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07/08/16

JUBILEU DA MISERICÓRDIA!? ...

O Jubileu da Discórdia (nome adequado para o "Jubileu da Misericórdia") está a ser a malga a sopa de confusão religiosa. A empresa Santa Casa da Misericórdia de Lisboa promove a iniciativa "Rotas do Diálogo":


JUBILEU DA MISERICÓRDIA 

"(Maio - Agosto '16) 

Visitas guiadas a locais de culto de diferentes confissões religiosas 


A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa organiza o ciclo Rotas do Diálogo, de 8 de maio a 28 de agosto, um itinerário de visitas guiadas gratuitas a templos de diferentes confissões religiosas com presença na capital portuguesa, no sentido de promover o diálogo intercultural e fomentar o ecumenismo no âmbito do Jubileu da Misericórdia. [agora há ecumenismo interreligioso!]

A Comunidade Islâmica de Lisboa, a Igreja Lusitana Portuguesa de Comunhão Anglicana e a Primeira Igreja Baptista de Lisboa são alguns dos locais de culto a visitar gratuitamente, mediante marcação, sendo que a SCML providencia transporte de ida e volta a partir da Igreja de São Roque. 

Num mundo cada vez mais marcado pela multiculturalidade, é também missão da SCML constituir-se como ponte entre os vários credos, aproximando culturas e desenvolvendo um diálogo inter-religioso que permite promover e defender, na sociedade, os valores universais humanitários da paz, tolerância e liberdade [a única guerra que parece existir é a insistência doentia em que se há-de fazer a paz de guerra nenhuma; valores universais humanitários!? Liberdade Igualdade Fraternidade?!], comuns tanto a crentes como não-crentes [mas contrários ao catolicismo, e até a outras]. Com esta iniciativa, a instituição espera contribuir para cumprir o desígnio mais vasto de fazer a misericórdia chegar a todos, pela mão de todos, independentemente da sua religião. [o único acto misericordioso a fazer é tentar a conversão; uma das características mais maléficas da Maçonaria é colocar as religiões lado a lado, para que assim fiquem todas anuladas pelas diferenças]

Programa: 
08 maio | Comunidade Islâmica de Lisboa - 10h00
21 maio | Igreja Lusitana Portuguesa de comunhão Anglicana - 10h00
05 junho | BLIA, Associação Internacional Buddha's Light - 10h00
19 junho | Comunidade Israelita de Lisboa - 10h00
03 julho | Comunidade Hindu de Portugal - 10h00
17 julho | Comunidade Ismaelita de Lisboa - 14h30. NOTA: A visita à Comunidade Ismaelita de Lisboa realizar-se-á às 14h30 (e não às 10h, como previamente anunciado) a pedido da mesma comunidade.
30 julho | Primeira Igreja Baptista de Lisboa - 10h00
14 agosto | União Portuguesa dos Adventistas do Sétimo Dia - 14h30
28 agosto | Santa Casa da Misericórdia de Lisboa/Igreja de São Roque - 10h00 

Ponto de encontro: Igreja de São Roque (Largo Trindade Coelho, 1200-470 Lisboa).
Participação gratuita mediante marcação prévia obrigatória.
Limitado ao máximo de 30 participantes por visita.
A SCML providencia transporte gratuito de ida e volta ao Largo Trindade Coelho. 

Marcações/Informações:
Serviço de Públicos e Desenvolvimento Cultural - Direção da Cultura da SCML"

[Diz noutro lado]:

"Comunidade Islâmica de Lisboa

No âmbito do Jubileu da Misericórdia, a Santa Casa promove, em 2016, um ciclo de visitas guiadas a locais de culto de diferentes confissões religiosas, existentes na cidade de Lisboa, para promover o diálogo intercultural e o ecumenismo.

A primeira visita será feita à Mesquita de Lisboa.

A Comunidade Islâmica de Lisboa foi constituída em 1968 por um grupo de jovens estudantes muçulmanos, oriundos das ex-colónias. A cerimónia de lançamento da primeira pedra aconteceu em 1979 e a inauguração da 1ª fase da construção da mesquita seis anos mais tarde. Esta construção foi possível graças à ajuda de vários países islâmicos."

[Conclusão: a crença maçónica tomou conta de tudo, e o Clero absorveu as mesmas falsas crenças]

02/07/15

REFUTAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DOS PEDREIROS ILUMINADOS (V)

(continuação da IV parte)

CAPÍTULO V
Se à Pública felicidade contribua mais a Filosofia dos Iluminados, se a Religião.

deus Razão
Os Pedreiros produzem sobre isto o sentimento, o facto, e a razão. Ora sofreram em paz que eu contraponho sentimento a sentimento, facto a facto, e razão a razão. O vosso primeiro sentimento, a vossa primeira persuasão é esta, que a Religião se ajusta pouco à felicidade pública. Eu respeito como devo a vossa autoridade, mas observai, eu vos rogo, uma coisa estupenda. Os Minos, os Licurgos, os Prtágoras, os Sócrates, os Platões, e tantos outros deste carácter, que não eram por certo nem Clérigos, nem Monges, nem Frades, mas que eram Políticos, eram Filósofos, eram Príncipes, eram legisladores, todos eles eram de sentimento oposto, e contrário ao verso, e de tantos homens prudentíssimos, e sempre desejosos do bem público, não houve um só que introduzisse em sua República a irreligião, ou descoberta, e patente, como fazem os Ateus, ou coberta, e embuçada como vós o praticais. Não houve um só de tantos homens famosos, que não constituísse por primeira base de um bom governo aquela mesma Religião, que vós teimosamente rejeitais, quero dizer, Religião fundada sobre a divina remuneração e Providência. Trocava pois a um Epicuro, homem novo no Mundo, e tão alheio dos públicos negócios, como os seus Deuses, e tocava a seus Secretários, com ele tão cabalmente parecidos, iluminar sobre um objecto tão essencial os primeiros homens do Estado, os primeiros sábios, os primeiros legisladores! Grande e estranhíssimo paradoxo! E vós, Iluminados, que tanto procurais engrossar, e reforçar o Exército Epicureu, quem sois? "Homens iluminados, e iluminadores." Sim, isso sabia eu; mas nunca julguei que vos pudésseis medir com as personagens que vos acabo de nomear, exemplos de experiência, de sabedoria, e honrada humanidade. Vós não quereis a Religião como uma coisa prejudicial ao bem público, aqueles pelo contrário, queriam a Religião como uma coisa útilíssima ao bem público. Qual destes sentimentos seja o mais digno de fé, e de apreço, nós o poderemos julgar pelo carácter dos indivíduos, uns Legisladores dos Povos, outros Subvertedores das Sociedades.

Não nos esqueçamos desta primeira parte do paralelo, e avancemos o passo para a segunda muito mais sólida, porque se trata de facto. Em coisa nenhuma são os Iluminados tão eloquentes como em expor os males ocasionados pela Religião. Dirão, com uma erudição espantosa, o que se tem passado no mais recôndito gabinete do Imperador do Mogol, o que se acha dito no conselho privado do Kan da Tartária: nem os obrigue ninguém a lhe produzir os documentos autênticos; tudo é certo, porque só eles o sabem: conservam um copioso depósito de historietas nunca vistas, que se chamam, há pouco tempo, anedotas; sabem mui bem servir-se delas, fazendo com tais notícias, não imagens, mas grotescos da Religião. Não devo perder tempo, combatendo, em tais factos, o muito que neles tem que combater a crítica discreta, e luminosa; nem quero examinar se os verdadeiros males hajam nascido da Religião, ou de algum erro acidental, e particular em matéria de Religião; se hajam nascido da Religião, ou de alguma paixão debaixo do pretexto de Religião; nem quero, outro sim, queixar-me da torpe injustiça de atribuir à Religião em geral, o que é vício de alguma Religião em particular, e, o que é ainda muito pior, de atribuir o vício de uma Religião que o aprova, a outra Religião, que o condena: esqueçamo-nos de tudo isto, e considere-se em si mesma a Religião São acaso muitos, grandes, e horríveis os males, que ela ocasionou? Sejam; eu não contesto um só; mas digam-me os Iluminadíssimos Pedreiros, são mais os males que a Religião causou, ou os que ela impediu? São maiores os males que ela trouxe, ou os bens? É preciso que insistamos nisto para decidir com prudência, se a coisa é útil, ou nociva. Se consideramos os males que acontecem, sem mais nada, que coisa pode haver que se não possa reputar nociva? Quantos estragos tem causado o ferro, e quantos incêndios devoradores o fogo? Este mesmo Céu visível, e mataria, se nos lembramos unicamente dos tufões, dos dilúvios, dos temporais desfeitos; este Céu, que é a honra, e a salvação da Terra, nos parecerá por certo o luto, e o extermínio da mesma Terra. Logo, para julgar das coisas direitamente, se devem balançar os males com os bens, e se se comparam os males com os bens causados pela Religião, que juízo devemos fazer da mesma Religião?

Eis aqui sobre esta matéria dois factos inegáveis, segundo entendo, e por si mesmo: decisivo: o primeiro, que a despeito e todos esses males, ou verdadeiros, ou imaginários, em todos os estados a Religião se tem conservado imóvel, estável, inconcusa, e permanente. Ficam leis abolidas, abolidas as modas, abolidos os costumes; e se alguma vez variou a Religião, nunca foi inteiramente abolida. Os mesmos Políticos mais irreligiosos quiseram sempre em público alguma Religião, temendo que sem ela se subvertesse a sociedade humana. É preciso concluir que a Religião, até politicamente considerada, é um grande sustentáculo dos Estados.

O segundo facto ainda é mais decisivo, pois se observou não só uma vez, mas inumeráveis vezes, quero dizer, a Religião esplendidamente ligada com a felicidade pública Falarei do antigo Egito, tão celebrado por sua glória, e riqueza, como por sua Religião? Quem não conhece a antiga Creta, e a antiga Esparta, ambas conhecidas por sua diuturna felicidade? E quando lhes começou esta felicidade? Quando ambas foram consagradas pela Religião! E quem o disse? Um Filósofo, e talvez o maior que existira entre os Gregos, Sócrates: assim o vemos no Diálogo de Platão intitulado Minos. Eis aqui suas palavras convertidas em latim pelo grande Marcilio Ficino: "Creta per omne tempus est feliz, ac etiam Lacedemon, ex quo iis legibus, utpote divinis uti coepit." E qual foi o tempo em que mais floresceu a Pérsia, Atenas, e Roma? Não foi a primeira no tempo do grande Ciro, a segunda no de Aristides, e a última no de Fabrício até ao Menor Africano? Foram verdadeiramente aquelas as idades de ouro, não, quais vós a imaginais, sem censor sem leis, sem temores, mas idades cheias daquela Religião a quem vós chamais tirania, a qual senhoreava não só espírito dos povos, mas o dos mesmos Soberanos. Apélo para a fé da mais autorisada Histódia: Heródoto, Xenofonte, Políbio, Tito Lívio, C. Nepote andam pelas mãos de todos. Se acabou a felicidade e se extinguiu o a fé pública, e particular, se as dignidades se tornaram veniais, e se transformaram em públicas oficinas de latrocínio, se os Tutores do Estado se fizeram traidores, se, alterada a ordem, perturbado o repouso, quebrada a paz, os Cidadãos voltaram o ferro contra as entranhas da mãe comum, qual foi o motivo? Ouvi, Iluminados, um Epicureu ilustre, tantas vezes escarnecedor satírico da sua Religião, e depois acusador acerbo da irreligião que conheceu tão funesta à sua Pátria, Horácio, o qual, confundido, e magoado à vista de tantas desgraças que oprimiam a sua  Pátria, exclamava: "Para que nos admiramos da aluvião, que nos inunda, se, despedaçado o dique, já não há medo, nem respeito aos deuses? E de que maneira poderemos reparar os danos que nos flagelam? Em vão o esperas, ó Roma, (continua o convertido Poeta) em vão o esperas, se primeiro não espiares os ultrajes feitos aos Numes." Que mais? O grande Lírico, com força, e sublimidade digna do argumento, não duvida atribuir à Religião toda a passada prosperidade, e de inculcar, e criminar a irreligião das presentes desventuras. Epicureus, e Iluminados que respondeis a este Epicureu, a este Romano iluminado?

Chama-me agora aquele interprete, General, e Censor, o grande Bayle, o qual tem a ousadia de afirmar, que em quanto ao externo viveria uma Comunidade de Ateus do mesmo modo que vive uma Comunidade de homens que professam Religião. Se isto fosse verdade, ó Iluminados, seria falso o que afirmais, que a pública felicidade não se pode concordar com a Religião. Se a vida é a mesma, porque não será a ventura também a mesma? Mas Bayle diz, que seria o mesmo viver; e como o prova? Onde estão os factos, e factos dignos, conspícuos, e autorizados? Eu tenho produzido a favor da Religião, os Egípcios, os Cretenses, os Espartanos, os Persas, os Atenienses, os Romanos; citei os legítimos testemunhos, e posso produzir factos, e testemunhos ainda mais solenes. Onde guarda Bayle seus factos, e seus testemunhos? Decaíram acaso os Romanos do tempo de Horácio juntamente com a Religião? Onde estão os Hotentotes, os Caraíbas, os Topinambás, ou outra qualquer raça de gente, conhecida apenas quanto baste para excitar a nossa compaixão? Dir-se-há que Bayle para prova do seu dito, tem da sua parte a razão? Mas eu respondo, que se exigem factos, e não razões; os factos, cuja linguagem é mais sensível, e mais conveniente; e acrescento, factos de grandes populações inteiras, quais são os que eu alego, e produzo. Que poucos homens escolhidos, conformes de génio, concordes em ideias possam por algum tempo viver civilmente sem Religião, isto não é o ponto aqui controverso; mas um povo sem Religião, se se acha, só poderá ser no meio da mais bestial barbaridade, qual não viu, ou não fingiu Fernão Mendes Pinto. Aí se achará então a idade do ouro, aí a preconizada felicidade, e quem por ela tanto suspira, vá tranquilamente habitar no meio deste povo. Mas já que me provocam ao campo da razão, de bom agrado entro neste campo, pois é confirmadora do facto; e juíza do sentimento. E que grandes objectos devemos tratar! O princípio, a essência, os meios, e os modos da pública felicidade.

(a continuar)

22/05/15

REFUTAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DOS PEDREIROS ILUMINADOS (I)

(continuação do anterior)

Capítulo I
A Filosofia dos Iluminados Não é Original, é Cópia.

Não é a antiguidade que nos desagrada; é a antiguidade que quer parecer novidade, e a nenhuma outra coisa é um Iluminado, um antigo, que quer parecer novo. Se o escutarmos de perto, dirá que é um génio que pensa originalmente, que deve a si tudo o que é, que não tem outra guia mais que sua inteligência, que penetra com a própria luz todas as partes do Mundo inteligível mais incógnitas aos outros. Isto que de si assoalha o Iluminado o obriga a desprezar os outros homens, e a considerá-los como rebanhos, que vão, sem saber porquê, onde os leva o silvo do pastor. À vista disto, ou eu me engano, ou o Iluminado não é isto que diz. Considero de um cabo a outra toda a sua grande obra, seus princípios, seus dogmas, suas razões, e aquele ar de orgulho, e de altivez com que nos trata como ignorantes e pequenos: quando observo suas maliciosas ironias, sua afectação de humanidade, a pompa que faz de virtude, a ambiguidade de suas estudadas expressões, e cem mil artifícios a todas as luzes ridículos; eu não vejo mais do que cópias, e cópias de um muito mau original. Epicuro, (eis aqui o Original continuamente incensado, e não plenamente conhecido), Epicuro, o famoso Epicuro, que eu farei mil vezes aparecer em cena para ser confrontado com as suas cópias. Esta necessária confrontação não desagradará aos espectadores, porque com ela conhecerão o valor dos pensadores, e o mérito dos pensamentos. Vamos aos princípios fundamentais do Iluminismo, que são Deus, e o Homem; e para se não agravarem, descubram-nos estes senhores seus pensamentos. Consideram acaso um Deus providente, que dê Leis ao homem, e que o dirija? Consideram acaso o homem sujeito à justiça, e à providência de Deus? Se desta arte o consideram, acabou-se desde já a nossa questão, e nada tem o Iluminismo com o Epicurismo; mas se isto não é assim, quais são os princípios fundamentais do Iluminismo? Que Deus não cura, nem cuida do homem; que o homem é todo matéria, que tudo acaba na morte quando na morte se dissolve seu corpo. Estes princípios, são os mesmos do Epicuro, e já há mais de dois mil anos que Epicuro negou a Divina Providência, e fez a nossa alma material e mortal para a tornar impenetrável, diz, ele, ao temor da morte, e segura contra o pavor que lhe causavam os Céus. Este mesmo agora reproduzido Epicuro não foi original, e assim como copiou Demócrito nos princípios da Física, também foi cópia de Aristípio nos princípios da Moral; coisa tão sabida nos mesmos dias de Epicuro, que era pública fama ter-se apropriado, e dado por seus alguns escritos daqueles Filósofos. Avancemos contudo o passo por mais remota antiguidade. Acaso os princípios daqueles voluptuosos, e ímpios de que fala a Escritura, não são os mesmos princípios de Epicuro? Vejamos. Uns diziam: "Non videbit Dominus." Isto é o mesmo que negar a Providência. Os outros afirmavam: "Spiritus diffundetur tamquam molli  aer." Isto quer dizer, que tanto a alma, como o corpo do homem se desvanecem e acabam. A Filosofia dos Iluminados é tão velha em seus princípios, como velha a impiedade; e a despeito desta decrepitude atreve-se a dizer que é nova, e mui de fresco imaginada! Só se é nova a capa de simulação e hipocrisia com que se cobre: mas nem esta mesma capa é nova; com ela se embaçou Lucrécio nos primeiros versos de seu Poema, mostrando-se muito receoso de ser tido por mestre de impiedade. Muito mais havia feito Epicuro, chegando com a audácia a se inculcar por mestre exemplaríssimo de Religião, e virtude fundada nos manifestos princípios da impiedade.

(continuação, II parte)

01/11/13

"DEFEZA DE PORTUGAL" (1831) - O MAÇONISMO (I b)

(continuação da  parte a)

Maçonismo

O Maçonismo [maçonaria] é um sistema de impiedade [ímpios] geral; ou um colossal agregado de todas as maldades, que reúne em si todas as depravações, todos os erros, todas as discórdias dos séculos passados; ele se parece àquela árvore que viu Plínio, na qual estavam enxertados dos frutos de todas as árvores; ou aquela estátua de Baco, como diz Ausónio, que tinha uma parte de todos os Deuses, a qual por isso chamaram Pantheon. Mas não se contentou o maçonismo em reunir todas as maldades, assim como quer; ele as reuniu em grau heroico,tomando as de maior quilate, e peso, e desprezando aquelas, que são de medíocre vulto, desprezando aquelas, direi mais claramente, que menos ofendem a sociedade: não quer o maçonismo, o que é meramente mau; ele ama, o que é altamente péssimo. As durezas do Judaísmo, as grosserias do maometismo,as discórdias do hereticismo, as porcarias do epicurismo, as barbaridades do ateísmo, os absurdos, e delitos do filosofismo, tudo o maçonismo chamou a si, e de tudo formou um monstruoso corpo, com o qual quer meter debaixo de si tudo o que Deus criou, tudo o que a Religião aperfeiçoou, tudo o que a sociedade conserva. Ele no seu maior grau envergonha-se de ser judeu, peja-se de ser maometano,aborrece-se de ser herege; somente lhe agrada ser porco com os epicúreos, ser bárbaro com os ateus, ser louco com os filósofos: para ele é o crer, seja no que for, uma baixeza da razão; ser pacífico uma humilhação da dignidade do homem; todavia ele afecta ser virtuoso, e olha para a virtude como para um crime; finge ser religioso, e na Religião vê um monstro; parece aborrecer a guerra, e somente odeia a paz; tolerante de todos os erros, só a verdade não tolera; indulgente com todos os crimes, só a virtude não perdoa: ele se fez um sistema de aquietar-se com todos os cultos, e a todos eles têm um ódio figadal. Esta definição, ou descrição do maçonismo parecerá a alguns, que nasce só da minha imaginação; pois que os mais experientes, e versados neste sistema das traficâncias da incredulidade sabem que ele agrega a si, alista, e adopta pessoas, não só de todos os países, mas de todos os cultos; e por isso se o ateísmo fosse o seu elemento, esta sociedade agrega de profissões, e de doutrinas tão diversas não poderia ter tanta permanência, e universalidade, nem se haveria ramificado tão longa, e largamente. Por isso mesmo, digo eu, esse sistema atura tanto tempo, e se tem estendido tão infinitamente: da mistura de pessoas, e da diversidade de cultos nasce a confusão, e da confusão o engano, enganando-se uns a outros, e todos a si mesmos, sem que saibam onde vão, ou por onde caminham, mas querendo cada um a sua causa, que é a liberdade absoluta, e completa de todas as paixões; e prometendo-lha assim, os que os dirigem, ou os que estão em alto grau, sem que esses mesmos tenham ânimo de lho cumprirem, nem possam; daí, dessa falta de cumprimento das promessas nasce entre eles tanta divergência, e discórdia, pelejando muitas vezes entre si, dividindo-se, e dando lugar ao seu desbarato, e ruína, o que mais de uma vez tem sucedido, e eu farei ver mais adiante.


Porém, agora, insta que, guardando alguma ordem nestas ideias avulsas, diga o modo, porque o maçonismo se formou, quais foram as suas vistas, ou tensões, se bem que ele cambiou de face sucessivamente; que instrumentos ele escolheu, quais os meios, que aproveitou, que é o que ele quer, e por que vias se encaminha ao seu fim. Eu falo aos povos, e duvido muito que me acreditem sobre a minha palavra, porque os sábios bebendo as suas ideias da sua fantasia, e não das mesmas coisas, se tem persuadido que o maçonismo é o mesmo Judaísmo, sendo assim que há muitos judeus alistados no maçonismo, mas também há muitos mais mações, que não são judeus, sendo muito piores que eles: Porém os mações de alto grau, digo, os mestres, chefes, ou directores do maçonismo, sabem que eu não minto, dizendo que eles não dão um real por um judeu, ainda que se aproveitam dos seus reais; dizendo outro sim que eles nada querem do turco, do apóstata, e do herege, senão os seus serviços; que eles nada pretendem dos cristãos de nome, senão que eles não pelejem pela Religião; que eles dos Povos só desejam empobrecê-los, e aniquilá-los, para que lhes não possam ser contrários. Se me perguntarem, por onde sei o que os mais não sabem? Não responderei como o Abade Barruel "porque sou apóstata do maçonismo", responderei sim que quiseram, quando ainda não contava quatro lustros, perverter-me, o que não conseguiram, graças a Deus, e à educação que me davam entre os monges Bentos, onde me alistei por minha livre vontade; e foi então que estudei a sua linguagem, sem aprender as duas ideias; e com a sua linguagem soube muitas vezes o que eles querem, o que eles projectam, e o porquê pelejam, que é: nada de Deus, nada de Rei. Mas então me dirá alguém: Que é o que eles querem? Respondo que este século o vai dizendo, e dirá, e que também o direi; mas, para não deixar os povos em jejum, digo em princípio que os mações de alto grau não querem culto algum, nem soberano, ou governo, ou sociedade, seja qual for a sua forma, ainda mesmo que republicana seja, que proteja o Culto. E querem agora os povos saber porque os mações não querem o Culto? Eu lhes o digo; porque os povos, que têm Culto, pois sem ele não podem existir os povos, dão assim cabo dos mações logo que os conheçam. Assim que, se o turco, se o judeu, se o herege, se o mau cristão se persuadissem desta verdade, a saber que os pérfidos mações não querem algum culto, eles mesmos se reuniriam com todos os que o queremos, e já o maçon não existiria. Mas entre os mações há alguns que querem o Culto, replicar-me-á alguém: eu o confesso, entre os mações de baixo grau, quero dizer entre os de 1º, 2º, 3º e 4º, porque os do 5º duvidam de todos os cultos; os de 6º toleram algum culto por necessidade, e os do 7º, que são os mestraços do maçonismo, sofrem, os que assim pensam, com raiva, e desespero: e esta discordância, divergência, e desunião entre eles é, o que me induz a persuadir-me, que eles a não levam avante, se é que não chegou o fim do mundo. Prova desta minha persuasão é que eles mil vezes, e por mil formas a têm tentado; e no melhor da festa a sua alegria se voltou em lágrimas; o decurso deste Semanário oferecerá os factos passados à recordação dos presentes,para que os vindouros tomem a lição, de que o passado é a regra do presente, e que o que uma vez aconteceu há-de acontecer mais; a saber, a impotência do maçonismo contra Deus, e contra o Rei [o Altar e o Trono..]. Isto acontecerá sempre em Portugal, enquanto adorarmos a Deus dos nossos pais, e avós, e enquanto amarmos, como devemos, o Rei, que peleja por Deus, e por nós; é a dizer, enquanto formos portugueses: nisto está toda a defesa de Portugal contra as agressões estranhas, e domésticas; em invocarmos os auxílio de Deus, que nunca faltou aos Portugueses, e em apelidarmos a voz d'ElRei, que entre portugueses cristãos só é, e pode ser o Muito Alto, o Muito Magnífico, o Muito Poderoso Senhor S. MIGUEL I a quem Deus enviou a estes Reinos, para Senhor, e pai deles, protector da Religião, Coluna da Igreja, terror dos inimigos, e admiração do Mundo.

Rebolosa 16 de Julho de 1831.

Alvito Buela Pereira de Miranda

05/03/12

MANDAMENTOS - MORAL CRISTÃ - CATECISMO (V)

"2.ª Como será possível conhecer a verdadeira religião? Se uma só é verdadeira, como é possível conhecê-la? Com um meio simplicíssimo: querer conhecê-la e buscá-la com recta vontade. O sol brilha para todos, mas não é visível para os que fecham os olhos; pode acontecer que se façam maravilhas com esta ou com aquela luz artificial, podem-se designar ainda pelo nome de sóis as lâmpadas de incandescência, mas ao engano só pode ser induzido um cego; o sol é um só e brilha tanto acima de todas as outras luzes, que é impossível haver confusão com qualquer outro.

Assim a religião católica, a verdadeira, a única que Deus quer, aquela que conduz à salvação, brilha como luz tão viva sobre todas as outras, que  não é possível engano.

Os primeiros a estar persuadidos de que a religião católica não é única verdadeira, são só que a não seguem, pois a perseguem e combatem. E ela é a única perseguida e combatida.

[...]

170. - Que é que nos proíbe o primeiro mandamento?
O primeiro mandamento proíbe-nos a impiedade, a superstição, a irreligiosidade, e também a apostasia, a heresia, a dúvida voluntária e a ignorância culpável das verdades da Fé.

Explicação. - O primeiro mandamento proíbe todas as coisas contrárias à verdadeira religião, isto é ao culto que devemos dar a Deus. E vêm elas a ser: 1.º a impiedade (n.º 171); 2.º a superstição (n.º 172); 3.º a impiedade (n.º 173); 4.º a apostasia da qual já falámos no n.º128) 5.º a heresia e a dúvida voluntária (de que se tratou no n.º127); devendo notar-se que quem negou ou duvida voluntariamente das verdades reveladas obstina-se em não crer, e por isso fica sendo hereje; 6.º a ignorância culpada sobre as verdades da Fé.

Acrescentarei algumas palavras sobre a ignorância das verdades da Fé. O menino não conhece ou ignora as verdades da Fé, mas essa ignorância não é culpável. Ao contrário, o adulto que desconhece as verdades da Fé, ou porque não quis aprendê-las, frequentando o catecismo, ou porque esqueceu o que havia aprendido e nunca mais assistiu às instruções,incorre em culpa. Não pode crer nas verdades que ignora; ora não crendo o que Deus nos propõe por meio da Igreja,comete um pecado: ofende a Deus porque não o reconhece, não o ama e não o serve, como é seu dever. Essa ignorância é mais culpável nos nossos dias em que abundam tanto e são tão fáceis os meios de se instruir e em que é maior a necessidade e a obrigação de o fazer por ser tão combatida a religião com preconceitos, com calúnias, com erros que a má imprensa espalha por toda a parte. (Vid. Exemplos, pág. 29 e seguintes).

[...]

171. - Que é a impiedade?
Impiedade é a negação de todo o culto a Deus.

Explicação. - O primeiro mandamento proibe-nos todas as coisas que são contrárias à verdadeira religião. A primeira dessas coisas é a impiedade. Damos, em geral, o nome de ímpio àquele que é mau; porém, em sentido estrito, é o que nega todo o culto a Deus. Não são poucos também infelizmente, os cristãos que, hoje em dia, se tornam culpados de verdadeira impiedade."

(Tem continuação aqui)

29/02/12

MANDAMENTOS - MORAL CRISTÃ - CATECISMO (IV)

"Deus elevou o homem ao estado sobrenatural e reparou, com a Incarnação, Paixão e Morte do seu Unigénito, a queda de Adão. Deu-se a conhecer ao homem por meio da revelação, propôs-lhe verdades sobrenaturais,determinou o culto com que deseja ser honrado; deu-lhe os meios necessários de santificação. Por isso o cristão (e  quem o não é tem o dever de se fazer cristão) deve conhecer, crer, honrar (adorar), amar e servir a Deus em conformidade com a revelação; e, portanto, a sua religião ou, em substância, o culto que rende a Deus, é sobrenatural. - c) Em relação ao corpo e à alma. O homem não é só alma, mas é também corpo; por isso deve prestar o devido culto a Deus com todo o seu ser, com o corpo e com a alma, pelo que não basta que o culto prestado a Deus seja  só interno da alma, deve ser também externo, quer dizer, praticado com actos sensíveis (n.os 184 e 185). - d) Em relação ao homem particular e à sociedade. O Homem não é só indivíduo; é também membro da sociedade. É criado como ser social; deve, por natureza, viver em sociedade, não podendo de modo nenhum bastar-se a si mesmo, pois tem, para a sua vida, necessidade do auxílio dos outros. Por conseguinte deve render a Deus o culto devido não só como indivíduo, mas também como membro da sociedade, e, por isso, o culto religioso, além de ser privado deve ser também público. Quer dizer, a sociedade, como união de muitos homens, deve render a Deus o culto que lhe compete.

OBSERVAÇÕES - 1.ª Nem todas as religiões são boas. Visto que vos há de acontecer algumas vezes ouvir e afirmação de que todas as religiões são boas, é necessário que conheçais quão péssima é essa máxima: a) Que direis se se afirmasse que todas as moedas são boas? As que são falsificadas não são boas. Assim é com a religião. É boa a verdadeira: as que são falsificadas, fundadas pelos homens, não podem ser verdadeiras e, por isso, nem boas sequer. b) Uma coisa não pode ser branca e preta, verdadeira e falsa ao mesmo tempo. ora, eis o pagão que reconhece muitas divindades; e eis outros povos que reconhecem um único Deus. Idolatria e adoração de um Deus único excluem-se mutuamente. O judeu não reconhece Jesus Cristo como Messias, o Turco honra-o como profeta, o cristão adora-o como filho de Deus. Para reconhecer como boas todas as religiões, deveria a razão admitir que estão na verdade todos os Judeus, como os Turcos, como os cristãos. - c) Se todas pudessem ser boas, para que teria Jesus Cristo fundado a sua Igreja, por meio da qual nos ensina como quer que o honremos? Alem disto, cada qual poderia formar para si uma religião a seu gosto. - d) Tal máxima conduz à negação de todas as religiões. E com efeitos  os que dizem que são boas todas as religiões, na prática não observam nada. Dizem, em palavras, que as respeitam todas; mas depois, nos factos, são inimigos jurados e desprezadores do Catolicismo; das outras religiões não se preocupam, não temem nenhuma: só têm medo do Catolicismo, porque é a única religião verdadeira, visto ser a religião de Cristo; porque só ela tem uma a Fé e a Lei irreformáveis, irreconciliáveis com o mal, sob qualquer forma que se apresente e seja qual for o pretexto com que se queira desculpar."

(Continuação, aqui)

05/12/11

AGORA VÃO INVENTAR OS "ABUSOS ECUMÉNICOS"?


DIA DE SANTA BÁRBARA É COMEMORADO EM FALSO ECUMENISMO, É TRANSFORMADO EM CIRCO BLASFEMO

"A Tarde - On Line", jornal Brasileiro, notícia uma comemoração híbrida de muita cor e muita folia:

Tanta "devoção"!!!
"Fiéis de Santa Bárbara ou Iansã (como é chamada no candomblé) pintaram o Centro Histórico de vermelho e branco neste domingo (4), dia dedicado à santa. Apesar do público ser menor do que nos outros anos, de acordo com participantes do evento, a  festa foi marcada pela integração entre diversas religiões, como ressaltou o secretário municipal de Reparação, Ailton Ferreira:

"Salvador está na vanguarda, consegue realizar uma atividade como essa, onde diversas manifestações religiosas estão juntas (de forma harmoniosa)".

Dom Jorge, da Igreja Ortodoxa, que também celebra a festa de Santa Bárbara, mas no dia 11 de dezembro, também chamou atenção para essa convivência entre os religiosos. "É um momento de celebra o povo", disse.

Eis o delicioso acarajé, comida ritual do candomblé, usado para mastigar com as hóstias!
Hoje foi a primeira vez em 30 anos que um Arcebispo Primaz do Brasil celebrou a missa campal em homenagem à santa. Dom Murilo Krieger presidiu a solenidade no Largo do Pelourinho, onde foi distribuída, ao mesmo tempo, hostia e acarajé que no Candomblé é chamado de acará, ou seja, a comida ofertada à Iansã.
Iansã
Devotos de Santa Bárbara, ou Iansã, aproveitaram o evento para pagar promessas distribuindo fitas e acarás. A banda do Corpo dos Bombeiros também agradeceu a proteção da padroeira da categoria, acompanhando a procissão pelas ruas do Centro Histórico, entoando cantos religiosos.


A programação em homenagem à santa dura todo o dia, com apresentações musicais no Centro Histórico. Os Filhos de Gandhy, Banda Didá, Ara Ketu e Ilê Aiyê vão marcar presença."

Para o próximo ano iram convidar os palhaços!!!?

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