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17/07/13

DO "NOVO MANUAL DO CATEQUISTA" (VII)


(da primeira parte)

VI CAPÍTULO
Igreja Católica - Comunicação dos Santos.

Creio... na santa Igreja, na comunicação dos Santos.
 
105. Que é a Igreja?
R: Igreja é a sociedade dos verdadeiros cristãos, isto é, dos baptizados, que professam a fé e a doutrina de Jesus Cristo, participam dos seus sacramentos e obedecem aos Pastores constituídos por Ele.

106. Por quem foi fundada a Igreja?
R: A Igreja foi fundada por Jesus Cristo, o qual congregou os seus fiéis numa sociedade, a sujeitou aos Apóstolos com S. Pedro por cabeça, e lhe deu o sacrifício, os sacramentos e o Espírito Santo que a vivifica.

107. Qual é a Igreja de Jesus Cristo?
R: A Igreja de Jesus Cristo é a Igreja Católica Romana, porque é una, santa, católica e apostólica, como Ele a quis.

108. Porque é que a Igreja é una?
R: A Igreja é una porque todos os seus membros tiveram, têm e hão de ter sempre uma única fé, o Sacrifício, os sacramentos e a cabeça visível, o Romano Pontífice, sucessor de S. Pedro, formando assim todos um só corpo, o corpo místico de Jesus Cristo.

109. Porque é que a Igreja é santa?
R: A Igreja é santa, porque são santos Jesus, sua cabeça invisível, e o Espírito Santo que a vivifica; porque nela são santos a doutrina, o Sacrifício e os sacramentos, e todos são chamados a santificar-se; e porque muitos foram, são e serão realmente santos.

110. Porque é que a Igreja é católica?
R: A Igreja é católica, isto é, universal, porque é instituída e adaptada para todos os homens e difundida por toda a terra.

111. Porque é que a Igreja é apostólica?
R: A Igreja é apostólica, porque foi fundada sobre os Apóstolos e sobre a sua pregação, e governada pelos seus sucessores, os Pastores Legítimos, os quais, sem interrupção e sem alteração, continuam a transmitir a doutrina e o poder dos mesmos apóstolos.

112. Quem são os legítimos Pastores da Igreja?
R: Os legítimos pastores da Igreja são o Papa ou Sumo Pontífice e os Bispos em união com ele.

113. Quem é o Papa?
R: O Papa é o sucessor de S. Pedro na sé de Roma e no primado, a saber no apostolado e episcopado universal; portanto o chefe visível, Vigário de Jesus Cristo, chefe invisível de toda a Igreja, a qual por isso se chama Católica-Romana.
Para os "primeiros elementos da doutrina cristã", a resposta é esta: O Papa é o sucessor de S. pedro; e portanto o chefe visível de toda a Igreja, Vigário de Jesus Cristo, chefe invisível.

114. O Papa e os Bispos em união com ele que coisa constituem?
R: O Papa e os Bispos em união com ele constituem a Igreja docente, chamada assim porque tem de Jesus Cristo a missão de ensinar as verdades e as leis divinas a todos os homens, os quais só dela recebem o conhecimento pleno e seguro que é necessário para viver cristãmente.

115. A Igreja docente pode errar ao ensinar-nos as verdades reveladas por Deus?
R: A Igreja docente não pode errar ao ensinar-nos as verdades reveladas por Deus, ela é infalível, porque como prometeu Jesus Cristo, "o espírito de verdade" a assiste continuamente. (S. Lucas, 1, 28).

116. O Papa, só por si, pode errar ao ensinar-nos as verdades reveladas por Deus?
R: O Papa, só por si, não pode errar ao ensinar-nos as verdades reveladas por Deus, quer dizer, é infalível, como a Igreja, quando, como Pastor e Mestre de todos os cristãos, define doutrinas a respeito da Fé e dos costumes.

117. Pode outra Igreja, fora a Católica-Romana, ser a Igreja de Jesus Cristo, ou ao menos parte dela?
R: Nenhuma Igreja, fora da Católica-Romana, pode ser Igreja de Jesus Cristo ou parte dela, porque não pode ter juntamente com aquela as qualidades distintivas singulares, una, santa, católica e apostólica; como de facto as não tem nenhuma das outras Igrejas que se dizem cristãs.

118. Para que é que jesus Cristo instituiu a Igreja?
R: Jesus Cristo instituiu a Igreja para que os homens encontrassem nela o guia seguro e os meios de santidade e de salvação eterna.

119. Quais são os meios de santidade e de salvação eterna que se encontram na Igreja?
R: Os meios de santidade e de salvação eterna que se encontram na Igreja são a verdadeira fé, o Sacrifício [missa] e os sacramentos, e os auxílios espirituais recíprocos, como a oração, o conselho, o exemplo.

120. Os meios de santidade e de salvação eterna são comuns a todos os homens?
R: Os meios de santidade e de salvação eterna são comuns a todos os homens que pertencem à Igreja, isto é, aos fiéis, os quais nos escritos apostólicos são chamados santos; por isso a união e participação deles nestes meios é comunicação dos santos em coisas santas.

121. Porque é que são chamados santos os fiéis que se encontram na Igreja?
R: Os fiéis que se encontram na Igreja são chamados santos, porque são consagrados a Deus, justificados ou santificados pelos sacramentos e obrigados a viver como santos.

122. Que quer dizer comunicação dos santos?
R: Comunicação dos santos quer dizer que todos os fiéis, formando um só corpo em Jesus Cristo, participam de todo o bem que existe e se faz no mesmo corpo, quer dizer na Igreja universal, uma vez que não sejam impedidos pelo afecto ao pecado.

123. Os bem-aventuradosdo paraíso e as almas do purgatório estão na comunicação dos santos?
R: Os bem-aventurados do paraíso e as almas do purgatório estão também na comunicação dos santos, porque, unidos entre si e comnosco pela caridade, recebem uns as nossas orações e outros os nossos sufrágios, e todos nos retribuem com a sua intercessão junto de Deus.

124. Quem é que está fora da comunicação dos santos?
R: Está fora da comunicação dos santos aquele que está fora da Igreja, isto é, os condenados, os infiéis, os judeus, os hereges, os apóstatas, os cismáticos e os excomungados.

125. Quem são os infiéis?
R: Os infiéis são os não baptizados que não crêem no Salvador prometido, isto é, no Messias ou Cristo, como os idólatras e os maometanos.

126. Quem são os judeus?
R: Os judeus são os baptizados que professam a lei de Moisés e não crêem que Jesus é o Messias ou Cristo prometido.

127. Quem são os hereges?
R: Os hereges são os baptizados que se obstinam em não crer alguma verdade revelada por Deus e ensinada pela Igreja, como, por exemplo, os protestantes.

128. Quem são os apóstatas?
R: Os apóstatas são os baptizados que renegam, com acto externo, a fé católica, que dantes professavam.

129. Quem são os cismáticos?
R: Os cismáticos são os baptizados que recusam obstinadamente submeter-se aos legítimos Pastores, e por isso estão separados da Igreja, ainda mesmo que não neguem verdade alguma de fé.

130. Quem são os excomungados?
R: Os excomungados são os baptizados excluídos por culpas gravíssimas da comunhão da Igreja, a fim de não perverterem os outros e de serem punidos e corrigidos com este remédio externo.

131. É dano grave estar fora da Igreja?
R: Estar fora da Igreja é dano gravíssimo, porque estando fora dela não se tem nem os meios estabelecidos nem a guia segura para a salvação eterna, a qual para o homem é a única coisa verdadeiramente necessária. 

132. Quem está fora da Igreja salva-se?
R: Quem está fora da Igreja por culpa própria e morre sem dor perfeita, não se salva; mas quem se encontrar fora dela sem culpa própria e viver bem pode salvar-se com o amor de caridade, que une Deus, e, em espírito, também à Igreja, isto é, à alma dela.

07/10/11

FALSAS RELIGIÕES

É a continuação do artigo "FALSO ECUMENISMO (TOLERANTISMO) e A DOUTRINA DE SEMPRE"


12. O Paganismo não me oferece mais que um caos de ilusões, de mentira e de iniquidades; criaturas colocadas no Trono da Divindade para nele receberem as nossas adorações; deuses culáveis de maiores crimes, um Júpiter adultero, uma Vénus impudica, um Mercúrio ladrão… honras divinas tributadas a Imperadores famosos pelas suas desenvolturas; o homem prostrado diante das obras das suas mãos; enfim, festas celebradas por jogos profanos, e muitas vezes sanguinário, ou por desenvolturas. Uma Religião tão favorável á corrupção dos costumes, não podia ser Religião verdadeira, que procuramos.

13. O Maometismo nada me mostra que não seja digno de desprezo; tanto pelo seu Autor, como pelo seu Código, e pelos seus fins.

Maomé, seu Fundador, continua como um Tirano, acaba como um malvado. E como este embaiador, não podendo provar a sua missão de Profeta por milagres, persuade a sua mulher, e por ela a muitos outros que os acidentes de epilepsia, a que estava sujeito, eram extasses causados pelo comércio extraordinário, que fingia ter com o Anjo Gabriel. Acreditada assim a sua autoridade, levantou-se como um homem inspirado, propaga a sua Religião pelos caminhos os mais violentos; os seus Apóstolos são, não Mártires, mas soldados, que anunciam as suas loucuras com a espada na mão. Finalmente morreu, não pela sua doutrina, mas empeçonhado por uma mulher, que tinha embaiado, e que por este meio quis saber se ele era na verdade um impostor, ou um Profeta.

O Alcorão, que é o Código das suas leis, está cheio de fábulas pueris, de ignorância, e de contradições. Nele confunde a Santa Virgem como Maria Irmã de Aarão: diz que os Judeus quiseram matar a Jesus Cristo; mas que Deus o livrara milagrosamente, e que outro foi crucificado em seu lugar: Acredita a Moisés, a Jesus Cristo, e a Bem-aventurada Virgem. Ora se o Evangelho é verdadeiro, Maomé é um ímpio pelo mesmo Evangelho. Se o Evangelho é falso, por que causa diz ele que é necessário dar-lhe crédito, e que ele veio a confirmá-lo? Toda a sua Religião consiste a orar com o semblante voltado para a parte onde está Meca, a sacrificar uma camela aos seus pés, a matar os infiéis, a ter tantas mulheres quantas se podem sustentar, a lavarem-se muitas vezes, a absterem-se de alguns animais, e a crerem Maomé seu grande Profeta.

O fim a que esta Religião se encaminha é revoltante. A Bem-aventurança que ela promete é infame; cuja lembrança basta para amedrontar todas as pessoas castas. O estabelecimento pronto, e rápido desta Religião é todo humano: ele é o triunfo do apetite, da violência, da política, da desordem, da ignorância; e de todos os vícios. Nada admira que o coração humano, corrompido como está seja favorável. Não; uma Religião tão grosseira não pode ser a verdadeira.

14. Volto-me para o Judaísmo. Eu descubro muitos caracteres da Divindade, uma doutrina sublime, uma Moral pura, leis sábias, um seguimento de grandes homens distintos pela virtude, Taumaturgos, e Profetas. Mas eu ao mesmo tempo descubro sinais não equívocos de reprovação. Eu vejo sequazes depois de dezassete séculos sem Templo, sem Altares, sem Sacerdotes, sem Sacrifícios: dispersos no meio das Nações, sem se confundir com povo algum. Eu creio de ver concluir uma maldição espantosa que os persegue por um grande delito de seus pais (“Et respondens universos populus dixit: Sanguis ejus super nos, et super filios nostros”. - Mat. 6. 27. V. 25). É necessário, digo eu a mim mesmo, que Deus escolha outro povo para entre ele estabelecer o seu culto. Mas quem é este povo?

01/10/11

FALSO ECUMENISMO (TOLERANTISMO) e A DOUTRINA DE SEMPRE

Segundo Concílio do Vaticano
Um símbolo do falso assentamento discreto das contra-doutrinas
O falso ecumenismo (já antigamente chamado de "tolerantismo"), aquele que hoje se pratica e que é de proveniência protestante, é contraposto ao sentido de unidade e identidade da Fé. E sobre isto iremos ver o que ensina a santa Igreja Católica Apostólica (Romana), e o que sempre foi difundido.

PENSAMENTOS THEOLOGICOS
Proprios Para Combater
OS ERROS FILOSÓFICOS
LIVRES DO SÉCULO

M. R. P. Nicoláo Jamin

LISBOA
M. DCC. LXXXIV


Capítulo III
Da Unidade da Verdadeira Religião

1. Pretender que Deus seja honrado por todas as Religiões que há na terra é um Tolerantísmo concebido pela liberdade, produzido pela imprudência, e destruído pela razão. Não há no Mundo mais que uma só Religião, assim como há só um Deus, e só ela é capaz de honrar o Ser Supremo.

2. Uma Religião que acredita serem todas as outras permitidas, não é uma Religião, mas um derisão, que se faz ao culto Religioso, pois reputa a Divindade como um Ídolo, a quem basta qualquer culto. Pois o Pagão que adora muitos Deuses, o Judeu, o Cristão o Maometano,  que não adoram mais que um só: o Cristão que zomba de Maomé, como de um impostor; o Maometano, que o honra como o maior dos Profetas; o Judeu que o crucificou a Jesus Cristo, como blasfemador; o Cristão que o reconhece por Messias anunciando pelos Profetas, desejado pelas Nações; o Deista que nega a Revelação; o Judeu, o Cristão, o Maometano que a admitem; o Cristão, que adora a Jesus Cristo, como o filho de Deus, consubstancial a seu Pai; o Sociniano que o coloca na classe das criaturas; todos finalmente oferecem à Divindade um obséquio que lhe fosse igualmente agradável? Exterminemos de nós esta horrorosa blasfémia. O Ser Supremo não pode aprovar cultos, que se destroem; é um Deus cioso.

28/09/10

BENTO XVI CONTRA A IGREJA? - FALSO ECUMENISMO

Em 1992, pontificado do Papa João Paulo II, foi publicado um livrinho intitulado Osservatore Romano 1990 (faz par com outro de 1991), em Buenos Aires, e da autoria do Rev. Pe. Tam (se não me engano) quando ainda pertencia à FSSPX.

O livro consiste em recolhas de textos do órgão oficial do Vaticano, L’osservatore Romano do ano 1990, pouco coincidentes com a doutrina. Além da simples recolha, os textos transcritos são colocados lado a lado com a respectiva doutrina ofendida. Genial pela forma rápida e directa de demonstração do estado a que chegou a situação entre os mais autorizados meios católicos.

Não acho que o livro seja tão perfeito assim, tem as suas imperfeições; mas é uma estratégica iniciativa, e boa base de trabalho.

Deixo-vos então uma mostra a respeito do falso ecumenismo da "Nova Igreja":

O Santo Padre João Paulo II, a 22 de janeiro de 1990:

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