cap.)

06/03/15

SERMÃO SOBRE O ESPÍRITO DA SEITA DOMINANTE NO Séc. XIX (IV)

(continuação da III parte)

Eis aqui porque eu vos peço, que se vos é amável a verdade, que a todas as vistas vos deve ser amabilíssima, se é para vós apreciável o dote singularíssimo da razão que Deus vos há dado, eu vos peço, que vos nãos alisteis jamais, nem militeis debaixo das revoltosas bandeiras de qualquer partido; vede que se endurecerá de modo tal o vosso coração, que chegareis a ser dominados, e pisados como vis escravos. Vigiai sempre, e não vos deixeis levar senão da equidade; abri os olhos à verdadeira luz, segui sempre seu fulgor, e seus impulsos, por mais que contra vós se arma, e queira guerrear o empenho, a antipatia, ou a amizade, que em nenhum coração deve ter tanta força, e predomínio que o faça inimigo da verdade, ou menos parcial da justiça. Conheço perfeitamente, e até por experiência, que existem entre nós muitos, que querem escusar em si o espírito de partido com as leis da amizade; mas inútil, e indignamente o querem, porque as leis de uma verdadeira amizade são inimigas, juradas de suas acções irracionais, e de seus cegos transportes. Onde, senão entre gente bárbara, e inculta, se viu, ou se escutou jamais este estranho modo de discorrer: aquele é do número de meus amigos, logo é preciso que eu entre sem outra razão em seus sentimentos, e paixões, é preciso que eu me vista de seu caracter, que me ponha de sua parte, e que por ele peleje; é-me preciso perseguir quem o persegue, infamar quem o infama, discorrer como ele discorre: ofenda-se embora a Fé, a justiça, e a verdade. Onde, senão entre gente bárbara, e povos devastadores, se escutou este modo de pensar, e de sentir? E qual é o Povo, até à época do presente Vandalismo, onde se não escutou aquela contrária sentença nascida no mesmo seio da Idolatria: Amigo até aos Altares, que quer dizer que é péssima, e detestável aquela amizade, a qual se sacrifica ou a verdade, ou a caridade, ou como acontece não raras vezes, a mesma Religião.

É neste passo que o zêlo me referve na alma, e todo o me abrasa o coração, e mo devora pelo bem da Pátria, e da Religião, me obriga a clamar contra as contradições em que andam consigo mesmos os modernos Filosofantes, cujo pestífero, e subtil veneno tantos indivíduos têm corrompido até no meio do fidelíssimo Povo Português. Estes Filósofantes com um dilúvio de palavras até corruptoras de nossa maternal linguagem, dizem em todos os lugares, e escrevem em todas as páginas, que o homem deve fazer uso da própria razão até nas mesmas matérias de Fé, e nos mais profundos Dogmas que assim clamam, que assim dogmatizam, e assim se assoalham por gravíssimos pensadores são os mais levados do espírito de partido, que é o maior, e o mais declarado inimigo de toda a razão. E é possível que não conheçam, que discorrendo desta arte fazem da própria razão um uso inútil, e arrogante, devendo fazer da mesma razão uso proveitoso, e necessário! É necessário, e proveitoso o uso que se faz da razão humana nas coisas humanas, mas é arrogante, e inútil o que se faz da razão humana nas coisas divinas, e é tal a cegueira destes soberbíssimos átomos da sapiência gazetal, que quando falam das coisas humanas, falam, e sentem conforme a índole da paixão do partido que tomaram; e quando falam das coisas divinas, não  querem acreditar senão naquilo que chega a compreender um entendimento órfão de luzes, e uma razão sempre envolta nas sombras da ignorância; duas vezes cegos, nas coisas humanas onde poderiam ver, e não querem; nas coisas divinas onde quereriam ver, e não podem: Videntes non vident, et audientes non intelligunt.

Mas tornando a vós com o discurso, e eu vos considero bem alheios de quererdes introduzir o espírito de partido em matérias de Religião; mas se em outras matérias lhe dais lugar, é porque ignorais o que ele seja, e quão impróprio, e indigno pareça da razão humana; se o conheceis, eu fico que não querereis fazer a vós mesmos uma tão grande injúria como é aquela de dever dizer sempre: eu amo, eu aborreço, eu louvo, eu reprovo, eu sigo este parecer, eu refuto aquele outro, mas não sei o porquê, nem outra razão me posso dar mais que um certo instinto semelhante àquele, que move as operações dos brutos, e que lhe moveria a língua, se tivessem o dom da palavra. Mas se quereis desviar-vos desta mancha da natureza, e até do perigo de a contrair, e se quereis para isto aceitar-me um maduro conselho, e escutar, e entender qual seja a prática mais segura, sabei que nas diversas, e encontradas opiniões que todos os dias surgem, e nas contínuas vicissitudes das coisas humanas, que todos os dias vão fazendo tão grande estrépito pelo Mundo, se vos não tocarem por algum respeito do vosso estado, e condição, não tomeis nelas parte nem com a obra, nem com a palavra, nem com o pensamento, se tanto vos for possível, se não quereis perder o tempo, a paz, a consciência, e faltar a vossos essenciais deveres por muito vos intrometerdes nos alheios.

Esta causa que seguis, que em tudo vos impasse; que tanto vos atribula, e vos consome, que tanto baralha vossos pensamentos, que vos faz cometer tantos pecados de ódio, de maledicência, de contumélias, de temerários juízos, e de culpáveis complacências; esta causa, digo, não é vossa, nem vos toca por maneira alguma, mas é causa de um estrangeiro, de uma Nação, de um Príncipe, que não é o vosso, e que o não será jamais. E se eu vos disser ainda mais: Esta causa, porque tantos se decidem, e por quem tem tomado partido, é a causa da iniquidade, da perfídia, da opressão, do roubo, da violência, da irreligião, da ruína total de todos os Povos, de todas as leis, de todas as constituições, que os homens se haviam há tantos séculos formado, e à sombra das quais viviam tranquilos, e descansados? Para que vos martirizais, e consumis tanto? Para que vos privais voluntariamente de tantos cómodos? para que vos expondes com ela, e por ela a tantas desgraças, não sem dano, e dano muitas vezes gravíssimo, e irreparável da vossa mesma Pátria que aborreceis como ingratos, e a quem perseguis como ferozes monstros? Mas inúteis são, e serão sempre meus brados, se eles forem dar nos ouvidos de alguns, que existirem tomados, e possuídos de tão cega, e abominável paixão.  Vão sempre de abismo em abismo, nenhuma razão os convence, nenhuma experiência os desengana, nenhuma desgraça os contém, nenhuma infâmia os envergonha. Mostrai-lhe a Capital em sustos, mostrai-lhes as ruas, e as praças atulhadas de miseráveis desterrados, e fugitivos com os pés descalços, os vestidos imundos, os rostos macilentos, os olhos afogados, e quase extintos de pranto; fazei-lhe escutar os ais, que rompem de seus corações partidos de mágoa, os dolorosos clamores com que pedem um pão, que lhe prologue a imperfeita morte que consigo arrastaram, que já não é via, e existência; mostrai-lhe tantas mães, ambulantes estátuas da desventura, apertando nos descarnados braços os filhos, ou cadáveres, que buscam lânguidos os defecados peitos, donde tiram não o leite, mas as últimas gotas de já nem tépido sangue; abri-lhes aquela porta de pobre casa, onde a meus olhos se ofereceu, e patenteou o mais terrível, doloroso, e sensibilíssimo espetáculo, que os séculos têm visto sobre esta grande cena de horror, e desventuras, que se chama Mundo; uma, e a mais desgraçada mãe, mas já cadáver frio, com a gelada cabeça ainda encostada na descarnada mão, com os olhos mal fechados, os pés descalços, e estendidos, e um triste menino envolto em miseráveis panos, pegado ao frio peito lívido, e horroroso como a sepultura, mal sustendo nos trémulos beiços o último instinto natural conservar a vida sobre um despojo da morte. levai-os aos mais levantados montes desta mesma Capital, e mostrai-lhes os arraiais dos bárbaros, e como indignada a terra debaixo do seus pés infecunda, e abrasada; mostrai-lhe os grossos turbilhões de fumo rasgados pelas labaredas da sacrílega conflagração de tantos Povos, de tantos Templos, de tantos Mosteiros, de tantos monumentos que o valor, e a Religião tinham levantado, e os séculos tinham respeitado, mostrai-lhes tantos campos talados, e ermos, onde nem túmulo encontram os que dele tiveram, e arrancavam com suor o sustento da vida: mostrai-lhes tantas donzelas violadas aos olhos de seus mesmos pais, tantas matronas profanas na presença de seus mesmos esposos: mostrai-lhes os ardentes vestígios da lava, que de seu seio vem vomitando o vulcão vandálico por onde quer que passa; mostrai-lhes... eu direi tudo, mostrai-lhes só Francês, mostrai-lhes o inferno, e ouvir-lhe-heis dizer tranquilos, e barbaramente estúpidos, que tudo é preciso para se ultimar a paz marítima; que o bem da causa continental traz consigo estes ligeiros males, bem como a ordem, e formosura da natureza traz consigo a oscilação da terra, e o pavoroso aparato da tempestade, e do raio; que se os homens conhecessem os seus verdadeiros interesses, que é aceder à causa continental para vir o futuro brilhante, e se começarem os cânones a abrir, e os Poetas a ressuscitar, até haviam de apetecer, que esta conflagração, que reduziu a cinzas duas estéreis, e insignificantes Províncias, se estendesse a todas as manufacturaras Britãncias... Oh Céus! E porque não direi que estas blasfémias contra a razão, e contra a Natureza talvez saíssem de algum daqueles asilos de piedade, que a mão de nosso primeiro Monarca levantara, e tão liberalmente enriquecera! Monstros vomitados pelo Inferno, desonra da espécie humana, e eterno opróbrio do nosso perseguido Império! Corramos um véu espessíssimo, e sombrio sobre estes horrores.

(continuação, V parte)

27/06/14

ANO DE 1892 - MUNDO MAÇONIZADO

"A mesma maçonaria que em 1791 destruiu desalmadamente as antigas associações de misteres, conhecendo a tendência que há para se reconstituírem, as auxilia e se intromete nelas, não para bem do pobre operário, pois satânica por natureza não pode querer nada de bom para a humanidade; mas para ter nessas associações exércitos de graça com que guerrear a Igreja e a sociedade."
 
[...]
 
"O Sr. "Braz da Serra" do Covilhanense, fez há pouco (ridendo) uma apologia ao maçonismo. Com efeito o seu trabalho é muito para rir, e melhor fizera S. Ex.ª se pagasse o doce que ainda deve. No entanto sempre queremos aqui citar a propósito da seita dos três pontinhos, que tanto lhe agrada, estas palavras de um escritor americano de Las Vegas: 
 
"Ainda que haja excepções pessoais e locais, é certo que as seitas maçónicas e afins revelam por sua mesmas obras que não as anima mais que o intento supremo de abolir o Cristianismo, para lhe substituir o Naturalismo. Daí os esforços e ardis dessas seitas em afastar das leis e governos cristãos todo o influxo da Igreja e do espírito de Cristo...
Se não atacam abertamente as mesmas verdades da ordem natural - a existência de Deus e a imortalidade da alma -, é notório que prégam a seus adeptos ser indiferente admiti-las ou repeli-las. Nalgumas lojas ainda se professa certa fé no Grande Arquitecto do Universo; noutras o deísta, o panteísta e o ateu são igualmente recebidos. Assim é que a humanidade fica sem guia ou norte, não só na ordem sobrenatural, mas também na da natureza. Sem Deus ou tendo sobre a Divindade conceitos indignos dela, a lei moral fica despojada de toda a sanção e eficácia. Daí uma corrupção cada vez mais espantosa, não somente no vulgo, mas até nas classes mais elevadas, nas câmaras legislativas, no santuário mesmo da justiça. A imprensa, o teatro, as artes são actualmente um incentivo de paixões, escola de crimes.
Nem o lar doméstico tem sido respeitado. Com o matrimónio civil, o divórcio a vínculo, e a educação sem Deus, tem-se abalado os próprios alicerces da família cristã. Finalmente a ciência social tem sido reduzida à subversão da sociedade. Não mais "sujeição por consciência" aos que obedecem; não mais poder "proveniente de Deus" nos que mandam; o Estado declara-se ateu; a sociedade caminha para o socialismo e para o anarquismo... O Papa e os católicos só pedem e esperam dos governantes que não substituam o império da deusa Razão, com todos os caprichos e descairos, ao império de Deus vivo; o Cristianismo, que civilizou e salvou o mundo, ao Naturalismo, que o arrasta para uma nova barbárie."

O que tem a dizer a isso o Sr. Braz da Serra?"

(Novo Mensageiro do Coração de Jesus, nº130, 1892)

Ó LOUCURA MUNDIAL ... etc... etc...

Recebi agora este texto, que está a ser difundido por dois grupos brasileiro ("Juntos Somos Fortes" e "Feliz Pelo Larry"):

"A feliz história de uma lagosta de 80 anos, que está correndo o mundo

Gente, cientistas já provaram que crustáceos sentem dor, ansiedade e medo. Ao contrário dos humanos, que entram em choque e
“desligam o sistema nervoso” em situações de extrema dor, lagostas não conseguem fazer isso. Quando jogadas em água fervendo, experimentam dores horríveis sem perder a consciência e isso dura até a morte. Infelizmente, lagostas ainda são comida para muitas pessoas, que pagam caro em restaurantes de gosto duvidoso para degusta-las após serem cozidas vivas. Mas felizmente para outras pessoas, isso não é mais aceitável e este foi o caso desta lagosta, apelidada de “Larry”.

Larry viveu cerca de 80 anos livre no oceano, até ser capturada e vendida para um restaurante. Seu destino seria o mesmo de todas as outras: ser cozida viva e morrer em agonia, sem nenhuma dignidade, após 80 anos de vida. Mas um ambientalista soube e a
“sequestrou”. Planejou então solta-la no oceano, mas dada a raridade de uma lagosta de 8 quilos e seu preço, teria que fazer isso escondido e em um local secreto. Com o apoio de centenas de pessoas, foi criado um movimento “Deixe Larry viver” e durante uma noite, Larry finalmente voltou para o oceano em local desconhecido. Centenas de crianças apoiaram o movimento e até a guarda costeira local se envolveu, saudando a saída do barco que a levaria para liberdade e garantindo que o mesmo não seria seguido ou monitorado por pescadores.

Pode parecer uma bobeira, uma única vida salva, só uma lagosta, mas quando vejo tantas pessoas e principalmente crianças se mobilizando por uma mesma causa, por uma única vida indefesa, minha fé aumenta e sei que juntos, podemos mudar o mundo e a relação do homem com a natureza."


Artigos como estes, causam-me dor!...

26/03/14

A FREIRA DESMIOLADA...

"é a força da fé" ...
É tão absurdo que não sei que dizer.... não sei mesmo... Vejam onde as coisas andam! Já há humor e ridicularizarão espalhada com base nesta trista aventura da Irmã Cristina Scuccia (siciliana), que fez esta "linda evangelização":

18/03/14

HISTÓRIA DOS "ILUMINADOS" (VI)

(continuação da V parte)

(União de Kingge e dos Areopagitas):


O Iluminismo chegou ao conhecimento de Knigge, no tempo em que formava uma conspiração, e projectos sobre os maçons; e que uma intriga do Areópago apenas deixava a Weishaupt a honra da invenção. Ele procurava reunir todas as diferentes seitas desta Ordem, para governar os Príncipes e os Reis, sem que os mações o percebessem. Ele já tinha comunicado seus projectos a diferentes maçons, logo que no ano 1780 encontrou em Francfort o Marquês de Constanza, apóstolo de Weishaupt. Knigge em poucos dias foi um dos maiores admiradores da nova seita, e de seu Fundador. O mesmo Weishaupt reconheceu em Knigge o adepto capaz de lhe dar grandes serviços, e por isso lhe comunicou seus últimos graus, manifestando-lhe seus projectos, suas conspirações e seus segredos. Kingge solicitava o conhecimento dos últimos mistérios; porém eles só estavam esboçados; e Weishaupt a pesar de ser inventor, tinha necessidade de um homem, que o ajudasse a determinar suas ideias, e acabar seu Código. Esta confidência teria dissuadido qualquer adepto, que não tivesse as qualidades de Knigge; porém a ele só serviu de lhe dar a esperança de participar da glória de fundador. Havendo-se suscitado grandes dissensões entre Weishaupt e seus areopagistas, Philon Knigge voou para Munich. Ele reconciliou o mestre e os adeptos, e ganhou tão engenhosamente sua confiança, que, por um tratado formal entre eles, foi decidido que se lhe entregariam todos os diferentes graus, e toda a parte do Código simplesmente esboçada; que seu trabalho de novo examinado pelo Areópago, aprovado por Weishaupt, serviria de regra para os últimos mistérios. Um artigo não menos mutável desta convenção, dizia que Philon Knigg iria para Wilhemsbad, onde se ia fazer uma assembleia-geral de deputados maçónicos; que lá ele empregaria todos os meios para atrair ao Iluminismo a maior parte dos irmãos deputados, a fim de fazer prevalecer os mistérios de Weishaupt em todas as lojas dos pedreiros-livres. Esta segunda parte de sua missão fez que ele apressasse o trabalho de que se tinha encarregado, qual era terminar o Código dos mistérios. Sua pena ligeira e fácil, inimiga de toda a irresolução, apenas fez a escolha nos papeis escritos por Weishaupt, que, segundo sua convenção com os areopagitas, ele deixou em seu primeiro estado todos os graus preparatórios de Noviço, de Minerval, de Iluminador menor, que já tinham recebido um grande número de irmãos. Foi também decidido, que se conservariam os três primeiros graus de pedreiros-livres, como intermediários. Philon casou o grau de Iluminador maior com os graus escoceses. Juntando, enfim, para os graus de Epopte e de Regente, tudo o que os trabalhos de Weishaupt lhe oferecia de mais ímpio, de mais sedicioso nos princípios, de mais artificioso nos meios; ele pôs remate ao Código da seita, tal, como temos visto o mais essencial.

Weishaupt não contente de tantas impiedades e conspirações, que tinha imaginado, ainda queria levar mais longe seus crimes; porém sempre irresoluto, ele dava mais tempo a deliberar, que Knigge a obrar. A segunda parte da missão de Philon, ou seus sucessos ante os maçons de Wilhemsbad, dependia principalmente de tomar uma resolução que fixasse para sempre os mistérios, os graus de Epopte e de Regente Iluminado. Weishaupt foi de novo obrigado a aprovar tudo: ele pôs em tudo seu nome, e o selo da Ordem. Knigge, vendo-se livre em seu apostolado de Wilhemsbad, mostrou toda a força de seu génio conspirador.

(Assembleia dos Pedreiros-Livres em Wilhemsbad):

Não era para uma sociedade insignificante, para que Philon era deputado, e encarregado de reunir ao iluminismo. Os deputados corriam de toda a parte do mundo a Wilhemsbad. Os escritores maçónicos, os mais moderados creem, que o número dos irmãos era pelo menos de um milhão. O leitor, fazendo uma pequena reflexão sobre este cálculo, por mais partidarista que afecte ser, à vista destes deputados de uma sociedade secreta, composta aos menos de um milhão de adeptos, vindos de todas as partes de Europa não deixará de conhecer, nem de se oferecer ao seu espírito; que neste congresso misterioso se tratavam questões sérias, relativas aos povos e aos soberanos. Que votos, e que projectos levariam consigo os deputados de uma associação tão formidável, e surdamente espalhada à roda de nós? Que vão meditar e combinar entre si, pró ou contras as nações? Se é para o bem geral da humanidade, que eles se juntam em conselhos; com que direito vão deliberar sobre nossa Religião, nossos costumes ou nossos Governos? Quem lhes confiou nossos interesses? Quem lhes disse que nós queremos obrar ou pensar, ou ser governados pelas suas deliberações ou maquinações subterrâneas, ou como eles lhes chamam, conforme sua indústriosa e secreta influência?

(a continuar)72

18/02/14

O CRIME DA "COADOPÇÃO"

Recebia agora um texto da autoria de Isilda Pegado, Presidente da Federação Portuguesa Pela Vida, no qual se dá exemplo de quão absurdo é a lei da "coadopção". Depois do texto há um apelo ao referendo desta matéria.

Reconheço que a lei da"coadopção" é um crime, reconheço que apelar ao referendo para uma matéria destas é contribuir para a fortificação de um sistema pró-crime e ilegítimo. A República representa uma ocupação que pode ser tolerada (até...), as leis da República nada podem contra as de Deus e contra as de Portugal (fundação e tradição monárquica, católica). Esta pseudo-lei não é lei nem pode ser lei. O recurso ao referendo não só faz parecer legítimo o resultado, como referendável a matéria, e acabará por se voltar contra nós (mais cedo ou mais tarde).

Onde estão os que votaram não no referendo contra o aborto!? Eles acham agora legítima a lei da despenalização de tal crime!?...

Leis como a despenalização do crime do aborto e como a da "coadopção" já ultrapassaram os avisos do bom-senso, e exigem urgentemente que os portugueses, em vez de continuarem a alimentar o sistema derrubem a República, virem-se para Deus e para a nossa Monarquia tradicional (portanto, até a D. Miguel I).

Depois do "referendo do aborto", resultados obtidos a 11 de Fevereiro de 2007, logo na manhã seguinte, deu-se um sismo de magnitude 6, o único daquele ano. A notícia foi dada a correr por uns e abafada por outros meios de comunicação. O sismo fez-se sentir mais, pasmem, nas zonas do país onde o "sim" do referendo tinha tido mais expressão (eu testemunhei este fenómeno naquela altura). Quem lembra!? ... ninguém! Lembrem-se: "Um sismo de magnitude 6,1 na escla de Richter foi sentido, esta segunda-feira pelas 10:35, na região de Lisboa e no sul do país. Segundo o Instituto Infante D. Luís de Geofísica, este abalo teve epicentro numa zona a cerca de 250 quilómetros a sudoeste do Cabo de São Vicente, numa zona localizada a 67 quilómetros de profundidade. Ouvido pela TSF, Carlos Quarela, deste instituto da Universidade de Lisboa, explicou que o sismo sentido esta segunda-feira foi «forte», contudo, não tão forte para gerar um tsunami. «Podemos esperar algumas réplicas, mas se calhar não tão fortes como esta que ocorreu agora», acrescentou este especialista. Este abalo foi sentido em diversas regiões desde Leiria ao sul do país, em particular no Algarve [e alentejo], onde algumas pessoas saíram dos edifícios em que estavam quando sentiram o abalo. A AFP avançou também que o abalo foi sentido da capital de Marrocos, Rabat, sem que aparentemente se tenham verificado estragos, tal como sucedeu em Portugal. O sismo foi também sentido em Sevilha e em alguns edifícios mais altos da capital espanhola, Madrid, avançou, por seu lado, a agência Lusa."

Mas vão para o próximo referendo, talvez, até que o resultado seja de aplaudir pelo Demónio.

Agora o texto inicialmente anunciado, o da "coadopção":

"1 – A Teresinha tinha 6 anos quando a mãe, vítima de cancro da mama, faleceu. Desde o ano de idade que vivia com a mãe, perto dos avós e dos tios maternos. Foram estes a passar mais tempo com ela, durante a doença da mãe. Acima de tudo os primos... de quem tanto gostava, e com quem brincava longas horas…

2 – Durante estes 5 anos teve sempre um relacionamento saudável com o pai. O facto de o pai viver com um companheiro, o Jorge, nunca foi motivo de comentário. Contudo, desde os tempos do divórcio, o pai e os avós maternos ficaram de relações cortadas.
Após o óbito da mãe, a Teresinha foi viver com o pai, e com o Jorge.

3 – Os avós maternos receberam então uma notificação para comparecer em Tribunal onde lhes foi comunicado que a sua "neta" tinha sido coadoptada pelo companheiro do pai, pelo que deixava de ser sua neta. Foi-lhes explicado que por efeito da coadopção os vínculos de filiação biológica cessam.
É o regime legal aplicável (art. 1.986.º do C.C. – "Pela adopção plena, extinguem-se as relações familiares entre o adoptado e os seus ascendentes e colaterais naturais").
Nada podiam fazer. Choraram amargamente a perca desta neta (depois da filha) que definitivamente deixariam de ver e acompanhar.

A Teresinha que tinha perdido a mãe, perdia também os avós, os tios e os primos de quem tanto gostava. Nunca mais pôde brincar com aqueles primos ou fazer viagens com o tio Zé e a tia Sandra que eram tão divertidos. A Teresinha tinha muitas saudades daquelas pessoas que nunca mais vira.
Não percebia porque desapareceu do seu nome o apelido "Passos" (art. 1.988.º n.º1 – "O adoptado perde os seus apelidos de origem").

4 – Um dia perguntou ao pai porque mudara de nome. Foi-lhe dito que agora tinha outra família. Não percebeu e, calou… Na escola, via que os outros meninos tinham uma mãe e um pai, mas ela não.

5 – Quando chegou aos 16 anos de idade foi ao ginecologista, sozinha. Ficou muito embaraçada com as perguntas que lhe foram feitas sobre os seus antecedentes hereditários maternos. Nada sabia. Percebeu que o médico não a podia ajudar na prevenção de varias doenças... Estava confusa. Nada sabia da mãe. Teria morrido? Teria abandonado a filha?

6 – Até que um dia descobriu em casa, na gaveta de uma cómoda, um conjunto de papéis em cuja primeira pagina tinha escrito SENTENÇA. E leu... que "o superior interesse da criança impunha a adopção da menor pelo companheiro do pai, cessando de imediato os vínculos familiares biológicos maternos, nos termos do disposto no art. 1.986.º do C.C., tal como o apelido materno (Passos) (art. 1.988.º n.º1 do C.C.) que era agora substituído por... Tudo por remissão dos arts. X.º a Y.º da Lei Z/2013.

7 – O que mais a impressionara naquele escrito foi o facto de que quem a escrevia parecia estar contrariado com a decisão que estava a tomar. E, a dado passo escrevia "Na verdade, quando da discussão da lei Z/2013 na Assembleia da Republica o Conselho Superior da Magistratura e a Ordem dos Advogados emitiram parecer desfavorável à solução legislativa que agora se aplica. Porém, "Dura lex sede lex". A Teresinha não percebeu...

8 – Durante anos procurou a Família materna, em vão... Mas rapidamente consultou os Diários da Assembleia da Republica onde constavam os nomes dos deputados que tinham aprovado aquela lei que lhe tinha roubado os mimos da avó Rosa, as brincadeiras do avô Joaquim... e os primos.
A Teresinha queria voltar ao tempo destes, que são sangue do seu sangue, mas não pode porque esses anos foram-lhe usurpados. Vive numa busca incessante pela sua identidade. Se as outras raparigas da sua idade sabem das doenças que a mãe e o pai tiveram, porque é que ela não pode saber? Porque lhe negam esse direito?

9 – Leu então num livro que "a adopção é uma generosa forma de ajudar crianças a quem faltam os pais e a família natural para lhes dar um projecto de vida. A adopção é sempre subsidiária".
E perguntou – Onde está a minha família que nunca me faltou mas, de mim foi afastada por estatuição legal e decisão judicial?
A Teresa está muito triste.

10 – O pai e o Jorge entretanto divorciaram-se… e a Teresa é obrigada a ir passar os fins-de-semana a casa do Jorge… porque a Regulação das Responsabilidades Parentais assim o ditou.

11 – Teresinha, nós estamos aqui!"

04/12/13

FRANCISCO, SOARES e SOCRATES ...

O anterior Primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates, apoia a nova Exortação Apostólica do Papa Francisco e recorda Mário Soares... Enfim...

05/09/13

A LOUCURA DA REVOLUÇÃO NÃO LHES SAIU DO PELO ...

 A revolução não lhes saiu do pelo. Foram deformados a pensar que o bem era aquilo do "25 de Abril" e o mal era não sei que coisa "Salazar e etc...".

Na corrida às autárquicas medimos a crença palhaça... Vê-mo-la nos discursos, nas publicidades, e nos hinos... Sim nos hinos, porque há candidatos com hinos.... e vamos a eles.

Reparem no tipo de ideologias que aqui andam:

1 - Candidato: Lino Dias - PS (ao município de Marco de Canaveses)

Para o Marco o que queremos? É progresso, e mudança.
E agora o que é preciso? É confiança.

E no Lino podemos confiar.

Eu, eu sigo
Eu sigo o Lino
Eu, eu sigo
Eu sigo o Lino (x4)

2 - Candidato: André Coelho Lima - PSD (ao municípo de Guimarães)

Está na hora, e isso só depende de nós.
É preciso acreditar e dizê-lo a uma só voz

Está na hora de arriscar, dar ao concelho uma nova cor
E assim podemos mostrar que connosco o futuro será melhor

Todos juntos pela mudança, sempre unidos na esperança
Todos juntos com paixão num novo rumo, mais ambição

Sem medo queremos mostrar, estamos prontos para avançar
Vamos acreditar que Guimarães vai mudar

Tu és Guimarães, eu és esperança, contamos contigo, para esta mudança
Tu és Guimarães

3 - Candidato: Luís Gonzaga - PS (à freguesia de Rio de Moinhos)

O PS quer melhorar o nosso bem-estar
Por isso vai a correr, vai lá, vem já votar
Um por todos, todos por um, ninguém vai escapar
Agora gritem vocês comigo: Luís Gonzaga tem de ganhar.

Luís Gonzaga tem de ganhar

Luís Gonzaga tem de ganhar.


4 - Candidato: Francisco Barreiro - PS (à freguesia de Calendário)

Acreditamos nesta união, Famalicão e Calendário
Juntos vamos dar as mãos, por um projecto extraordinário


Fazer mais, fazer melhor, chegou a hora da verdade
Francisco Barreiro, timoneiro de uma nova realidade

Francisco Barreiro, Francisco Barreiro, Francisco ... etc..

Nova visão, novo projecto, unidos vamos desenvolver

Para seguir no rumo certo, esta união vai vencer.

Caros leitores... não me apetece mesmo nada comentar isto... Que fique o registo para a posterioridade!

O CATECISMO DA IDEOLOGIA DOMINANTE - AUTÁRQUICAS 2013 (em Portugal)

Em Portugal decorre a campanha para as eleições autárquicas. Cidades, vilas e aldeias estão repletas de "publicidade positiva" cheia de palavras chave para alcançarem o derradeiro fim: angariação numérica de votos populares (o clero e a nobreza talvez não possa...) com os quais se depositem numa lista vencedora parte dos direitos pessoais (que se acreditam ter), tal como o depósito de uma suposta representatividade (assim se acredita).

Num sistema tão absurdo, o que pressupõe falsas crenças e ideologia muito falível, a publicidade das autárquicas basta para mostra-nos que ideias (latentes) são as que dominam a sociedade de hoje, ideias DISCRETAMENTE incutidas e que no conjunto formam como que um "catecismo" da "nova civilização" (melhor dizer "anti-civilização").

Cansados das promessas rotativas e do sistema, um pouco maturados pela dor serena da crise conómica, os portugueses vão fazendo manguitos à República. Enquanto alguns continuam ainda a cair à esquerda ou à direita, não são poucos os que começam a voltar-se para "valores mais estáveis" esquecidos sobe a espessa poeira onde o Liberalismo e a República os quiseram tapar - mas ao soprar e olhá-los, o espectador levanta-se por aquele brilho fresco que acontece em todas as manhãs há milhares de anos. Entre os manguitos podemos encontrar maduras opiniões, discretas e serenas (à portuguesa). Há também muito humor, característica que nos acompanha quando achamos que o choro já nem pode dar destaque à pena (aparentemente contraditórios, sim somos, docemente irónicos, quanto baste - "brandos costumes").

Há dias, passava eu com o meu pai por uma das avenidas da cidade. Lá estava a propaganda estrategicamente colocada, outdoors com caras sorridentes penteadas, ou despenteadas, conforme o  "público alvo". Olhando toda aquela fartura, exclamou um de nós: "meu Deus, que gente tão empenhada em fazer o bem!", ao que acrescentou o outro:  "... que até se publicitam!".

Por acaso, ontem encontrei um espaço na internet dedicado ao ridículo das eleições autárquicas, mais propriamente o que vai em cartazes e outdoors. Eu ri bastante, mas o que mais me prendeu foi o tipo de mensagem que se lança ao "povo" como isco. O tipo de mensagem, slogan, é escolhido com cuidado, como sedutor a seduzido. Quais a ideias sedutoras lançadas ao público!?...

Vejamos:

1 - Palavras chave: "Renovar", "Futuro", "Juntos";


2 - Palavra chave: "Futuro";


3 - Palavras chave: "Unidos", "Vida", "Independente";


4 - Palavras chave: "Democracia", "Participação"


5 - Palavras chave: "Viver", "Decidir", "Juntos"


6 - Palavra chave: "Todos"


7 - Palavra chave: "Unir"


8 - Palavra chave: "Todos"


9 - Palavra chave: "Futuro"


10 - Palavra chave: "Unidos"


11 - Palavra chave: "Futuro"


12 - Palavra chave: "Novo"


13 - Palavras chave: "Mudança", "Soluções", "Vida"


14 - Palavra chave: "Mudar"


15 - Palavra chave: "Nova", "Actitude"


16 - Palavras chave: "Diferença" (emprego, impostos)

17 - Palavra chave: "Novos", "Desafio"


18 - Palavra chave: "Diálogo"


19 - Palavra chave: "Servir", "Continuar"


20 - Palavra chave: "Amigo"

21 - Palavra chave: "Amigo"


22 - Palavras chave: "Sexy", "Atractivo"


23 - Palavra chave: "Futuro"


24 - Palavra chave: "Une"


25 - Palavra chave: "Liderança", "Emprego", "Solidariedade"


26 - Palavra chave: "Futuro"


27 - Palavra chave: "Todos", "Tudo"


28 - Palavra chave: "Tudo"


29 - Ideia chave: "Participação" (dar voz a)

Etc...

É certo que esta não é uma amostra fidelíssima do universo da propaganda autárquica. Contudo é suficiente, pois sabemos bem que vemos por todo o lado este mesmo espírito e as mesmas palavras chave (raras são as excepções, que existem mais por força de originalidade).
Desta amostra de 29 "publicidades" recolhem-se assim grupos de palavras:

Renovar /Novo / Mudança /Mudar / Diferença (7)
Futuro (6)
Juntos / Unidos / Unir (6)
Vida /viver (3)
Independente
Democracia
Participação (2)
Decidir
Todos (3)
Solução
Actitude / Desafio (2)
Diálogo
Servir
Continuar
Amigo (2)
Atractivo / Sexy (2)
Emprego (3)
Solidariedade
Liderança
Tudo (2)
 Vamos agrupar tudo em ideias:

Agrupamento de indivíduos - Igualdade (11)
Mudança (7)
 Futuro (6)
 Fraternidade (5)
Viver (3)
(a continuar)

18/07/13

A VIOLÊNCIA DO ENSINO!

A "prova do crime".
"DI. - No Reino Unido um pai ficou indignado depois do seu filho de 8 anos ter sido enviado pela escola a casa a fim de ser submetido a um avaliação psicológica. Tudo porque a criança desenhou a figura de Jesus Cristo na cruz.

O pai afirma que no início deste mês recebeu uma chamada da escola primária pública de Maxham que o informava que o filho tinha feito um desenho violento. A imagem em questão representava a Jesus crucificado com um x a cobrir cada um dos olhos, para simbolizar que tinha morrido na cruz. O menino escreveu também o seu nome sobre a Cruz, na tabuleta que deveria dizer "I.N.R.I" com o intuito de assinar o desenho.

O menino fez o desenho na aula em que o professor tinha pedido aos alunos algo que lhes lembrasse o Natal.

"Creio que, devido a ter colocado uns "x" nos olhos, ocorreu que o professor ficou alarmado e pensou que era uma imagem violenta", afirma o pai, ainda sem acreditar no que tinha ocorrido. "Fizeram-no sair da escola diante de todos e recomendaram-me um psiquiatra para fazer-lhe um teste". A escola exige este para que a criança possa regressar, afirmou o pai." (Fonte: Alerta Digital, tradução Ascendens)

15/05/13

TODOS CONTROLADOS NO PLANO "VIRTUAL".

Colocando na Internet suas fotos pessoais com comentários diversos, a maioria de utentes nem sequer adivinha que, involuntariamente, corre o risco de ficar sob o controle de muitas pessoas e entidades interessadas. Uma série de companhias especializadas em software está desenvolvendo aplicações para vigiar a actividade de pessoas por meio de dados disponíveis em redes sociais. (continuar, aqui)

21/02/13

CARTAS (I) - APRESENTAÇÃO

Durante este últimos anos cruzei-me com pessoas às quais nem sempre quis dar resposta no momento. Nem sempre se pode ou deve comentar na hora em que alguém disse ou agiu desconforme com a Fé. Convém não retirar ao caridoso "levar da verdade" o sentido de oportunidade.

Nem sempre se consegue dizer o adequado no momento pretendido. E assim acumulei algumas intervenções para dia incerto, a pessoas diversas.


Por estranho que possa parecer, esta minha "dívida" é para com pessoas próximas, a quem a dormência do mundo fez e faz esquecer da verdade, e assim se precipitam e são abatidas. Lamentavelmente, para essa gente pouco se fala ou escreve de bom. Assim, achei que a melhor forma de realizar as minhas intervenções, com maior proveito, seria escrever, pois o caso de um é o caso de muitos.

Escreverei, não para os que estão ambientados com o catolicismo (o catolicismo milenar, com a interpretação intemporal), mas para os que dormem submergidos na ilusão de anos e anos de erros crescentes (que é o "pensar dominante" de hoje). São estes os destinatários que me foram impostos.

Nasce assim a série "Cartas", que me pode demorar anos, e podem seguir outros formatos, regular ou irregular na redacção, em parcelas ou por inteiro... Não se trata pois, de uma forma de variar o material do blogue, nada tem a ver com o blogue (que há de ter o seu término), trata-se da obrigação que tenho para com outros e de ter encontrado esta forma apropriada. Enquanto não o fizer, não terei a minha "divida" saldada.

Obrigado.

19/11/12

A VERDADE E O EVOLUCIONISMO (XIII)

(continuação da XII parte)
"A ciência deve, portanto, começar com a crítica aos mitos" (Karl Popper)

A SELECÇÃO NATURAL

Direi de outra forma: os indivíduos mais "aptos" têm maior descendência. E porque têm maior descendência? Porque são mais "aptos"... A tautologia é óbvia. Tão óbvia que até alunos darwinistas (Waddington, por exemplo) deu conta. Assim é!

A razão da Selecção natural darwinista não se poder definir com mínimo rigor sequer (nem definir, nem observar, nem determinar a intensidade da sua acção, nem produzir os seus efeitos) deve-se a que ela, na verdade, não existe. Trata-se apenas de uma metáfora para dizer que alguns indivíduos  vivem mais que outros (...grande novidade...) e, em princípio, tem maior descendência.

Como? A Selecção Natural é uma metáfora? Quem se pode atrever a proferir enorme blasfémia? Ora essa... é o próprio Darwin quem o disse no "A Origem das Espécies", no quarto capítulo! E ali reforça dizendo: "no sentido literal da palavra, a Selecção Natural é um falso conceito".

Como se constata, Darwin não era tão "darwinista" como os seus seguidores. O que passa é que os darwinistas crêem em Darwin, mas não lêem o que escreveu. E isto não é uma exepção, caro leitor. Isto é uma constante do ser humano. Quantos marxistas leram Marx? Quantos liberais leram Rousseau? Quantos cristãos leram a Bíblia [ou a ouvem ler]?

Os cientistas anti-darwinistas os leitores atentos de Darwin.Os darwinistas somente crêem no que respeita a Darwin.

Mesmo assim, tomando a expressão "Selecção Natural" em sentido metafórico, como uma "casa" (que na verdade não existe) que explicaria "a sobrevivência dos mais aptos", repare, caro leitor, que o resultado é exactamente oposto ao que os evolucionistas supõem. Porque a ser assim, a Selecção Natural favoreceria, por exemplo, a sobrevivência dos "melhores" macacos; ou seja, faria que os macacos fossem cada dia mais macacos, mas não menos macacos e mais homens! Um disparate.

O que creio suceder relativamente a este ponto, é que em muitos investigadores subjaz, talvez em forma inconsciente, a íntima convicção - produto de crenças antigas - de que o homem é um ser superior ao macaco; ou seja, mais "evoluído", mais "perfeito". Mas do ponto de vista meramente biológico, isto não é certo. Para nada!

(continuação, XIV parte)

TEXTOS ANTERIORES