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23/09/14

ESPANHÓIS AO ATAQUE - Querendo o Que Não é Deles!

Rádio Renascença (23-09-2014 15:37) "Um dia agitado nas Selvagens, território habitualmente silencioso. Um grupo de militantes [espanhóis] desembarcou na ilha, hasteou a bandeira espanhola e quer falar com as autoridades portuguesas. A Marinha na Madeira já enviou um navio para controlar a situação.

"Está lá. Fala das Selvagens?" 


Um grupo de militantes espanhóis da Alternativa Nacionalista Canária (ANC) está nas Ilhas Selvagens desde segunda-feira num protesto pela reivindicação de soberania sobre o arquipélago português e contra as possíveis explorações petrolíferas na zona.

O alerta foi dado pelos vigilantes do parque natural da Madeira, que comunicaram às autoridades marítimas que os espanhóis içaram a bandeira das Canárias no local, disse à Renascença o porta-voz da Armada, Paulo Rodrigues Vicente.

"Esta é uma acção de protesto. É um grupo que se auto-intitula Alternativa Nacionalista Canária. Chega ao local, cerca das 22h00, o navio patrulha da Marinha Portuguesa que tem a bordo também dois agentes da Polícia Marítima e que se dirigem para o local para tomar conta da ocorrência, perceberem o que se está a passar e falarem com as pessoas que lá estão”, adiantou o porta-voz da Armada.

O grupo exige falar com autoridades portuguesas. "Somos independentistas. O tema das Selvagens tem que ser resolvido com Portugal. Temos que aplicar a lei do mar e traçar uma linha mediana com a Madeira, o que colocaria as Selvagens em águas das Canárias. Tal como o fazemos com as linhas medianas com Marrocos", afirmou Pedro Gonzalez, porta-voz da ANC, à agência Lusa.

Gonzalez explicou, contudo, que a acção não pretende “abrir qualquer conflito com Portugal” - que tem a soberania sobre as Selvagens - mas antes “sensibilizar os portugueses para o problema das prospecções petrolíferas.”

Espanhóis fugiram "ao controlo" dos vigilantes
O comandante da Capitania do Porto do Funchal confirma o envio de um navio patrulha para as ilhas Selvagens.

Félix Marques acrescenta que os vigilantes da natureza, que estão ao serviço do Parque Natural da Madeira, naquele território, "comunicaram a presença de dois espanhóis das Canárias que terão efectuado uma acção de protesto, içando a bandeira de Espanha no local". O comandante adianta que já comunicou a situação ao chefe de Estado-Maior da Armada.

O responsável salienta que "nada impede, com autorização do Parque Natural, que as pessoas possam desembarcar e visitar a ilha", mas que neste caso o desembarque aconteceu na segunda-feira. Os espanhóis fugiram "ao controlo" dos vigilantes.

Discórdia entre Portugal e Espanha
O facto de estas ilhas se encontrarem mais próximas do arquipélago das Canárias do que do da Madeira (165 quilómetros a norte das Canárias e a 250 quilómetros a sul da cidade do Funchal) tem provocado alguma discórdia entre Portugal e Espanha.

Em Setembro do ano passado o Governo espanhol enviou uma carta às Nações Unidas, na qual questionava a jurisdição do arquipélago e considerava as Selvagens não como ilhas, mas como rochedos, o que significaria uma redução substancial da Zona Económica Exclusiva portuguesa.

Uma semana depois Portugal contestou o documento, explicando que a "plataforma continental portuguesa além das 200 milhas náuticas na região Leste, para Oeste do arquipélago da Madeira, constitui o natural prolongamento do território da ilha da Madeira e do território de Portugal Continental", portanto, assim assumindo que as Selvagens são portuguesas."

31/03/14

RESPOSTA À ESPANHOLATRIA - A RESPEITO DA CRISTIANIZAÇÃO DA ÁFRICA

Ao "espanhoátrico", ou talvez apenas herdeiro da "espanholatria", dedico este artigo-resposta; pois o dito Senhor em lugar de responsabilidade, diante de alguns proferiu estas palavras: "antes do descobrimento da América não houve cristianização da África". Após esta estranha introdução, seguiram-se os elogios ao início dos descobrimentos cristãos "iniciados pelos espanhóis"!!!

Cabe-nos esclarecer e tentar parar aquele tipo de ignorância-activa, prejudicial, e que os exaltados calores espanhóis alentam para boa imagem sua e má imagem dos outros. Sei grandes demoras, para este caso dou remédio:


"Martinho V concedeu os benefícios dados aos cruzados da Terra Santa e mandou aos sacerdotes portugueses pregarem a cruzada quando os Reis portugueses quisessem (Bula Rex Regnum - 1418)... iniciou Portugal a prosseguir (Bula Super Gregem Dominicum - 3 de julho de 1418); ... continuassem a defender o Cristianismo (Bula Ab Eo Qui Humani - 26 de março 1419); instigou D. Henrique a proteger os cristãos (Bula In Apostolicae Dignitatis Specula - 1420). As bulas Romanus Pontifex (6 de setembro de 1420) e Romani Pontificis (5 de março de 1421) regularam a administração das regiões conquistadas pelos portugueses. ... Eugénio IV incitou os portugueses... (Romanus Pontifex - 15 de setembro de 1436) e deu o privilégio aos portugueses de comerciarem com os mouros (Bula Praeclari Tuae - 25 de Maio de 1437) ... concedendo privilégios aos povos que com os portugueses impedissem o avanço de islamismo. Nicolau V concedeu outros favores (Bula Romanus Pontifex - 8 de janeiro de 1450, 8 de janeiro de 1454, e 1455); Calisto III concedeu à Ordem de Cristo a jurisdição espiritual sobre as regiões conquistadas pelos portugueses, no presente e no futuro, desde os Cabos Bojador e Nao, por via da Guiné e mais além para o Sul, até às Índias (Bula Inter Caetera - 13 de março de 1456) ... Sisto IV confirmou o tratado de Toledo [Alcáçovas] e renovou os privilégios concedidos (Bula Aeterni Regis Clementia - 21 de junho de 1481)".

(Congresso Internacional, Bartolomeu Dias e a Sua Época, Actas, Volume I "D. João II e a Política Quatrocentista", pub. Universidade do Porto, 1989, pág. 107-115)

Assunto arrumado!

01/02/13

A POMBA, A GAIVOTA, E O DELÍRIO INTERPRETATIVO!

Recentemente, na Praça de S. Pedro, depois do Angelus (28 de janeiro de 2013), Bento XVI lançou duas pombas. Uma delas foi ligeiramente atacada, por uma gaivota, e ficou encolhida numa janela ao lado, esperando o perigo passar. As duas pombas tinham sido lançadas pelo Papa, em sinal de paz, e no enquadramento da chegada da Caravana pela Paz. O acontecimento foi mostrado na comunicação social, etc..

Há dois pólos contrastantes de interpretações a respeito do recente acontecimento: uns tentam minimizá-lo, dizendo que no final a pomba pôde voar tranquilamente; mas outros dão-lhe significados tão preocupantes (e é da interpretação destes que tratarei agora).

Anunciação - painel de mosaicos da capela do Es.Santo e S. João Baptista (Lisboa)
Segundo este artigo que acabei de mostrar a gaivota atacante seria a boa, e a pomba atacada seria a má! Parece-me que o autor, e dois ou três apoiantes da ideia, foram invadidos de uma emoção estranha por, entre súbitas alegrias, terem feito da gaivota uma sua mascote; só apenas depois buscaram suporte racional para os seus derramados sentimentos.

A pomba, entre nós, tem um bom significado, e a gaivota não tem significado (ou se tem é desconhecido do geral). Mas que fundamentos tem o autor do artigo para se inimizar contra a pomba e aplaudirem a gaivota? Eis os supostos fundamentos, segundo o que lhe podemos levantar do artigo:

1 - Gaba-se de que a gaivota é uma ave universal (que em grego se diz "católica"). Logo a gaivota seria aqui símbolo do catolicismo;
2 - Diz que a pomba é um símbolo que tem sido usado falsamente, e por isso está maculado, mas o da gaivota não;
3 - Diz que a gaivota, por ser monogamiaca, é um sinal anti-liberal, porque o liberalismo se relaxa a esse respeito. A gaivota não seria então compactível com o liberalismo nem com a actualidade do Vaticano.

O leitor deve-se ter apercebido já do "altíssimo nível" de fundamentações daquele artigo...!

"Catoliciza" a gaivota, apoiando-se num argumento natural (e meramente quantitativo), esqueceu-se da igual "catolicidade" da pomba, segundos os mesmos princípios. E tudo porque se trata de um ataque a uma pomba lançada por Bento XVI. Oh...  sentimentalismo!

Mas, não só converteram a gaivota, "excomungaram" também a pomba. Segundo a posição dos "gaivoteanos", o uso dos símbolos caducariam assim que inimigo da fé os usassem com outro sentido! Dizem que, depois de João XIII, a pomba começou a ser usada de forma corrompida. Mas aquela pombinha de ramo no bico, que dizem não ser a mesma "pomba católica" que representa o Espírito Santo, aparece no brasão de PIO XII... Enfim...

De forma idêntica fizeram outros idênticos tolos a respeito de outras simbologías, como foi com duas mitras de Bento XVI (1 e 2), assunto que já está tratado.

Para teste, experimentemos substituir na Sagrada Escritura a "pomba", por "gaivota católica", e apaguemos todas as correspondentes representações na arte. 

Brasão de Pio XII
Qual seria o significado da pomba no "milagre das pombas", repetidamente feito por Nossa Senhora de Fátima~, junto à sua imagem, acontecimento que se deu em várias partes do mundo? Será este caso ficado esquecido pelos "adoradores da gaivota"? A emoção roubou-lhes a memória, ou, caso sejam  espanholátricos, pode ser que o seu catolicismo termine em Carlos V...

Podia procurar outras características! Por exemplo, que a gaivota atacante, por baixo com as assas abertas é toda branca, mas sobre as asas é escura, enquanto a pomba lançada pelo Papa era toda branca por igual. Assim fariam passar a pomba por verdadeira e a gaivota por falsas. Mas como isto não convinha à "alegria ruidosa" dos gaivotanianos (fica a sugestão para uma nova irmandade) toca de escolher algo mais rebuscado que encaixasse nas vãs expectativas.

Mais foi dito: que "santa gaivota" é anti-liberal, imagine-se, por ser um dos tantos animais monogâmicos (não me chamem a testemunhar). Mas, afinal a pomba um animal poligâmico?... Se sim, isso deve ser tão importante que Deus nem sequer nos recomendou tolerância para com ela e, mesmo assim a Tradição não se repugnou que ela represente o Espírito Santo.

São interpretações liberais essas dos gaivotanianos, que se desprendem tão generosamente dos factos que só escolhem deles os que agradam, e não se sujeitam a mais. Parece-me que, sinceramente, não é pomba a ave que paira sobre suas cabeças, mas sim uma outra de dorso escuro por cima, e branco por baixo.

 Porque motivo se terão alegrado tanto eles contra a pomba? A resposta parece-me simples: eles identificam-se com aquela gaivota atacante. Mas a mesma euforia une-os com marxistas e maçons, não digo que seja caso de tentarem juntos um "ecumenismo de reacções"...

A conclusão espantosa dos gaivotanianos deve-se a duas coisas: por um lado tomam para si um espaço interpretativo sem temor de reprimendas ou castigos (o que dá aso a tudo o que lhes apeteça), por outro lado têm o vício da reacção contra Bento XVI, seja como for. Com estas duas premissas constroem juízos de qualidade pior aos que desejarão um dia para eles mesmos na hora das contas. À pomba deram-na símbolo da mentira, talvez em homenagem à paz que dizem ter. Com riso nervoso, chamaram ao acontecimento na Praça de S. Pedro "humor de Deus" (cada um tem o deus que lhe apetece)...

O que aconteceu na praça de S. Pedro é bem simples: O Papa lançou as pombas ao perigo, como se o perigo não estivesse  (não o viu no momento, mas estava lá)!

28/09/12

MEU DEUS... QUEM DIZEM ELES QUE EU SOU?

Mais vale dedicar-me ao colecionismo.

Neste últimos tempos, à medida que vão saindo os artigos, há gente que se precipita em catalogar-me pelo último artigo. É a necessidade de segurança, a da identificação sim-ou-sim e já, à mistura com a tal "coisificação" própria dos tempos modernos.


Pelos artigos desta semana, começaram uns a dizer que eu era contra Mons. Williamson e contra o mosteiro de Santa Cruz (artigo "SPES... Por Onde Andas?"), e era em favor do Pe. Ceriani. Com o artigo "A Lenda Negra da "Lúcia Cativa"" já havia a opinião de que eu era contra a Rádio Cristiandad e o Pe. Meramo. Com o artigo "O Pe. Bouchacourt, Ajuda-me a Entender (I)" eu seria já adepto de Mons. Williamson e do mosteiro de Santa Cruz. Com a "Reflexão Pequena Sobre Uma Frase do Capítulo Geral da FSSPX" eu seria quase modernista e semi-fellaysta. Veja-se que grande é a colecção de ditos e achares... que "riqueza"!

O que vale é que todas estas rápidas opiniões novelísticas são próprias de determinados locais do planeta. A boa notícia é que ninguém terá errado no que de mim julgou pelo artigo "Isabel "A Catóolica" - Pequenas Notas"... sim, a minha posição é de que tal Rainha e tão ou menos santa que o espanhol Mons. JoséMaria Escrivá de Balaguer e que os espanholátricos já passaram das marcas dos exageros verosímeis. "Isabel a Católica" é mais um produto dos nobres rebeldes que a promoveram contra a unidade e paz entre Castela e Portugal. É ainda um produto da necessidade de limpar os erros e crimes cometidos por esse mesmo grupo de "assaltantes do trono".

Quanto a sequência dos outros artigos supramencionados, deve ser vista como deve ser vista: tal como é. São artigos que tentam trazer luz, e são fruto de reflexão fundamentada, sujeitos à verdade, sem compromissos com posições partidárias e que assim podem dar todo o espaço ao que é Católico. Seria de desconfiar de um artigo partidarista onde se tenta afinal "safar a pele". Mas, se nos meus há tanta "paulada", e sou eu o primeiro a sentir a dor, é porque há realmente problemas que têm de ser resolvidos com esclarecimento e não com propagandas apaixonadas de clubes que disputam a Super-Taça.

Lamento que apenas 1% dos leitores se atrevam a fazer comentários. E que talvez uns 50% façam comentários apenas longe da da minha vista e ouvido, e que uma pequena percentagem me dê alguma opinião em privado (esta última é até louvável).

Os artigos estão aí para cumprir boa finalidade, e caso haja neles erros de apreciação, sempre existe a caixa de comentários ou o e-mail.

Obrigado a todos.

27/09/12

ISABEL "A CATÓLICA" - PEQUENAS NOTAS

Sua Majestade Fidelíssima, El-Rei D. João V
Como é sabido, o espanhol Papa Alexandre VI deu aos Reis de Castela, e para todo o sempre, o honorífico título de "Católicos". O mesmo aconteceu em várias épocas, para com várias Coroas. À Coroa de Portugal a Igreja atribuiu, para todo o sempre, o título honorífico de "Fidelíssimos".

A respeito disto disse alguém, em registo de humor, que se pode ser católico com pouca fidelidade, mas que não se pode ser fiel com pouca catolicidade.

Ouvi dizer numa conferência regada de "espanholatria" que o título "Católicos" era já um reconhecimento da santidade de Isabel de Castela, estando ela viva. Passou-me pela cabeça que o conferencista fosse dizer também que aquele título provava que toda a corrupção do autor dele, Alexandre VI, não tinha sido afinal corrupta, que a mulher e filhos do Papa não representaram qualquer embaraço histórico, e que o conjunto de patranhas diplomáticas para servir os interesses políticos dos castelhanos foram coisas mandadas por Deus. Por pouco, mais fácil seria imaginar o conferencista chama "Deus" ao demónio.

Os espanholátricos são a única "espécie" do planeta que roubam para uma só figura aquilo que a Igreja atribuiu à Coroa. Por isso dizem "Isabel a católica" e não "Isabel, Católica". Raramente dizem o Rei "Fernando, o católico", nem dizem "Juan Carlos el católico".

Dou então o exemplo limpo de qualquer um dos outros Reinos face ao uso destes títulos, e dou o caso onde melhor me movo: Portugal. Dizemos, por exemplo, "D. João V, Sua Majestade Fidelíssima", ou "D. Maria I, Fidelíssima Rainha", ou "Sua Majestade Fidelíssima" para qualquer um dos monarcas portugueses posterior a D. João V, inclusive. Raramente se diz de D. João V "o Fidelíssimo", visto tratar-se de um título da Coroa Portuguesa e não de uma pessoa específica. Ora, se fosse como dizia o tal conferencista, teríamos em Portugal razões para mandar então beatificar D. João V que, apesar de ter dado um fantástico exemplo de Reinado Católico, colocando a Igreja na frente de tudo, não foi exemplar depois na vida privada no que respeita à fidelidade conjugal!

Dizer que os castelhanos são "Os Católicos" já não estaria mal, já que o título dado pela Igreja à Coroa é de certo modo um reconhecimento ao Reino (e o motivo pelo qual foi atribuído deve-se ao papel desempenhado por todo os do Reino). Por esta ordem de ideias, os lusitanos são "Os Fidelíssimos", outros os "Apostólicos", outros os "Cristianíssimos", e outros à espera de se recuperarem como "os Defensores da Fé"  etc... etc... Mas, como é costume, onde há igualdade, o castelhano acha a dele mais igual que a dos outros, e vai de ser alarve e ruidoso, e grita entre os irmãos "É MEU". Assim o slogan de "a Católica" tem sido.

Agora, como há espanholátricos fora da Europa, em países que julgam ser Republicanos de essência, retiram a Castela o título de "Católicos", que a Igreja deu apenas a Monarquias (Coroas), e deslocam-no para a pessoa de Isabel quem dizem ser "Mãe das Américas" (... livra!!!). Nada disso passaria de uma insignificante tolice caso a ideia não contivesse os mesmos vícios castelhanos benzidos por um tom profético e messiânico.

Caro leitor... temo começar a achar que os espanholátricos, na verdade, sejam "Los Tontos".

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