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12/10/14

12 de OUTUBRO - E UMA DATA PROGRAMADA

Nossa Senhora do Pilar
Já por cá foi abordado o tema da chegada de Colon às Antilhas. O dia 12 de Outubro, dia de Nossa
Senhora do Pilar (referência importante), foi também o dia da chegada de Colon, em 1492.

Pedro Alvares Cabral, com 13 embarcações, chegou ao Brasil no redondo ano de 1500, e justamente na oitava da Pascoa (dia 22 de Abril).

Até há bem pouco tempo, todas estas datas podiam ser tomadas apenas por vontade divina. Hoje, perante os dados revelados por documentação original, tais datas não podem ser tomadas de forma tão simples. Portugal já tinha viajado ao Brasil em outras ocasiões, e as Antilhas onde Colon chegou já estavam cartografadas por Portugal, as coordenadas da primeira viagem de Colon já estavam documentadas em Portugal. O estudo da viagem de ida e volta demonstra que Colon conhecia tudo previamente, tanto que no regresso foi directamente para as nossas ilhas (o mesmo que encontrar "uma agulha num palheiro") sem desvio algum.

Tudo indica que as datas destas descobertas foram programadas, e mais: nenhuma delas indica realmente uma descoberta, e Portugal já antes tinha conhecimento do Brasil e das Antilhas (América Central).

Está comprovado que Colon era nobre de sangue, e casou com a Fidalga D. Filipa Moniz de Perestrelo, das comendadeiras da Ordem de S. Tiago. Para o casamento foi dada autorização do Mestre da Ordem, que era o próprio D. João II. Não há qualquer discordância entre os autores nesta matéria, porque se sabe que nunca o Rei poderia ter dado autorização para que uma Fidalga ao seu cuidado casasse com um plebeu. Ficam totalmente excluídas as teses do "Colmbo italiano", "Colon catalão", "Colon galego" e "Colon espanhol". Todas estas teses caídas apareceram como refutações das teses anteriores, e a primeira delas é da o "Colombo italiano". As tese contra a qual nenhum especialista se atreveu, é a do "Colon português", e que possui algumas variantes. Não há mais dúvidas de que Colon era português, e discute-se apenas quem era realmente. A maior das probabilidades aponta para que Colon fosse filho ilegítimo do Rei da Polónia com uma Fidalga portuguesa, o nascimento teria sido em Cuba (Alentejo -Portugal, nome com o qual vai depois baptizar uma das ilhas).

Um adepto ardente da "hispanidad", ao saber que Portugal tinha feito muito secretismo nos seus descobrimentos, teve o descaramento de dizer perante falantes da língua portuguesa e da língua espanhola que: aquela raça de gente que faz muitos secretismos é guiada pelo demónio, porque só o mal oculta o que faz. Mas, infeliz, nunca o ardente senhor perguntou o motivo do secretismo, nem me parece que algum dia nos tenha feito perguntas antes de atacar a civilização Lusa!

Porque Portugal fez tanto secretismo nos seus descobrimentos?!... A reposta é importantíssima, mas não cabe neste artigo, e merece ocasião especial.

Hoje, dia 12 de Outubro, foi o dia em que um português escolheu para Castela chegar à falsa Índia. Enquanto isso, enquanto andaram entretidos por lá, enquanto estava atraída a atenção dos piratas, os portugueses, agora sem perigos, puderam passar tranquilamente para a verdadeira Índia. Por isso, também nós, agradecemos a Nossa Senhora do Pilar que aceitou esta escolha por todos os benefícios obtidos. Sem a chegada de Colon, não teríamos podido ir à Índia nem defendido a África.

Escolheram que fosse este "el dia de la hispanidad"... Não tenho dúvida que é um dia que diz muito sobre Castela.

01/02/14

O DESENGANO (Nº 25) - Agostinho de Macedo (III)

(continuação da II parte)

Aqui chegava hoje 22 de Agosto às seis horas da manhã, momento, e tempo, em que os horríveis ataques de pedra me deixam ou meditar, ou escrever alguma coisa, sendo a minha existência um quotidiano milagre. A zunida, e o estrago das balas aqui mesmo não só ouvidas, mas sentidas no dia 11 de Julho, não me atemorizaram tanto, como me atemorizou a infaustíssima nova da sedição, ou rebelião militar, ou destampado frenesim de um só regimento. Ouvi a nova, e me assentei a esta mesa sem poder por mais tempo sair do justo estupor em que me via lançado; a multidão, e rápida sucessão de medonhas ideias, me que brava a cada passo o fio, que eu queria dar ao meu discurso. Um combate nocturno dentro em Lisboa! Cadáveres de portugueses, feitos por outros portugueses! Se os bárbaros, e injustos agressores franceses levantassem este troféu à sua ferocidade, não me assombrava, porque um francês em revolução é um canibal, ou Iroquez; mas que um português mate um português, sem peculiar, ou particular, quero dizer, sem pessoal ofensa, não numa charneca, como faz um salteador, mas no meio de uma capita, em suas ruas, e praças!... Entre nós é a coisa mais espantosa que se tem visto, porque não é como isto o que se viu no campo de Alvalade (Campo pequeno, e grande) entre a gente armada de ElRei D. Dinis, e seu filho o Infante D. Afonso, depois Afonso IV, o que se viu, nos Oiteiros da Alfarrobeira sobre Alverca entre o Infante D. Pedro, Regente do Reino, e os que queriam a menoridade de D. Afonso V, não pode entrar na compreensão, ou exemplo com a presente atrocidade, que a não ter só horas de existência, não se podia acreditar. A minha primeira reflexão foi a que se segue - Ou esta horda de assassinos tinha furiosamente enlouquecido, ou estes desesperados revolucionários tinham plano, e tinham apoio. Qualquer bom juízo, que considere estes extremos, ficará pelo segundo. Para estes casos não são precisos. Magistrados Togados, porque entre eles não faltaria algum, ou alguns que dissesse, ainda que aos Autos fossem por apenso os cadáveres - Absolvidos por falta de provas. - Assim mesmo tremo que haja formalidades forenses, em que os Ulpianos, e Papinianos do Rocio nos venham atormentar mais com seus doces palavrões, que os brutais assassinos com suas maciças balas. Estão a bordo da nau, pois seja a dos Quintos, ou dos Quintados para a direita, e depois para a esquerda. Quem seria o da lembrança de espalhar pelos honradíssimos, e fidelíssimos corpos do Exército Português, exemplares de valor, e de lealdade, a escória dos patifes que seguiram a voz dos salteadores do barco a vapor? Não sabia que estas partículas do "Colera-morbuns" iriam infecionar o que era completamente são? Eis aqui os efeitos desta inconsideração, ou malhadisse!! Não deixar um só de tais réus vivo é o mais sagrado dever da justiça. Nas consequências foge ao cálculo a gravidade imensa deste delito. Expor um Reino à última subversão, e última ruína! Como estas nocturnas, e sanguinárias orgias se alimenta o liberalismo; é este maldito liberalismo uma interminável guerra feita à natureza, que sendo a sua primeira impulsão o conservar-se, o liberalismo ataca esta conservação, e a destrói; e buscando a natureza humana por disposição do seu autor sempre o melhor, esta desventurada Seita quer, promete, e deseja sempre o pior. Que cegueira arrastou estes malvados? Que pretendem? Nós sabemos o que eles escondem no coração, que não é por certo o que eles manifestam em suas palavras. Decretaram em seus errados conselhos acabar de todo com os Monarcas da terra, e se não o conseguem já, para o conseguirem depois, inventarão uma tal forma de governos, em que se não deixe aos Reis mais do que este nome para fazerem deles, antes da sua vergonhosa destronação, uma continuada, e vergonhosa zombaria, que seria melhor ter nas mãos as algemas dos cativos, que o ceptro dos Reinantes.


Digam-me, malvados, digam-me o que falta ao Senhor Rei de Portugal D. Miguel I ? Que lhe falta? O quimérico bordão da primogenitura, a que tantos rebeldes se encostaram, e com o qual tantos Gabinetes se iludem, ou fingem iludir-se. Digam-me, depois de firmada, e tão reconhecida a independência do Brasil, levantado à hierarquia de Império independente, e da abdicação não virtual, mas expressa do Senhor D. Pedro, que solenemente renunciou a posse deste Reino, já de facto devolvido a um legítimo sucessor, depois a morte do Senhor Rei D. João VI, ficou, ou não ficou vago o Reino? Quem é o herdeiro com as circunstâncias, e predicados que as inconcussas leis da Monarquia chamam? Chamaram quem não seja estrangeiro, quem viva, e permaneça neste mesmo Reino, que seja aclamado, que dê o juramento de conservar suas leis, seus foros, seus privilégios, e sua integridade. Concorre alguma destas causas no Senhor D. Pedro? Não é estrangeiro quem se naturaliza em país estranho? É possuidor quem renuncia? É Senhor quem abdica? Pela mesma razão que o Brasil é independente do Portugal, Portugal é independente do Brasil. Que invencível teima é esta do Senhor D. Pedro? Se estes monstros de perfídia fossem capazes de verdade, diriam com as palavras o que estão declarando com as obras - Queremos em Portugal fazer a D. Pedro o que a D. Pedro fizemos no Brasil, porque nós temos lei expressa em nosso Código, lei que é matriz de todas as outras, e o nosso Bozina mor já a deixou escorregar de seus lábios no meio do augusto Salão "Desfaçamo-nos deles"; porque em nosso baralho há só valetes, só com a diferença que no Brasil deixaram-no vivo, porque ele quis mostrar que não era pé de chumbo, como no Brasil deixaram-no vivo, porque ele lhe quis mostrar que não era pé de chumbo, como no Brasil se chama aos portugueses, pois consigo só trouxe coisas, trajes de frasqueira, e fatos de coelho; aqui muito do seu vagar lhe dariam cabo da vida, coisa que para eles não é nova, nem muito de costa acima. Dois pingos de água Tofana num cristalino copo fazem esse fácil milagre, e o mais glorioso trofeu do maçonismo, Para isto estão metendo nestas fofas o Senhor D. Pedro, e lhe levam a casa trabalhos que ele não estranha.

(continuação, parte IV)

23/01/14

Dia 23 de Janeiro - No Mundo Luso

- Ano e 1400, a Respeito da Igreja de N. Senhora da Oliveira:

"[...] A Capela mor,que antigamente tinha esta igreja, antes da que hoje tem, foi sagrada por D. João Bispo de Coimbra, por mandato del Rey D. João I, com licença de D. Martinho de Miranda Arcebispo de Braga, que está sepultado na Igreja de S. Crismavam de Lisboa, a que esteve presente D. João Manrique Arcebispo de Santiago, e D. Rodrigo Bispo de Cidade Rodrigo, e assistiram a esta solenidade o mesmo Rei, e a Rainha sua mulher D. Filipa de Lencastre, e seus filhos o Infante D. Duarte, D. Pedro, D. Henrique, e D. Afonso; e foi celebrada a 23 de janeiro do ano de Cristo de 1400. Guarda-se a carta desta sagração no Arquivo do Cabido, na qual se vê assinado "João Bispo de Coimbra".
Depois de passar um ano se sagrou o corpo da Igreja aos mesmos 23 dias de janeiro por mandado do dito Rei D. João I, e de sua mulher D. Filipa de Lencastre. Sagrou-a o Bispo do Porto D. João de Azambuja, o qual foi Arcebispo de Lisboa, e Cardeal da Santa Igreja Romana, com o título de S. Pedro ad Vincula, e vindo para este Reino floresceu na Vila de Burgues do Condado de Flandres em 23 de janeiro do ano de Cristo de 1415 e foram trasladados seus ossos para o coro de cima do Mosteiro do Salvador de Lisboa de Religiosas Dominicanas, de que foi fundador."

- "No mosteiro de S. Francisco de Lamego, a pia memória de Fr. João de S. Lazaro, Sacerdote, varão de grande singeleza, e simplicidade, com outras tão eficazes demonstrações, que de todos era tido, e conhecido por santo. Nas casas em que residia costumava pedir licença aos Bispos para nas igrejas de suas dioceses fazer hóstias, lavar corporais, e purificatórios, porque sabia o notável descuido, e pouca limpeza de muitos nestas matérias. Conhecido por tão zelador do culto divino, os Prelados, depois de muito velho o ocuparam no ofício de Sacristão, o qual exercia com muita perfeição, desvelando-se na limpeza, curiosidade, e ornato dos altares, toalhas de comunhão, as quais tinha perfumadas, e nas mais coisas tocantes à igreja, e sacristia. Nesse piedoso exercício de quase oitenta anos de idade pela muita devoção, que todos lhe tinham, despojando-o do hábito, que logo se distribuiu entre muitos, que o levaram por relíquias, E seu báculo veio a poder de D. Martim Afonso de Melo, Bispo da dita cidade, que o pediu, e o guardou com notável veneração."

- Notícia do alvará de 1588 para os Desembargadores e Ministros da Relação ...  para o Brasil:

"Alvará de 23 de Janeiro de 1588, em que se dá a ordem que devia entre os Desembargadores, e Ministros da Relção, que então se mandou para as partes do Brasil, tanto nos assentos, como no dar dos votos: devendo preceder a todos numa e noutra coisa o Chanceler dela; depois dele os Desembargadores do Agravo, procedendo uns aos outros conforme a antiguidade no serviço; e depois deles os outros Oficiais, e Desembargadores pela ordem seguinte; o Ouvidor geral das coisas crimes e civis, o Juiz dos Feitos da Coroa, Fazenda, e Físico, o Provedor dos Orfãos e Residuos das ditas partes do Brasil; o Procurador dos Feitos da Coroa, Fazenda, e Físico; o Promotor da Justiça; e os Desembargadores Extravagantes da dita Relação, que se precederam conforme a sua antiguidade no serviço, ou nos graus da Universidade."

- "Em Firando, ilha dos Reinos do Japão, o triunfo de três preclaros confessores de Cristo Gaspar, e sua mulher Úrsula com João filho seu, fruto de tão ditoso matrimónio, que (imperando o tirano Daysu) depois de graves combates, que os idolatras lhe deram, pretendendo apartá-los do seguro caminho da salvação, a todos os quais (com a divina graça) valerosamente resistiram, e antes da cruel execução, entoando eles muitas vezes os sagrados nomes de Jesus, e de Maria com espanto universal do povo, que admirava o uniforme valor, e constância com que sofriam as mortes, em ódio de nossa santa Fé, foram descabeçados, com que gangrenaram eternas coroas de glória".

D. Nuno Alvares Pereira, o Santo Condestável de Portugal

- Em 1716, a respeito de D. João de Sousa de Castellobranco (natural de Lisboa):

"Cónego da Colegiada de Santarém, e Chantre da Colegiada da Capela Real, foi eleito Bispo de Elvas, e confirmado pela Santidade de Clemente XI a 23 de Janeiro de 1716 e sagrado na Capela Real pelo Eminentíssimo Cardeal da Cunha a 15 de Março do mesmo ano. Entre as obrigações do seu ofício pastoral se distinguiu na comiseração para os pobres, e na reformação dos costumes celebrando a 24 de Agosto de 1720 Sínodo, que por o 3º que se fe naquela Diocese. Mais cheio de virtudes, que de anos faleceu piamente a 17 de Março de 1728 entr o seu rebanho, que com lágrimas explicou a falta de tão benévolo Pastor."

- Em 1918 Bento XV beatifica D. Nuno Alvares Pereira.

06/09/13

PORTUGAL PARA BRASILEIROS (Turismo)

,, (novamente o apelo: há que dar desconto ao vídeo. Hoje é quase impossível encontrar um vídeo destes que não merecesse eliminar cenas e ideias)...

13/05/13

CONSAGRAÇÃO DO PONTIFICADO DE FRANCISCO A NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

Pontificado de Papa Francisco consagrado a Nossa Senhora de Fátima na peregrinação de 13 de Maio(crónica do correspondente Domingos Pinto)
Áudio da notícia (aqui)
Na Rádio Vaticano (aqui)

25/01/13

NOTA BREVE - DESCOBRIMENTOS


Pode haver dúvidas a respeito dos descobrimentos, e é natural que sim, não sobre as versões mais difundidas mas a respeito da realidade. É que no artigo "Portugal Não é a Espanha Nem é o Brasil", artigo compacto, deve fazer admiração a muitos que se viajasse às américas antes de Colon la ter chegado na sua primeira viagem oficial.

Como vimos, os jesuítas não tiveram qualquer problema em dizer que S. Tomé tinha chegado às américas (pelo menos América do Sul e América Central). Como se sabe pelos estudo recentes, quando Colon chegou às Antilhas já tinha as coordenadas do caminho que havia de percorrer, antes de 1500 os portugueses já conheciam o Brasil e já tinham chegado à América do Norte e à Australiana.

Há muito tempo que tento provocar a curiosidade dos leitores. Infelizmente ninguém lhes parece ter tocado nos temas, ninguém me perguntou ou criticou... É que tudo isto vai levar a coisas muito significativas, e ficam depois muito melhor entendidos os meandros da história dos descobrimentos e da evangelização, nomeadamente os de Portugal e Espanha-reino.

Recordo o mesmo assunto aqui tratado em artigos, tal como o "Em 1500 Foi a Descoberta do Brasil?". Os restantes não os mostro, porque quero revê-los ainda...

09/03/12

PEDRO ALVARES CABRAL - 9 de MARÇO de 1500

Pedro Alvares Cabral chega à América do Sul
Em 1500, num dia como hoje, 9 de Março, saíram os portugueses em direcção à Índia e ao Brasil.

É bastante perdoável aquela falsa ideia, que corre ainda, de que os portugueses dirigiam-se então apenas à Índia, e não também ao Brasil; tais navegadores enganaram-se, segundo dizem os enganados, sem notarem que a viagem do Brasil à Índia foi tão certeira. Não acham isto estranho, talvez nem tenham reparado, talvez se limitem a repetir.

O próprio Cristóvão Colon deu notícia de que D. João II de Portugal lhe tinha falado das terras da América do Sul. Eis que diz durante a sua 3ª viagem (1498):

"Mais uma vez o Almirante diz que quer ir para sul [sudoeste] ... e que quer ver qual era a intenção do Rei D. João de Portugal que dizia que a sul havia terra firme e por isso disse que teve diferenças com os Reis de Castela [linha do Tratado de Tordesilhas] ... diz mais que tinha o dito Rei D. João por certo que dentro dos seus limites ia encontrar coisas e terras famosas".


Portanto, dois anos antes da chegada de Pedro Alvares Cabral à América do Sul, já Colombo dizia, e apenas porque foi oportuno falar em tal assunto, que D. João II de Portugal tinha-lhe dado a conhecer da existência de terras as sul, e caracterizado essas terras. As "diferenças" ("divergências", como hoje dizemos) que os reis tiveram, e que Colon refere, datam de Março de 1493. Logo: D. João II sabia da existência de tais terras, antes de 1493!

Como explicar todo o esforço feito por D. João II ao deslocar a linha do tratado, posteriormente, sem ter a certeza da localização de território na América do Sul? Foram aumentadas por acordo mais 120 léguas, para lá da linha fixada com o Papa Alexandre VI (a pedido de Colon), e a nova linha foi proposta por D. João II, embora já a linha anterior tocasse numa pequena parte do território do sul americano. A facilidade com que Castela aceita esta proposta manifesta a crença de que entre a Europa e a Índia não havia terra firme.

No Brasil o cultivo do liberal escárnio contra a civilização católica-lusitana (as raízes) foi o principal motivo de difusão de anedotas e de certo tipo de mentira fácil, que, na avalanche das massas, dissemina as piores versões da "descoberta" do Brasil, e posterioridade. Os que são mais católicos, à falta de outra informação, pelo menos acreditaram que a pascoa do redondo ano 1500, e as 13 caravelas, junto ao "engano" dos mais treinados e informados navegadores da época, seria um sinal de Deus. Sim, certíssimo, mas há que acrescentar que, quase sem dúvida, foi também escolhido por nós, com antecedência e propósito, o ano e o mês (acreditava-se em Portugal que 1500 era o início da "era do Espírito Santo"). O número de caravelas (as 13), como símbolo das Igreja, poderão ter esse significado de levar a Igreja à nova terra. Já agora, permitam-me introduzir: S. Domingos (por quem Nossas Senhora introduz largamente o rosário no mundo) foi o patrono da  expansão marítima portuguesa.

Outros há que, por acreditarem que as Américas foram conhecidas apenas com Colon, não são receptivos ao verdadeiro facto: Américas eram já conhecidas muito antes, e vários documentos estrangeiros e nossos demonstram como os portugueses também já conheciam as Américas (Sul, Norte, e Central) antes do "descobrimento" da América. Em outra ocasião será dado a conhecer com mais atenção que o próprio Colon tinha conhecimento da localização das Antilhas antes de chegar a elas na afamada "primeira" viagem patrocinada pelos Reis de Castela, e de que as mesmas coordenadas por ele usadas estavam já publicadas em livro português.

É a segunda vez que abordo este assunto no blogue ASCENDENS. O tema é realmente sério e complexo, digno de atenção e estudo.

29/11/11

HOMENAGEM DO BRASIL A D. JOÃO IV O RESTAURADOR

Homenagem do Brasil a D. João IV na base do monumento equestre erguido no Terreiro do Paço Ducal de Vila Viçosa (Portugal).

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