11/08/13

"BEATI MUNDI CORDE" - Pe. ANTÓNIO VIEIRA



"Beati mundi corde"

143. (I§)
"A Festa mais universal, e a festa mais particular: a festa mais de todos, e a festa mais de cada um, é a que hoje celebra, e nos manda celebrar a Igreja. É a festa mais universal, e mais de todos; porque começando pela fonte de toda a Santidade, que é Cristo, e pela Rainha de todos os Santos, que é a Virgem Santíssima, fazemos festa hoje a todos as hierarquias dos Anjos, fazemos festa aos Patriarcas, e aos Profetas; aos Apóstolos, e aos Mártires; aos Confessores, e às Virgens, E não há Bemaventurado na Igreja Triunfante, ou Canonizado, ou não Canonizado, ou conhecido, ou não conhecido na Militante, que não tenha a sua parte, ou o seu todo neste grande dia. E este mesmo dia tão universal, e tão de todos, é também o mais particular, e mais próprio de cada um; porque hoje se celebram os Santos de cada Nação, os Santos de cada Reino, os Santos de cada Religião, os Santos de cada Cidade, os Santos de cada Família. Vede quão nosso, e quão particular é este dia. Não só celebramos os Santos desta nossa Cidade, senão cada um de nós os Santos da nossa Famílias, e do nosso sangue. Nenhuma família de Cristãos haverá tão desgraçada, que não tenha muitos ascendentes na Glória. Fazemos pois hoje festa a nossos pais, a nossos avós, a nossos irmãos, e os que tendes filhos no Céus, ou inocentes, ou adultos, fazeis também festa hoje a vossos filhos, Ainda é mais nosso a esta festa; porque se Deus nos fizer mercê de que nos salvemos, também virá tempo, e não fará muito tarde, em que nós entremos no número de todos os Santos, e também será nosso este dia. agora celebremos, e depois seremos celebrados: agora nós celebramos a ele, e depois outros nos celebraram a nós. Esta ultima consideração, que é tão verdadeira, foi a que fez alguma devoção à minha tibieza neste dia tão santo, e quisera tratar nele alguma matéria, que nos ajude a conseguir tão grande felicidade. Dividirei tudo o que disser em dois discursos, fundados nas duas palavras que tomei por tema, e nas duas do título da festa. Pois a festa é de todos os Santos, no primeiro discurso veremos quão grande coisa é ser Santos; e no segundo, quão facilmente o podemos ser todos. O primeiro nos dá a primeira palavra do tema: Beati: o segundo nos dará a segunda: Mundo corde. Digamos à Virgem Santíssima: Rogina Sanctorum omnium ora pro nobis, e ofereçamos-lhe a costumada Avé Maria". (do sermão de Todos os Santos pregado em Lisboa no Convento de Odivelas - 1643 - Pe. António Vieira).

10/08/13

DO "NOVO MANUAL DO CATEQUISTA" (XV)


§ 2º Mandamentos da Lei de Deus em Particular 
QUINTO MANDAMENTO 

193. Que é que nos proíbe o quinto mandamento não matar?R: O quinto mandamento não matar proíbe-nos causar dano à vida tanto natural como espiritual do próximo e nossa, por isso proíbe-nos o homicidio, o suicídio, o duelo, os ferimentos, as pancadas, as injúrias, as impercações e o escândalo.

194. Porque é pecado o suicídio?
R: O suicídio é pecado, como o homicídio porque só Deus é senhor da nossa vida, como da do próximo; além disso é pecado de desesperação que, para mais, tira ao homem com a vida a possibilidade de se arrepender e de se salvar.

195. A Igreja estabeleceu penas contra o suicídio?
R: A Igreja estabeleceu a privação da sepultura eclesiástica contra o suicídioresponsável pelo acto praticado.

196. Porque é pecado o duelo?
R: O duelo é pecado, porque é sempreum atentado por vingança particular, em desespero da lei e da justiça pública; mesmo porque com isso loucamente se entrega a decisão do direito e da sem razão à força, à dexireza e aoacaso.

197. A Igreja estabeleceu penas contra os duelistas?
R: A Igreja destabeleceu a excomunhão contra os duelistas e contra todos os que voluntariamente assistem ao duelo.

198. Que é escândalo?
R: Escândalo é dar ao próximo, com qualquer acto mau, ocasião de pecar.

199. O escândalo é pecado grave?
R: O escãndalo é pecado gravíssimo, e Deus pedirá contas domal que se fazcometer a outrem com pérfidos incitamentos e com maus exemplos: "Ai daquele por quem vem o escândalo."

200. Que é que nos ordena o quinto mandamento?
R: O quinto mandamento ordena-nosque queiramos bem a todos, ainda mesmo aos inimigos, e que reparemos o mal corporal e o espiritual feito ao próximo.

"MEMÓRIA DO CONVENTO DE N. SENHORA DO SEIXO, JUNTO AO FUNDÃO"

1. O primeiro convento que tivemos na Província da Beira é o de N. Senhora Do seixo, cuja antiga dedicação foi à sua Natividade, e depois se lhe mudou para a da Assumpção, que agora tem. Está situado entre o Lugar do Fundão e a Aldeia de Joane, termo da Vila de Covilhã, distante quase três leguas da Serra da Estrela no Bispado da Guarda. Fazia célebre a este Lugar uma Ermida pequena e antiquíssima chamada N. Senhora do Seixo, que foi ali fundada (diz a comum tradição) por aparecer naquelesítio entre uns seixos brancos uma imagem da Senhora, que por este respeito se chamava do Seixo, nome que ainda hoje conserva a dita imagem e o dá a todo o Convento. Por ser a imagem mui devotada e pelos muitos milagres que ali obrava, de diversas e remotas partes acudia em romagem tão grande concurso de gente que mui poucas vezes se achava sem ela a Ermida; Estiveram sempre ali ermitães providos naquele lugar (tão célebre era) por provisão dos Reis, como se colige de uma Carta de ElRei D. João III que logo referirei, até que nossos religiosos fundaram o Convento.




(imagens das ruínas do convento novo)
2. A ocasião que para isso houve foi que Diogo da Silva, Desembargador do Paço, e depois Fradeda nossa Província, donde o tirou para seu Confessor o sobredito Rei D. João III e pouco depois o promoveu ao Bispado de Ceuta, Inquisidor Geral, e ultimamente ao Arcebispado de Braga, como era natural dessa terra, desejando que uma ermida tão célebre fosse melhor assistida, e a devota imagem mais venerada, alcançou do mesmo Rei, sendo ainda seu Desembargador, uma provisão para que os nossos religiosos pudessem edificar ali convento. Desta sorte se há de entender o ilustríssimo Gonzaga com os nossos Memoriais, que lhe participarama notícia, isto é, que solicitasse Diogo da Silva a edificação do Convento do Seixo ainda quando Desembargador, e não já depois de religioso e Arcebispo de Braga, como eles dizem. Isto se vê claramente em que sendo Diogo da Silva Desembargador de ElRei D. João, como diz o mesmo Gonzaga, sendo o dito Rei jurado por tal a 19 de Dezembro de 1521 e passando a provisão (que logo porei) para podermos edificar o Convento a 23 de Outubro do seguinte ano, não podia haver em Diogo da Silva tanta mudança de estados, que em tão pouco tempo, como são dez meses, poucos dias mais, fosse Desembargador, religioso na Província, Confessor de ElRei, Bispo de Ceuta, e Arcebispo de Braga; podia, quanto muito, ser noviço. E querendo entender esta intervenção, e diligência de Diogo da Silva não dalicença para a fundação do Convento, senão das obras dele, que se começaram no ano de 1526, tem a mesma contradição, porque ainda neste ano não era Arcebispo de  Braga, o que já rastejou Wadingo, duvidando do que Gonzaga escreveu nesta matéria. A provisão do sobredito Rei para edificarmos era uma carta para o Juiz de Fóra da Covilhã do teor seguinte:

3. "Nós, ElRei, fazemos saber a vós Juiz de Fóra por Nós com a alçada na nossa Vila da Covilhã, que a Nós praz, pelo assim sentirmos por serviço de Deus, e nosso, que entregueis aos frades, que vos trouxerem certo recado do Ministro da Providência da Piedade, uma ermida, que se chama Santa Maria do Seixo, que está na Aldeia de Joane, termo dessa vila, com todas as coisas que ela pertencem e são da dita ermida, para a eles acudirem com tudo aquilo que a dita ermida tem para os ditos frades nela estarem. E se alguma pessoa por nossa provisão nela está, a despedireis, por quanto houvermos por mais serviço de Deus, e nosso estarem nela os ditos frades, e não leigos que queremos que dela saiam sem mais nela estarem. Mandamos-vos que assim o cumprais. Feita em Lisboa a 23 de Outubro , António Pais a fez. Ano 1522" REI

4. Suposto que esta licença foi passada no ano de 1522, não se deu princípio à obra do Convento senão no de 1526, sendo Ministro Providencial Fr. João de Albuquerque. A causa de tanta dilação depois da licença não consta de nossos Memoriais: o que eu nesta matéria presumo, é que como pouco antes de passada a licença ordenou o Padre Geral, Fr. Francisco dos Anjos, no Capítulo celebrado em Elvas no dia oitavo de S. Boaventura, como fica dito, que não aceitássemos Convento sem que para ele tivessemos ao menos oito frades, talvez por falta deste número se não desse princípio àquela casa. Confirma-nos neste parecer a dúvida, cuja decisão trouxe o nosso Provincial da Congregação Geral de Assis, a saber, se haviam de entrar no dito número os noviços: donde parece que para as casas que tinham recebido não eram muitos os professos. Nem ajuda pouco esta nossa conjectura dar Fr. João de Albuquerque princípio ao Convento no ano de1526 pouco depois que trouxe a declaração de que também os noviços se compreendiam debaixo do número que o Padre Geral tinha sinalado. Como quer que fosse, deo-se princípio à fundação deste convento do Seixo no mesmo lugar onde estava a ermida, quase no fim do sobredito ano.

5. Para as obras deu uma grande esmola o mesmo Rei, que passou a licença, e o Sereníssimo Principe D. Jaime fez outra não menor. Com estas, e com outras mais, que a gente daquelas aldeias fazia, se acabaram as obras do convento, que não deviam durar muito, por ser a cas muito pequena, toda de pedra e barro; e como as coisas que depressa sobem também depressa baixam, em pouco tempo se veio a danificar de maneira que foi necessário renová-la. Para isso servindo-se os frades dos mesmos materiais, ajuntando outros de novo, sendo Ministro Providencial Fr. Miguel de Estremoz no ano de 1577, mudaram a casa para outro assento ali perto mais acomodado, aproveitando-se da cerca antiga. Fez a capela Miguel Antunes da Costa, e sua mulher D. Maria, pessoas mui principais naquelas terras. Todas as mais obras se fizeram com esmolas, que a gente daquela Comarca oferecia.

6. Ficou o novo convento em um cabeço alto, que fica ao pé de uma serra: é sítio salubre e muito alegre pelos espaçosos campos que dali descobre, povoada muita parte deles de pomares e soutos de que aquela região é fértil e abundante, cuja fresquíssima verdura faz no Verão uma tão agradável vista que está representando outro Paraíso na terra. Muito de tudo isto há na nossa cerca; porque depois do campo, que fica descoberto para a horta, tudo o mais está povoado de diverso e frutífero arvoredo. Junto da ermida, onde está o seixo sobro o qual a Senhora pareceu, nasce uma fonte que por canos de pedra vem por dentro da cerca até à casa nova, onde antes de entrar se reparte para um formoso tanque de que se rega a horta. A outra parte da água vai fazendo seu curso até sair no claustro numa fonte de pedra que está no meio, que lhe não serve pouco de ornato. No lugar onde estava a antiga ermida deixam nossos frades outra novamente feita quando mudaram o convento, ficando ali por memória a mesma imagem da Senhora sobre a pedra; onde segundo tradição havia aparecido. Depois se ampliou mais esta ermida no ano de 1667, sendo Provincial o Irmão Fr. Alexandre de Portel, e Guardião da casa Fr. Bernardino da Pisqueira: a parede da cerca serve de uma parte de parede à ermida, onde tem duas grades por onde os passageiros e os mais que a isso vêm possam ver e fazer oração à Senhora." (cap. XXXVIII da "Chronica da Provincia da Piedade, primeira Capucha de toda a Ordem e Regular Observancia de nosso Serafico Padre S. Francisco" - 1751)

S. PEDRO DE RATES E A VILA DE RATES

S. Pedro de Rates
"A uma légua de Barcelos para o Sul, e sete de Ponte de Lima, tem seu assento a Vila de Rates, povoação antiga mui principal, ainda que agora pequena. Foi destruída várias vezes pelos galegos em guerras connosco. Afirmam alguns que ali chegassem do mar, naqueles tempos, as embarcações das frotas Offirinas, ao menos as pequenas, que navegavam por um esteiro, de que se vêm vestígios vindo da Pulha, e que este nome tomou dois navios, que isso quer dizer em latim Rates. O que a fez nomeada [afamada] no mundo, foi o martírio de S. Pedro de Rates, primeiro Arcebispo de Braga e o primeiro que tiveram as Espanhas, e por isso são os [Arcebispos] desta Sé Primazes de todas. É certo que aqui houve logo muitos cristãos com Templo na primitiva Igreja, e assim como nós chamamos aos hereges Albigenses do nome da terra em que seu erro teve princípio, chamaram os gentios Ratinhos aos católicos desta província pela morte que em Rates se deu a S. Pedro Patriarca, ou Apóstolo desta cristandade. Outros afirmam que se derivasse [este nome] dos segundos partos das mulheres desta província, de quem se tem em tão breves anos povoado aqui todas as mais províncias do Reino, e muitos lugares em África, Angola, Sofala, e ouros na Ásia, Índia, e América.

Governa-se por Juiz ordinário, que também o é dos órfãos, dos Vereadores e Procuradores do Concelho, feito por pelouro, eleição trienal do povo a que preside o Ouvidor de Barcelos, de quem está sujeita. Vem escrever-lhe um Escrivão de Barcelos por distribuição, serve em tudo como na Almotaçaria.

Não é terra rica, dá muito pão porque até os montes o dão bom, pouco vinho, muitos gados e bestas de criação, mel, caça miúda, veações de raposas e outros bichos pequenos.

Tem uma paróquia de invocação de S. Pedro que já era igreja paroquial quando este santo vivia, porque nela o mataram os tiranos e sobre ele a arrasaram. Tornaram logo a levantá-la os devotos, e depositando nela o sagrado corpo foi mui [ali] venerado dos católicos. Passou a Mosteiro de Monges bentos, crê-se ser o primeiro que em Espanha tiveram, e do qual era Abade Stº. Estêvão, que no ano de 590 reinando Requeredo, se achou no grande Concílio nacional (que dizem ser o terceiro), e no ano de 676 era Abade dele um Monge chamado Pedro. Devia [ter-se] arruinado com a invasão dos Mouros, pois o Conde D. Henrique e a Rainha D. Teresa levantaram-no dos fundamentos por estar destruído havia muitos tempos, e dele fizeram doação em Coimbra, no mês de Março do ano de 1100, ao Prior do mosteiro de Santa Maria de Caride de Monges Cluniacenses na Província de Aquitânia, não longe da Cidade de Altisiodoro, hoje Auxerre; outros afirmam [que] vieram de lá religiosos para ele. Mas a mim me parece que comeriam a renda, e lhe apresentavam Cura; porque no ano de 1113 Gonçalo Annes, que devia ser Visitador Geral pelo Metropolitano, deixou uma verba na visita, em que mandava a Jorge da Póvoa, Cura do Mosteiro, que enterrasse uma caixinha de relíquias, porque abrindo-a desconfiou de que o eram.


A Crónica dos Cónegos Regrantes conta que no ano de 1152 a Rainha D. Mafalda mandasse levantar da terra e meter em túmulo na parede o corpo de S. Pedro, e lhe pôs Cónegos Regrantes com Prior, que trouxe de Santa Cruz de Coimbra, e lhe fez aquele Couto. Tudo poderia ser, e com o tempo se extinguiria, se bem não querem [sustentam] muitos que tais Cónegos o ocupassem nunca. O que é certo, e consta do Arquivo da Sé de Braga, é que em 13 de Agosto de 1315 tinha religiosos com Prior, os quais negavam a obediência, e não queriam ser visitados pelo Primaz D. João Martins de Soalhens, fundados em alguns privilégios Apostólicos: mas fazendo o Arcebispo queixa a ElRey D. Diniz, e achando que os Arcebispos tinham esta posse, o mandou conservar nela, e que suas jutiças o favorecessem contra os frades. Num nicho ocultado está a Rainha D. Teresa com cetro na mão, e não a Rainha D. Mafalda como alguns cuidam. Depois se fez Priorado secular, entendemos do Padroado Real, que teve João de Sousa, filho de Pedro de Sousa de Ceabra, e de sua mulher Maria Linheiro, que de Clemência Rodrigues teve a Tomé de Sousa, primeiro Governador do Brasil, (que até ali se governava por Capitanias) e Veador DelRey D. Sebastião e primeiro Comendador desta igreja, que entrou a ser Comenda da Ordem de Cristo em tempo DelRey D. Manuel por Bula do Papa Leão X, solicitada pelo Cardeal D. Jorge da Costa. Foi mais filha deste prior D. Helena de Távora, mulher do licenciado Henrique Pereira, e ambos pais do Doutor Pedro de Sousa, Comendatário de Paderne, de que há nobre descendência na ribeira do Minho, e em outras parte. Conserva-se em Comenda com Reitor do Ordinário sem ordenado: leva por ele Sanjoaneira, ao todo render-lhe-há cento e quarenta mil reis e para o Comendador trezentos e cinquenta mil reis. Em memória do Priorado, que foi, conserva um benefício simples, que rende cinquenta mil reis, servindo-o, data do Arcebispo. Tem à roda do adro muitas sepulturas antigas, deviam ser de pessoas grandes, que nelas se sepultavam; porque não vinha de perto a pedra para elas. Na mesma igreja estão os santos ermitas Feliz e seu sobrinho, e esteve S. Pedro de Rates, até que o mudou para Braga o Arcebispo D. Fr. Baltasar Limpo; só ficaram relíquias suas, que são um dente, parte de ossos, e de um dedo em uma custódia de prata com vidraça, e outro relicário com mais: são procuradas pormuitos devotos, em que obram infinitos milagres quotidianamente em mulheres devotas de parto. Tem cento e cinquenta visinhos, que são os que há na vila."

(Cap. IV do Tomo I da Corografia Portugueza, e Descripçam Topografica do Famoso Reyno de Portugal - 1706

09/08/13

DO "NOVO MANUAL DO CATEQUISTA" (XIV)


§ 2º Mandamentos da Lei de Deus em Particular 
QUARTO MANDAMENTO 

190. Que é que nos ordena o quarto mandamento?
R: O quarto mandamento honrar pai e mãe ordena-nos que amemos, respeitemos e obedeçamos aos pais e a todos os que têm poder sobrenós, isto é, aos nossos superiores constituidos em autoridade.

191.Que é que nos proíbe o quarto mandamento?
R: O quarto mandamento proíbe-nos ofender os nossos pais e superiores constituidos em autoridade e desobedexer-lhes.

192. Porque é que devemos obedecer aos superiores constituidos em autoridade?
R: Devemos obedecer aos superiores constitutídos em autoridade porque "não há poder que não venha de Deus;... aquele, pois que resiste ao poder resiste à ordenação de Deus" (aos Romanos, XIII, 12)

PEDIDOS DE ORAÇÃO PELO PAPA


Proponho uma corrente de oração pela conversão do Papa Francisco ao catolicismo.

Como fazer?

Nas nossas orações diárias acrescentemos uma oração pela conversão do Papa Francisco. 

E como fazem aqueles que sempre rezam pelo Papa?

Os que rezamos habitualmente pelo Papa, podemos acrescentar um pedido específico para a conversão do Papa.

Acho que esta iniciativa será seguida por alguns leitores. Mas gostaria que não fossem poucos.

DO "NOVO MANUAL DO CATEQUISTA" (XIII)


SEGUNDA PARTE

Mandamentos da Lei de Deus
Mandamentos da Santa Madre Igreja
Virtudes

ou

Moral Cristã

I CAPÍTULO
Mandamentos da Lei de Deus

§ 2º Mandamentos da Lei de Deus em Particular 
TERCEIRO MANDAMENTO

 
184. Que é que nos ordena o terceiro mandamento guardar os domingos e festas de guarda?
R: O terceiro mandamento guardar os domingos e festas de guarda ordena-nos que honremos a Deus nos domingos e festas de guarda com actos de culto externo, dos quais para os cristãos o essencial é a santa Missa.

185. Porque é que devemos fazer actos de culto externo? Não basta adorar a Deus, que é espírito, interiormente no coração?
R: Não basta adorar a Deus interiormente no coração, mas devemos também render-lhe o culto externo preceituado, porque estamos sujeitos a Deus em todo o nosso ser, alma, corpo, e devemos dar bom exemplo; e também porque de outro modo se perde o espírito religioso.

186. Que é que nos proíbe o terceiro mandamento?
R: O terceiro mandamento proíbe-nos os trabalhos servis nos domingos e festas de guarda.

187. Quais são os trabalhos que se chamam servis?
Chamam-se trabalhos servis os trabalhos manuais próprios dos artífices e dos operários.

188. São proibidos todos os trabalhos servis nos dias de férias?
R: Nos dias de festa são proibidos todos os trabalhos servis não necessários à vida e ao serviço de Deus e não justificados pela piedade ou por qualquer outro motivo grave.

189. Como se devem empregar os dias de festa?
R: Devem-se empregar os dias de festa em benefício da alma, frequentando a pregação e o catecismo, e praticando alguma obra boa; e também em repouso do corpo, longe de todo o vício e de toda a dissipação.

08/08/13

FORA DA IGREJA NÃO HÁ SALVAÇÃO (I)

Tem havido uma súbita preocupação com a fórmula "fora da Igreja não há salvação". Tinha surgido a necessidade de relembrar, ou ensinar, aos católicos esta doutrina. Mas agora, surge uma falsa reposta: a "interpretação" da fórmula, e apresentada como se estivesse em risco a fé dos católicos que têm usado esta fórmula tal como sempre foi usada!

Ontem vi que alguém difundiu a "interpretação" do Pe. Paulo Azevedo (Brasil). Resolvi então escutar este vídeo interpretativo deste sacerdote (é o segundo vídeo que faz deste tema, e o segundo substituiu o primeiro).

O Pe. Paulo não explicou mais do que complicou, por um único motivo: leva numa mão a formulação católica, e na outra os conteúdos da nova teologia... água e azeite! Não fez uma exposição breve e inteira com 3 frases, que depois tivesse aprofundado; confundiu o auditório que, certamente, não pôde juntar a "conclusão" à formulação.

 Desde a concepção de "Igreja" à omissão de designações fundamentais (tais como "baptismo de desejo" e "baptismo de sangue" como formas do mesmo baptismo), a "interpretação" de "rigorismo" seguida de um documento que refere o "rigorismo" real (não o da "interpretação" do Pe. Paulo), um uso difuso do "incorporar" .. etc, o Pe. Paulo, tranquilamente, com um tom de clareza, convenceu certamente muitos ouvintes.
 

Neste artigo não farei mais que compilar o que foi dito com maior autoridade que as "interpretações" do Pe. Paulo e da "nova teologia". Espero que isto ajude:

Séc. III
- São Cipriano: “Não há salvação fora da Igreja”.

Séc. IV
- Credo de Santo Atanásio: ”Todo aquele queira se salvar, antes de tudo é preciso que mantenha a fé católica; e aquele que não a guardar íntegra e inviolada, sem dúvida perecerá para sempre (…) esta é a fé católica e aquele que não crer fiel e firmemente, não poderá salvar-se”.

Séc. XII
- Papa Inocêncio III: “De coração cremos e com a boca confessamos uma só Igreja, que não de hereges, só a Santa, Romana, Católica e Apostólica, fora da qual cremos que ninguém se salva”.

Séc. XIII
- IV Concílio de Latrão [infalível], Cânon I: “…Existe apenas uma Igreja universal dos fiéis, fora da qual absolutamente ninguém é salvo…”. Cânon III: “Nós excomungamos e anatematizamos toda a heresia erguida contra a santa, ortodoxa e Católica fé sobre a qual nós, acima, explanamos…”.
- Papa Bonifácio VIII: “Por apego da fé, estamos obrigados a crer e manter que há uma só e Santa Igreja Católica e a mesma apostólica e nós firmemente cremos e simplesmente a confessamos e fora dela não há salvação nem perdão dos pecados (…) Romano Pontífice, o declaramos, o decidimos, definimos e pronunciamos como de toda necessidade de salvação para toda criatura humana".

Séc. XV
- Concílio de Florença: “Firmemente crê, professa e predica que ninguém que não esteja dentro da Igreja Católica, não somente os pagãos, mas também, judeus, os hereges e os cismáticos, não poderão participar da vida eterna e irão para o fogo eterno que está preparado para o diabo e seus anjos, a não ser que antes de sua morte se unirem a Ela(…)".

Séc. XVI
- O Concílio de Trento [infalível]: “… nossa fé católica, sem a qual é impossível agradar a Deus…” [Condenou também os protestantes].

- Papa Pio IV: “… Esta verdadeira fé católica, fora da qual ninguém pode salvar-se…” (Profissão de fé da Bula “Iniunctum nobis” de 1564)

Séc. XVIII
- Papa Benedito IV (1740-1758): “Esta fé da Igreja Católica, fora da qual ninguém pode se salvar…”.

Séc. XIX
- Papa Gregório XVI - Mirari Vos: “Outra causa que tem acarretado muitos dos males que afligem a Igreja é o indiferentismo, ou seja, aquela perversa teoria espalhada por toda a parte, graças aos enganos dos ímpios e que ensina poder-se conseguir a vida eterna em qualquer religião, contanto que se amolde à norma do recto e honesto. Podeis com facilidade, patentear à vossa grei esse erro tão execrável, dizendo o Apóstolo que há um só Deus, uma só fé e um só baptismo (Ef. 4,5): entendam, portanto os que pensam poder-se ir de todas as partes ao Porto da Salvação que, segundo a sentença do Salvador, eles estão contra Cristo, já que não estão com Cristo (Luc. 11,23) e os que não colhem com Cristo dispersam miseravelmente, pelo que perecerão infalivelmente os que não tiverem a fé católica e não a guardarem íntegra e sem mancha (Simb. Sancti Athanasii).(…) Desta fonte lodosa do indiferentismo promana aquela sentença absurda e errónea, melhor digo "disparate", que afirma e que defende a liberdade de consciência. Esse erro corrupto que abre alas, escudado na imoderada liberdade de opiniões que, para confusão das coisas sagradas e civis, se estende por toda parte, chegando a imprudência de alguém asseverar que dela resulta grande proveito para a causa da religião. Que morte pior há para a alma do que a liberdade do erro?, dizia Santo Agostinho (Ep. 166)”.

- Papa Pio IX - Syllabus (teses condenadas):
15ª “É livre a qualquer um abraçar o professar aquela religião que ele, guiado pela luz da razão, julgar verdadeira”.
16ª “No culto de qualquer religião podem os homens achar o caminho da salvação e alcançar a mesma eterna salvação”.
17ª “Pelo menos deve-se esperar bem da salvação eterna daqueles todos que não vivem na verdadeira Igreja de Cristo”.
18ª “O protestantismo não é senão outra forma da verdadeira religião cristã na qual se pode agradar a Deus do mesmo modo que na Igreja Católica”.
21ª “A Igreja não tem poder para definir dogmaticamente que a religião da Igreja Católica é a única religião verdadeira”.

- Pio IX: “(…) não temem fomentar a opinião desastrosa para a Igreja Católica e a salvação das almas, denominada por Nosso Predecessor, de feliz memória, de "loucura" (Encíclica "Mirari Vos") de que a liberdade de consciência e de cultos é direito próprio e inalienável do indivíduo que há de proclamar-se nas leis e estabelecer-se em todas as sociedades constituídas; (…) Portanto, todas e cada uma das opiniões e perversas doutrinas explicitamente especificadas neste documento, por Nossa autoridade apostólica, reprovamos, proscrevemos e condenamos; queremos e mandamos que os filhos da Igreja as tenham, todas, por reprovadas, proscritas e totalmente condenadas”. (Encíclica"Quanta Cura")

Séc. XX
Papa Pio XI - Encíclica "Mortalium Animus": ” Os esforços [do falso ecumenismo] não tem nenhum direito à aprovação dos católicos porque eles apoiam-se sobre esta opinião errónea de que todas as religiões são mais louváveis naquilo que revelam, e traduzem todas igualmente, se bem que de uma maneira diferente, o sentimento natural e inato que nos leva para Deus e inclina-nos ao respeito diante de seu poder(…) Os infelizes infestados por esses erros sustentam que a verdade dogmática não é absoluta, mas relativa, e deve pois, adaptar-se às várias exigências dos tempos e lugares às diversas necessidades das almas”.(…) “Os artesãos dessas empresas não cessam de citar ao infinito a Palavra de Cristo: "Que todos sejam um. Haverá um só rebanho e um só pastor"( Jo XVII,21; X,16), e eles repetem este texto como um desejo e um voto de Cristo que ainda não teria sido realizado. Eles pensam que a unidade da fé e de governo, característica da verdadeira e única Igreja de Cristo, quase nunca existiu no passado e que não existe hoje… Eles afirmam que todas (as igrejas) gozam dos mesmos direitos; que a Igreja só foi Una e Única, no máximo da época apostólica até os primeiros Concílios Ecuménicos(…). Tal é a situação. É claro, portanto, que a Sé Apostólica não pode por nenhum preço tomar parte nos seus congressos, e que não é permitido, por nenhum preço, aos católicos aderir a semelhantes empreendimentos ou contribuir para eles; se eles o fizerem dariam autoridade a uma falsa religião cristã completamente estranha à única Igreja de Cristo”.

-Papa S. Pio X - Catecismo da Doutrina Cristã ("Catecismo de S. Pio X"):
149- Que é a Igreja Católica?
R: A Igreja Católica é a sociedade ou reunião de todas as pessoas baptizadas que, vivendo na terra, professam a mesma fé e a mesma lei de Cristo, participam dos mesmos sacramentos, e obedecem aos legítimos Pastores, principalmente ao Romano Pontífice.


153- Então não pertencem à Igreja de Jesus Cristo as sociedades de pessoas baptizadas que não reconhecem o Romano Pontífice por seu chefe?
R: Todos os que não reconhecem o Romano Pontífice por seu chefe , não pertencem à Igreja de Jesus Cristo.


156- Não poderia haver mais de uma Igreja?
R: Não pode haver mais de uma Igreja, porque, assim com há um só Deus, uma só fé e um só Baptismo, assim também não há nem pode haver senão uma só Igreja verdadeira.


168- Pode alguém salvar-se fora da Igreja Católica, Apostólica, Romana?
R: Não. Fora da Igreja Católica, Apostólica, Romana, ninguém pode salvar-se, como ninguém pôde salvar-se do dilúvio fora da arca de Noé, que era figura desta Igreja.


- Papa S. Pio X - Encíclica "Pascendi Dominici Gregis" (condenaçãodo modernismo): “Toda religião, não exceptuada sequer a dos idólatras, deve ser tida por verdadeira [dizem](…). E os modernistas de fato não negam, ao contrário, concedem, uns confusa, e outros manifestamente, que todas as religiões são verdadeiras(…). Quando muito, no conflito entre as diversas religiões, os modernistas poderão sustentar que a Católica tem mais verdade, porque é mais viva e merece mais o título de Cristã, porque mais completamente corresponde o título de Cristã, porque mais completamente corresponde às origens do cristianismo”.

06/08/13

HOSPITAL CATÓLICO EM JERUSALÉM - DESCOBERTAS

(Fonte: Ciência e Saúde) "Arqueólogos israelitas descobriram na Cidade Velha de Jerusalém uma estrutura de grandes dimensões que pertencia a um hospital do período das Cruzadas, há cerca de mil anos.

O local era muito movimentado e abrigava até 2 mil pacientes em situações de emergência, segundo um comunicado divulgado nesta segunda-feira (5) pela Autoridade de Antiguidades de Israel (AAI), que fez as escavações e encontrou uma galeria de arcos, de até 6 metros de altura, do período de 1099 d.C (chegada dos cruzados às muralhas de Jerusalém) até 1291 d.C.


O edifício é de propriedade do Waqf, autoridade de bens inalienáveis islâmicos, e está situado no coração do bairro cristão da Cidade Velha de Jerusalém, em uma área conhecida como Muristan. Há cerca de dez anos, o lugar era ocupado por um movimentado mercado de frutas e verduras, mas desde então está em desuso.

De acordo com a pesquisa, a estrutura descoberta é apenas uma pequena parte do que foi um grande hospital, que parece abranger uma área que compreende 15 mil metros quadrados.

A arquitectura do prédio é caracterizada por vários pilares e abóbadas de mais de 6m de altura, o que sugere que esse foi um amplo lugar, composto por pilares, quartos e pequenas salas.

Os coordenadores da escavação, Renee Forestany e Amit Reem, também pesquisaram documentos da época para conhecer a história do centro ambulatório.


"Aprendemos sobre o hospital por documentos históricos contemporâneos, a maior parte em latim", contam. Eles ainda explicam que os textos mencionam a existência de um sofisticado hospital construído por uma ordem militar cristã chamada "Ordem de San Juan do Hospital em Jerusalém". Seus integrantes prometiam cuidar e atender peregrinos na Terra Santa, e, quando necessário, somar-se aos combatentes cruzados como "unidade de elite".

Assim como nos modernos hospitais, o edifício estava dividido em diferentes asas e departamentos, segundo a natureza das doenças e a condição dos pacientes. Os integrantes da ordem atendiam homens e mulheres de diferentes religiões e também acolhiam recém-nascidos abandonados em Israel. Os órfãos eram atendidos com grande dedicação e, quando adultos, passavam a integrar a ordem militar, segundo o comunicado.

A AAI destaca, no entanto, que os cruzados eram ignorantes em relação à medicina e à higiene, e como exemplo cita um depoimento da época relatando que um médico amputou a perna de um cavaleiro por uma pequena ferida infectada, levando o paciente à morte.

Grande parte do edifício desmoronou durante um terremoto em 1457 d.C., e suas ruínas ficaram sepultadas até o período do Império Otomano (1299-1922 d.C.). Na Idade Média, parte da estrutura foi usada como estábulo, onde foram encontrados ossos de cavalos e camelos."

03/08/13

DO "NOVO MANUAL DO CATEQUISTA" (XII)


SEGUNDA PARTE

Mandamentos da Lei de Deus
Mandamentos da Santa Madre Igreja
Virtudes

ou

Moral Cristã

I CAPÍTULO
Mandamentos da Lei de Deus

§ 2º Mandamentos da Lei de Deus em Particular 
SEGUNDO MANDAMENTO

 
179. Que é que nos proíbe o segundo mandamento não jurar o seu santo nome em vão?
R: O segundo mandamento não jurar o seu santo nome em vão proíbe-nos desactar o nome de Deus: e portanto nomeá-lo sem respeito, blasfemar de Deus, da santíssima Virgem, dos Santos e das coisas santas; fazer juramentos falsos, não nessários ou de qualquer modo ilícitos.

180. Que é o juramento?
R: O juramento é chamar a Deus em testemunho daquilo que se afirma ou que se promete; por isso quem jura o mal e quem perjura ofende sumamente a Deus, que é a Santidade e a Verdade.

181. É grande pecado a blasfémia?
R: A blasfémia é grande pecado, porque injuria e escarnece a Deus ou aos seus Santos, e muitas vezes é também horrenda heresia.

182. Que é que nos ordena o segundo mandamento?
R: O segundo mandamento ordena-nosque tenhamos sempre respeito ao santo nome de Deus, e que cumpramos os votos e as promessas juradas.

183. Que é o voto?
R: O voto é a promessa feita a Deus de algum bem a Ele agradável, a que nos obrigamos por virtude de religião.

28/07/13

COMO SE TOCA ASSIM SE DANÇA ... !

Não consigo fazer grandes comentários. Apenas fica a nota que D. Ilídio Leandro (Bispo de Viseu) e D. Manuel Felício (Bispo da Guarda) foram também ao Brasil ver o Papa, foram apanhados neste vídeo, contudo contiveram-se com o susto. Estes dois bispos têm apostado em deitar por terra a "fé antiquada" do interior de Portugal e apostado em formar jovens tolinhos (espero que tenham apanhado um susto no Brasil e repensado a suas estratégias "juvenis" nas suas dioceses).

24/07/13

DO "NOVO MANUAL DO CATEQUISTA" (XI)


SEGUNDA PARTE

Mandamentos da Lei de Deus
Mandamentos da Santa Madre Igreja
Virtudes

ou

Moral Cristã

I CAPÍTULO
Mandamentos da Lei de Deus

§ 2º Mandamentos da Lei de Deus em Particular
PRIMEIRO MANDAMENTO

 
169. Que é que nos ordena o primeiro mandamento Amara Deus sobre todas as coisas?
R: O primeiro mandamento Amar a Deus sobre todas as coisas ordena-nos que havemos de ser religiosos, isto é, crer em Deus e amá-Lo, adorá-Lo e servi-Lo, como único verdadeiro Deus, Criador e Senhor de tudo.

170. Que é que nos proíbe o primeiro mandamento?
R: O primeiro mandamento proibe-nos a impiedade, a superstição, e irreligiosidade, e também a apostasia, a heresia, a dúvida e a ignorância culpável das verdades da Fé.

171. Que é a impiedade?
R: Impiedade é a negação de todo o culto a Deus.

172. Que é a superstição?
R: Superstição é o culto divino, ou da latria, prestado a quem não é Deus, ou ainda a Deus, mas de modo não conveniente: e por tanto a Deus, mas de modo não conveniente; e por tanto a idolatria ou o culto de falsas divindades e de criaturas; o recurso ao demónio, aos espíritos e a todos os meios suspeitos para obter coisas humanamente impossíveis; o uso de ritos inconvenientes, vãos ou proibidos pela Igreja.

173. Que é a irreligiosidade?
R: Irreligiosidade é a irreverência a Deus e às coisas divinas, como a tentação de Deus, o sacrilégio ou profanação de pessoas ou de coisas sagradas, a simonia ou compra e venda de coisas espirituais ou que digam respeito ao espiritual.

174. Se o culto das criaturas é superstição, como não é superstição o culto católico dos Anjos e dos Santos?
R: O culto católico dos Anjos e dos Santos não é superstição, porque não é culto divino ou de adoração devida só a Deus: nós não os adoramos como a Deus, mas venera-mo-los como amigos de Deus e pelos dons que têm d'Ele, e portanto para honrado mesmo Deus, que nos Anjos e nos Santos opera maravilhas.

175. Quem são os Santos?
R: Os Santos são aqueles que, tendo praticado heróicamente as virtudes segundo os ensinamentos e os exemplos de Jesus Cristo, mereceram especial glória no Céu e também na terra, onde, por autoridade da Igreja, são publicamente honrados e invocados.

176. Porque é que veneramos também o corpo dos Santos?
R: Veneramos também o corpo dos Santos, porque lhes serviu para praticarem virtudes heróicas, foi com certeza templo do Espírito Santo, e há de ressurgir glorioso para a vida eterna.

177. Porque é que veneramos também as relíquias mínimas e as imagens dos Santos?
R: Veneramos também as relíquias mínimas e as imagens dos Santos para sua memória e honra, referindo a eles a veneração, absolutamente ao invés dos idólatras, que prestam às imagens ou ídolos um culto divino.

178. Deus no Antigo Testamento não proibiu severamente as imagens?
R: Deus no Antigo Testamento proibiu severamente as imagens para adorar, e até quase todas as imagens, como ocasião próxima de idolatria para os judeus que viviam entre os idólatras e eram muito inclinados à superstição.

DO "NOVO MANUAL DO CATEQUISTA" (X)


SEGUNDA PARTE

Mandamentos da Lei de Deus
Mandamentos da Santa Madre Igreja
Virtudes

ou

Moral Cristã

I CAPÍTULO
Mandamentos da Lei de Deus

§ 1º Mandamentos da Lei de Deus em Geral
 
161. Que são os mandamentos da lei de Deus?
R: Os mandamentos da lei de Deus ou Decálogo são as leis mortais que Deus no Antigo Testamento deu a Moisés no monte Sinais, e que Jesus Cristo aperfeiçoou no Novo.

162. Que é que nos impõe o Decálogo?
R: O Decálogo impõe-nos os mais estritos deveres da natureza para com Deus, para comnosco e para com o próximo por exemplo, os do próprio estado.

163. Os nossos deveres para com Deus e para com o próximo a que se reduzem?
R: Os nossos deveres para com Deus  e para com o próximo reduzem-se à caridade, isto é, ao "máximo e primeiro mandamento" de amor de Deus, e ao outro "semelhante" do amor do próximo: "destes dois mandamentos disse Jesus Cristo, depende toda a lei e os profetas." (S. Mateus XXII, 38-40)

164. Porque é que o mandamento do amor de Deus é o máximo mandamento?
R: O mandamento do amor de Deus é o máximo mandamento porque aquele que o observa, amando a Deus com toda a sua alma, observa certamente todos os outros mandamentos.

165. Os mandamentos da lei de Deus podem observar-se?
R: Os mandamentos da lei de Deus podem observar-se todos e sempre, ainda nas tentações mais fortes, com a graça que Deus não nega nunca a quem o invoca de todo o coração.

166. Somos obrigados a observar os mandamentos da lei de Deus?
R: Somos obrigados a observarosmandamentos da lei de Deus, porque são impostos por Ele, nosso supremo Senhor, e ditados pela natureza e pela sã razão.

167. Quem transgride os mandamentos da lei de Deus peca gravemente?
R: Quem deliberadamente transgride ainda que seja só um mandamento da lei de Deus, em matéria grave, peca gravemente contra Deus, e por isso merece o inferno.

168. Que é que se deve considerar nos mandamentos?
R: Nos mandamentos deve considerar-se aquilo que é mandado e aquilo que é proibido.

19/07/13

ORAÇÃO POR PORTUGAL

Anda difundida pela internet esta oração:



ORAÇÃO POR PORTUGAL

Senhor Pai santo, confiamos o nosso Portugal à vossa misericórdia e protecção. Vós sois a rocha sobre a qual a nossa nação se fundou. Só Vós sois a fonte da verdade e do amor. Reclamai esta terra para a vossa glória e habitai no meio do vosso povo. Enviai o vosso Espírito e tocai os corações dos líderes da nossa nação. Abri os seus corações ao grande valor da vida humana e às responsabilidades que acompanham a liberdade humana. Relembrai o vosso povo que a verdadeira felicidade está enraizada na procura e no cumprimento da vossa vontade. Por intercessão de Maria Imaculada, Padroeira da nossa terra, concedei-nos a coragem de levar o Evangelho do vosso Filho Jesus a todos aqueles com quem convivemos e de o testemunhar com uma vida santa. Por Cristo Nosso Senhor. Ámen.

DO "NOVO MANUAL DO CATEQUISTA" (IX)


(da primeira parte)

VIII CAPÍTULO
Ressurreição da Carne - Vida eterna - Amen

Creio... na ressurreição da carne, na vida eterna. Amen
 
156. Que é que nos espera no fim desta vida?
R: No fim desta vida esperam-nos duas coisas: 1º as dores e a corrupção da morte; 2º o juízo particular.

157. Que é que nos espera no fim do mundo?
R: No fim do mundo espera-nos a ressureição da carne e o juízo universal.

158. Que quer dizer ressurreição da carne?
R: Ressureição da carne quer dizer que o nosso corpo, por virtude de Deus, se recomporá e se unirá novamente à alma para participar, na vida eterna, do prémio ou do castigo por ela merecido.

159. Que quer dizer vida eterna?
R: Vida eterna quer dizer que tanto o prémio como o castigo durarão eternamente, e que a visão de Deus será a verdadeira vida e felicidade da alma, ao passo que a privação d'Ele será a máxima infelicidade e como que uma morte eterna.

160. Que quer dizer a palavra Amen?
R: A palavra Amen quer dizer na verdade, assim é e assim seja; e com ela confirmamos que é verdade tudo o que confessamos no Credo, e desejamos para nós a remissão dos pecados, a ressureição para a glória e a vida eterna em Deus.

"Sermão de Quarta-feira de Cinza" - Pe. ANTÓNIO VIEIRA

DO "NOVO MANUAL DO CATEQUISTA" (VIII)


(da primeira parte)

VII CAPÍTULO
Remissão dos Pecados - Pecado

Creio... na remissão dos pecados.
 
133. Que quer dizer "remissão dos pecados"?
R: Remissão dos pecados quer dizer que Jesus Cristo deu aos Apóstolos e aos sucessores o poder de perdoar na Igreja todos os pecados.

134. Como se perdoam os pecados na Igreja?
R: Os pecados na Igreja perdoam-se principalmente com os sacramentos do Baptismo e da Penitência, instituídos por jesus Cristo para este fim.

135. O que é o pecado?
R: O pecado é uma ofensa feita a Deus, desobedecendo à sua lei.

136. De quantas espécies é o pecado?
O pecado é de duas espécies: original e actual.

137. Que é o pecado original?
R: O pecado original é o pecado que a humanidade cometeu em Adão sua cabeça, e que de Adão todos os homens contraem por descendência natural.

138. Entre os filhos de Adão foi alguém preservado do pecado original?
R: Entre os filhos de Adão foi preservado do pecado original só Maria Santíssima; a qual por ter sido escolhida para Mãe de Deus, foi "cheia de graça"* e portanto sem pecado desde o primeiro instante; por isso a Igreja celebra a sua Imaculada Conceição. (* S. Lucas, I, 28)

139. Como se apaga o pecado original?
R: O pecado original apaga-se com o santo Baptismo.

140. Que é o pecado actual?
R: O pecado actual é aquele que comete voluntariamente a pessoa que tem o uso da razão.

141. De quantos modos se comete o pecado actual?
R: O pecado actual comete-se de quatro modos, isto é, por pensamentos, por palavras, por obras e por omissões.

142. De quantas espécies é o pecado actual?
R: O pecado actual é de duas espécies: mortal e venial.

143. Que é o pecado mortal?
R: O pecado mortal é uma desobediência à lei de Deus em matéria grave, feita com plena advertência e consentimento deliberado.

144. Porque é que o pecado grave se chama mortal?
R: O pecado grave chama-se mortal, porque priva a alma da graça divina que é a sua vida, tira-lhe os merecimentos e a capacidade de adquirir outros novos, e torna-a digna de pena ou morte eterna no inferno.

145. Se o pecado mortal torna o homem incapaz de merecer, é então inútil que o pecador faça boas obras?
R: Não é inútil que o pecador faça boas obras, pelo contrário deve fazê-las, não só para se não tornar pior omitindo-as e caindo em novos pecados, mas também para se dispor com elas de algum modo para a conversão e para recuperar a graça de Deus.

146. Como se recupera a graça de Deus perdida pelo pecado mortal?
R: A graça de Deus, perdida pelo pecado mortal recupera-se com uma boa confissão sacramental, ou com a dor perfeita que perdoa os pecados, ficando no entanto a obrigação de os confessar.

147. Juntamente com a graça, recuperam-se também os merecimentos perdidos pelo pecado mortal?
R: Juntamente com a graça, por suma misericórdia de Deus, recuperam-se também os merecimentos perdidos pelo pecado mortal.

148. Que é o pecado venial?
R: O pecado venial é uma desobediência à lei de Deus em matéria leve, ou em matéria por si grave, mas sem toda a observância e consentimento.

149. Porque é que o pecado não grave se chama venial?
R: O pecado não grave chama-se venial, isto é, perdoável, porque não tira a graça, e pode obter-se o perdão dele com o arrependimento e com boas obras, mesmo sem a confissão sacramental.

150. O pecado venial causa dano à alma?
R: O pecado venial causa dano à alma, porque a esfria no amor de Deus, a dispõe para o pecado mortal, e a torna digna de penas temporais nesta vida e na outra.

151. Os pecados são todos iguais?
R: Os pecados não são todos iguais; e como alguns pecados veniais são menos leves do que outros, assim alguns pecados mortais são mais graves e funestos.

152. Entre os pecados mortais, quais são os mais graves e funestos?
R: Entre os pecados mortais, são mais graves e funestos os pecados contra o Espírito Santo e os que bradam ao céu.* (* Fórmulas 24 e 25)

153. Porque é que os pecados contra o Espírito Santo são dos mais graves e funestos?
R: Os pecados contra o Espírito Santo são dos mais graves e funestos, porque com eles o homem se opõe aos dons espirituais da verdade e da graça, e por isso, ainda que possa converter-se, dificilmente se converte.

154. Porque é que os pecados que bradam ao céu são dos mais graves e funestos?
R: Os pecados que bradam ao céu são dos amis graves e funestos, porque directamente contrários ao bem da humanidade e odiossíssimos, provocam, mais que os outros, os castigos de Deus.

155. Que é que particularmente serve para nos desviar do pecado?
R: Para nos desviar do pecado serve particularmente o pensamento de que Deus está em toda a parte e vê os segredos dos corações, e a consideração dos Novíssimos, isto é, do que nos espera no fim desta vida e no fim do mundo.

18/07/13

A VIOLÊNCIA DO ENSINO!

A "prova do crime".
"DI. - No Reino Unido um pai ficou indignado depois do seu filho de 8 anos ter sido enviado pela escola a casa a fim de ser submetido a um avaliação psicológica. Tudo porque a criança desenhou a figura de Jesus Cristo na cruz.

O pai afirma que no início deste mês recebeu uma chamada da escola primária pública de Maxham que o informava que o filho tinha feito um desenho violento. A imagem em questão representava a Jesus crucificado com um x a cobrir cada um dos olhos, para simbolizar que tinha morrido na cruz. O menino escreveu também o seu nome sobre a Cruz, na tabuleta que deveria dizer "I.N.R.I" com o intuito de assinar o desenho.

O menino fez o desenho na aula em que o professor tinha pedido aos alunos algo que lhes lembrasse o Natal.

"Creio que, devido a ter colocado uns "x" nos olhos, ocorreu que o professor ficou alarmado e pensou que era uma imagem violenta", afirma o pai, ainda sem acreditar no que tinha ocorrido. "Fizeram-no sair da escola diante de todos e recomendaram-me um psiquiatra para fazer-lhe um teste". A escola exige este para que a criança possa regressar, afirmou o pai." (Fonte: Alerta Digital, tradução Ascendens)

17/07/13

DO "NOVO MANUAL DO CATEQUISTA" (VII)


(da primeira parte)

VI CAPÍTULO
Igreja Católica - Comunicação dos Santos.

Creio... na santa Igreja, na comunicação dos Santos.
 
105. Que é a Igreja?
R: Igreja é a sociedade dos verdadeiros cristãos, isto é, dos baptizados, que professam a fé e a doutrina de Jesus Cristo, participam dos seus sacramentos e obedecem aos Pastores constituídos por Ele.

106. Por quem foi fundada a Igreja?
R: A Igreja foi fundada por Jesus Cristo, o qual congregou os seus fiéis numa sociedade, a sujeitou aos Apóstolos com S. Pedro por cabeça, e lhe deu o sacrifício, os sacramentos e o Espírito Santo que a vivifica.

107. Qual é a Igreja de Jesus Cristo?
R: A Igreja de Jesus Cristo é a Igreja Católica Romana, porque é una, santa, católica e apostólica, como Ele a quis.

108. Porque é que a Igreja é una?
R: A Igreja é una porque todos os seus membros tiveram, têm e hão de ter sempre uma única fé, o Sacrifício, os sacramentos e a cabeça visível, o Romano Pontífice, sucessor de S. Pedro, formando assim todos um só corpo, o corpo místico de Jesus Cristo.

109. Porque é que a Igreja é santa?
R: A Igreja é santa, porque são santos Jesus, sua cabeça invisível, e o Espírito Santo que a vivifica; porque nela são santos a doutrina, o Sacrifício e os sacramentos, e todos são chamados a santificar-se; e porque muitos foram, são e serão realmente santos.

110. Porque é que a Igreja é católica?
R: A Igreja é católica, isto é, universal, porque é instituída e adaptada para todos os homens e difundida por toda a terra.

111. Porque é que a Igreja é apostólica?
R: A Igreja é apostólica, porque foi fundada sobre os Apóstolos e sobre a sua pregação, e governada pelos seus sucessores, os Pastores Legítimos, os quais, sem interrupção e sem alteração, continuam a transmitir a doutrina e o poder dos mesmos apóstolos.

112. Quem são os legítimos Pastores da Igreja?
R: Os legítimos pastores da Igreja são o Papa ou Sumo Pontífice e os Bispos em união com ele.

113. Quem é o Papa?
R: O Papa é o sucessor de S. Pedro na sé de Roma e no primado, a saber no apostolado e episcopado universal; portanto o chefe visível, Vigário de Jesus Cristo, chefe invisível de toda a Igreja, a qual por isso se chama Católica-Romana.
Para os "primeiros elementos da doutrina cristã", a resposta é esta: O Papa é o sucessor de S. pedro; e portanto o chefe visível de toda a Igreja, Vigário de Jesus Cristo, chefe invisível.

114. O Papa e os Bispos em união com ele que coisa constituem?
R: O Papa e os Bispos em união com ele constituem a Igreja docente, chamada assim porque tem de Jesus Cristo a missão de ensinar as verdades e as leis divinas a todos os homens, os quais só dela recebem o conhecimento pleno e seguro que é necessário para viver cristãmente.

115. A Igreja docente pode errar ao ensinar-nos as verdades reveladas por Deus?
R: A Igreja docente não pode errar ao ensinar-nos as verdades reveladas por Deus, ela é infalível, porque como prometeu Jesus Cristo, "o espírito de verdade" a assiste continuamente. (S. Lucas, 1, 28).

116. O Papa, só por si, pode errar ao ensinar-nos as verdades reveladas por Deus?
R: O Papa, só por si, não pode errar ao ensinar-nos as verdades reveladas por Deus, quer dizer, é infalível, como a Igreja, quando, como Pastor e Mestre de todos os cristãos, define doutrinas a respeito da Fé e dos costumes.

117. Pode outra Igreja, fora a Católica-Romana, ser a Igreja de Jesus Cristo, ou ao menos parte dela?
R: Nenhuma Igreja, fora da Católica-Romana, pode ser Igreja de Jesus Cristo ou parte dela, porque não pode ter juntamente com aquela as qualidades distintivas singulares, una, santa, católica e apostólica; como de facto as não tem nenhuma das outras Igrejas que se dizem cristãs.

118. Para que é que jesus Cristo instituiu a Igreja?
R: Jesus Cristo instituiu a Igreja para que os homens encontrassem nela o guia seguro e os meios de santidade e de salvação eterna.

119. Quais são os meios de santidade e de salvação eterna que se encontram na Igreja?
R: Os meios de santidade e de salvação eterna que se encontram na Igreja são a verdadeira fé, o Sacrifício [missa] e os sacramentos, e os auxílios espirituais recíprocos, como a oração, o conselho, o exemplo.

120. Os meios de santidade e de salvação eterna são comuns a todos os homens?
R: Os meios de santidade e de salvação eterna são comuns a todos os homens que pertencem à Igreja, isto é, aos fiéis, os quais nos escritos apostólicos são chamados santos; por isso a união e participação deles nestes meios é comunicação dos santos em coisas santas.

121. Porque é que são chamados santos os fiéis que se encontram na Igreja?
R: Os fiéis que se encontram na Igreja são chamados santos, porque são consagrados a Deus, justificados ou santificados pelos sacramentos e obrigados a viver como santos.

122. Que quer dizer comunicação dos santos?
R: Comunicação dos santos quer dizer que todos os fiéis, formando um só corpo em Jesus Cristo, participam de todo o bem que existe e se faz no mesmo corpo, quer dizer na Igreja universal, uma vez que não sejam impedidos pelo afecto ao pecado.

123. Os bem-aventuradosdo paraíso e as almas do purgatório estão na comunicação dos santos?
R: Os bem-aventurados do paraíso e as almas do purgatório estão também na comunicação dos santos, porque, unidos entre si e comnosco pela caridade, recebem uns as nossas orações e outros os nossos sufrágios, e todos nos retribuem com a sua intercessão junto de Deus.

124. Quem é que está fora da comunicação dos santos?
R: Está fora da comunicação dos santos aquele que está fora da Igreja, isto é, os condenados, os infiéis, os judeus, os hereges, os apóstatas, os cismáticos e os excomungados.

125. Quem são os infiéis?
R: Os infiéis são os não baptizados que não crêem no Salvador prometido, isto é, no Messias ou Cristo, como os idólatras e os maometanos.

126. Quem são os judeus?
R: Os judeus são os baptizados que professam a lei de Moisés e não crêem que Jesus é o Messias ou Cristo prometido.

127. Quem são os hereges?
R: Os hereges são os baptizados que se obstinam em não crer alguma verdade revelada por Deus e ensinada pela Igreja, como, por exemplo, os protestantes.

128. Quem são os apóstatas?
R: Os apóstatas são os baptizados que renegam, com acto externo, a fé católica, que dantes professavam.

129. Quem são os cismáticos?
R: Os cismáticos são os baptizados que recusam obstinadamente submeter-se aos legítimos Pastores, e por isso estão separados da Igreja, ainda mesmo que não neguem verdade alguma de fé.

130. Quem são os excomungados?
R: Os excomungados são os baptizados excluídos por culpas gravíssimas da comunhão da Igreja, a fim de não perverterem os outros e de serem punidos e corrigidos com este remédio externo.

131. É dano grave estar fora da Igreja?
R: Estar fora da Igreja é dano gravíssimo, porque estando fora dela não se tem nem os meios estabelecidos nem a guia segura para a salvação eterna, a qual para o homem é a única coisa verdadeiramente necessária. 

132. Quem está fora da Igreja salva-se?
R: Quem está fora da Igreja por culpa própria e morre sem dor perfeita, não se salva; mas quem se encontrar fora dela sem culpa própria e viver bem pode salvar-se com o amor de caridade, que une Deus, e, em espírito, também à Igreja, isto é, à alma dela.

14/07/13

CAÇA AO FALSO ECUMENISMO

Felizmente espalha-se a questão do "falso ecumenismo", ao qual errada e perigosamente se tem chamado agora "ecumenismo". Cresce o número de pessoas que vão dando conta da ocorrência mediante a auto-demolição levada a cabo pelo nosso Papa Francisco.

Eis AQUI o que publicou a "Acção Integral", blogue português de um amigo.

O mundo católico de hoje está impregnado de "ignorância religiosa" a um ponto nunca imaginado.

09/07/13

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