28/05/13

MENBRO DO GRANDE ORIENTE DE FRANÇA É SACERDOTE FRANCÊS

É a confusão...

O Sr. Pe. Pascal Vesin da paróquia de Sta. Ana de Arly-Montjoie (MegSve), diocese de Annecy, daqui a meio ano a um ano ficará sem salário! É que o seu bispo, D. Yves Boivineau, suspendeu-o por pertencer à loja do Grande Oriente de França (GODF) desde o ano 2001.

Em 2010 D. Yves, tendo recebido uma denúncia anónima a dar conta do escândalo, interrogou o Pe. Pascal, que mentiu tudo negando. Em 2011 D. Yves pediu ao padre que abandonasse a maçonaria, mas este negou-se alegando "liberdade absoluta de consciência" e que tinha a "intenção de dupla escolha". Desse momento até agora D. Yves deixou o caso como estava, até que decidiu dar agora andamento à exigência feita pela Congregação para a Doutrina da Fé, em Março de 2013.

Sim... teve que vir a ordem de Roma...

O padre maçon insistiu em não renegar à maçonaria e a achar que podia conciliar tais opostos.

O bispo diocesano lembrou que isto não tem que ser definitivo, e que a "pena dita medicinal pode ser levantada".

Lembro que, segundo D. Yves, esta pena se deve ao padre ser "membro activo" de uma loja maçónica, o que me leva a perguntar se sentiu necessidade de colocar o "activo" ao "membro".

O que aconteceu a outros casos conhecidos de padres nas mesmas circunstancias!? Quantos mentirão aos bispos alegando "liberdade"!? Quantos serão promovidos nas suas obras pastorais até chegarem a bispos!? Quantos bispos há que publicamente se conhece terem confraternizado e visitado lojas maçónicas já como bispos!?

Mas... é pertinente: porque motivo a Loja do Grande Oriente Lusitano (LGOL)defende o Concílio Vaticano II pelas suas novidades relativamente às liberdades!? (aos 12min e 13seg do vídeo pode ouvir o grão-mestre António Reis reforçando essa ideia):


"A Cruz e o Compasso" por gazetadarestauracao

 A notícia que hoje vos trouxe está, por exemplo, publicada no dnoticias.pt, e daqui quero transcrever comentários dos leitores:

("transparente"): "... Se alguns membros do clero querem juntar-se a organizações maçónicas, isso só prova duas coisas: a primeira é que tais elementos do clero procuram algo que a Igreja não lhes dá [ou lhes dão mas em menor quantidade], a segunda que a maçonaria não fecha as suas portas a membros da igreja (neste caso a católica, apostólica e romana), conluindo-se que uma é mais tolerante e ecuménica do que a outra. ...."

("Cuba Livre"): "Caro Sr. Transparente, o Papa Francisco não vai em conversas maçónicas. Ecumenismo é entre religiões, não entre uma religião e uma associação tenebrosa, que está por detrás de leis abjectas."

É "de caixão à cova"...

Ainda a respeito do vídeo: cuidado... o Bispo Carlos Azevedo rompeu a fronteira da imaginação... Cuidem-se as ovelhas do rebanho!

O tema é interminável... Pode ainda ver como na Diocese de Pernambuco (Brasil) se comemorou o dia do maçon (aqui)




26/05/13

FÁTIMA, S. JORGE, e CAVACO SILVA (à vossa consideração)...

Cavaco Silva em visita a Monção

(LUSA, 15/05/2013 - aqui)

"O Presidente da República explicou que a invocação de uma “inspiração” da Nossa Senhora de Fátima e do 13 de Maio, no fecho da 7.ª avaliação da troika, deveu-se a um comentário de Maria Cavaco Silva.
“Quando, no dia 13 de Maio, surgiu a notícia de que finalmente a 7.ª avaliação tinha sido mandada para trás das costas e que estava aberto o caminho para a extensão das maturidades, a minha mulher disse-me: 'Ó meu caro – ela [Maria Cavaco Silva] trata-me de outra forma – isto é com certeza influência de Nossa Senhora de Fátima, porque hoje é dia 13'. Foi essa a razão”, explicou hoje, em Monção, o Presidente da República.

Na terça-feira, durante uma visita oficial ao Porto, Cavaco Silva sublinhou que com o encerramento desta sétima avaliação “foi tomada uma decisão muito importante” para o futuro de Portugal.

“Eu penso [no fim da sétima avaliação] como uma inspiração – como já a minha mulher disse várias vezes – da nossa Senhora de Fátima, do 13 de Maio”, afirmou na altura.

De visita a Monção, Cavaco Silva aproveitou para invocar o tradicional “combate” local entre São Jorge e o “dragão” Coca, que acontecia em Monção no dia do Corpo de Deus e que vai realizar-se este ano no domingo seguinte devido à suspensão daquele feriado.

“Faço votos muitos fortes para que São Jorge, que nos acompanhou ao longo da nossa história nas grande batalhas, seja o vencedor. Porque São Jorge vencedor significa abundância e felicidade. E nós bem precisamos de boas notícias”, disse o Presidente da República, na intervenção oficial durante a visita à Adega Cooperativa de Monção."

25/05/13

PERDIGÃO GOSTOU DA PENA... (Luís, Faz de Camões)


Perdigão gostou da pena
Não há mal que lhe não venha


Perdigão que o atrevimento
Desejou  alto lugar,
Preparou-se no voar,
Acumulando o seu tormento.
Para ver muito em aumento
Planeou tudo em campanha.
Não há mal que lhe não venha.

Veio às terras de Pelayo,
Armado em fina cor.
E feito filho de Amor
Viajou no mês de Maio,
Coincidências de ensaio
Em Portugal e em Espanha.
Não há mal que lhe não venha.

23/05/13

OS FUNERAIS DE D. JOSÉ (I)

Vários funerais teve D. José, Rei de Portugal.

Os documentos que seguem mostram os preceitos daquelas cerimónias fúnebres, e por eles podemos aproximar-nos daquele acontecimento.
Conjunto documental: Secretaria de Estado do Ministério do Reino
Notação: caixa 735, pct 01
Datas–limite: 1735 - 1813
Título do fundo: Negócios de Portugal
Código do fundo: 59
Argumento de pesquisa: festas oficiais
Data do documento: 23 a 25 de Fevereiro de 1777
Local: Lisboa.
Folha (s): -


FUNERAL
do Augustíssimo Senhor
Rei DOM JOSEPH I
falecido no Real Palácio
de Nossa Senhora da Ajuda
em 23 de Fevereiro de
1777

Para o Marquês de Alvito,
Gentil-homem da Câmara de
Sua Majestade Real, em actual exercícios
ao tempo do seu Falecimento

Ilm.º Exm.º Sr.

O Corpo do Augustíssimo Senhor Rei D. José o I, que Deus chamou a sua Santa Glória, deve ser embalsamado na presença de [ ] com toda a decência que se costuma praticar em semelhante acto. E devendo-se achar assim preparado, vestirá V. Ex.ª o Régio Cadáver em Hábito de Mortalha, pondo-se-lhes sobre a camisa um colete de brocado carmesim; e guardando V. Ex.ª sempre as mesmas cerimónias, e actos de respeito, com que lhe dava de vestir em quanto vivo.

Depois que o mesmo Real Corpo houver sido assim amortalhado, se colocará sobre a Cama, numa alcatifa rica de seda que nela se achará estendida para esse efeito.

O que participo a V. Ex.a de Ordem da Rainha Nossa Senhora para que assinou o [ ].

Deus quarde V. Ex.ª. Paço em 24 de Fevereiro de 1777.

Ayres de Sá e Mello.

-//-

Ayres de Sá Mello
Para o Patriarca Eleito

Em.mº R.mº Senhor

Para o Funeral do Augustíssimo Senhor Rei Dom Joséph I que Deus chamou à Sua Santa Glória, são necessários alguns paramentos para os Altares em que se hão de dizer as Missas. V. Em.ª mandará entregar todos os que forem nescessários para este Ministério, ao Mestre das Cerimónias João Jorge.

Deus guarde aV. Em.ª. Paço em 24 de Fevereiro de 1777.

23 de Maio de 1179 - BULA "MANIFESTIS PROBATUM"

Bula "MANIFESTIS PROBATUM", de Alexandre III
dada a D. Afonso I (Afonso Henriques) de Portugal

"Alexandre, Bispo, Servo dos Servos de Deus, ao Caríssimo filho em Cristo, Afonso, Ilustre Rei dos Portugueses, e a seus herdeiros, para todo o sempre. Está claramente demonstrado que, como bom filho e Príncipe católico, prestaste inumeráveis serviços a tua Mãe, a Santa Igreja, exterminando intrepidamente em porfiados trabalhos e proezas militares os inimigos do nome cristão, e propagando diligentemente a Fé cristã assim deixaste aos vindouros nome digno de memória e exemplo merecedor de imitação. Deve a Sé Apostólica amar com sincero afecto e procurar atender eficazmente, em suas justas súplicas, os que a Providência divina escolheu para governo e salvação do povo. Por isso, Nós atendemos às qualidades de prudência, justiça, e idoneidade de governo que ilustram a tua pessoa, toma-mo-la sob a proteção de São Pedro e Nossa, e concedemos e confirmamos por autoridade apostólica ao teu excelso domínio o Reino de Portugal com inteiras honras de reino e a dignidade que aos reis pertence, bem como todos os lugares que com o auxílio da graça celeste conquistaste das mãos dos Sarracenos e nos quais não podem reivindicar direitos os vizinhos príncipes cristãos. E para que mais te fervóres em devoção e serviço ao Príncipe dos Apóstolos S. Pedro e à Santa Igreja de Roma, decidimos fazer a mesma concessão a teus herdeiros e, com a ajuda de Deus, prometemos defender-Lha, quanto caiba em nosso apostólico magistério."
 
D. Afonso Henriques, Venerável da Sta. Igreja, fundador e Rei de Portugal.
O grande herói.

22/05/13

20 de Maio de 1498 - VASCO DA GAMA CHEGA A CALECUTE (ÍNDIA).

Quase me esquecia do dia 20 de Maio, dia em que D. Vasco da Gama chega à Índia verdadeira, enquanto os castelhanos e meia pirataria mundial andavam entretidos com a falsa Índia nas Américas.(Calecute).


20/05/13

ALEXANDRINA DE BALAZAR - COLÓQUIO DE 18 de Maio de 1945

"Bendirei ao Senhor.
Recebi de Jesus neste mês bendito da querida Mãezinha mais um miminho que veio abrir-me a sepultura e mais espinhos que vieram cravar-se na chaga do meu coração sempre a sangrar, não a deixando assim cicatrizar. De vez em quando é avivada fortemente.
Bendirei sempre a Jesus e à Mãezinha, mas confesso: se não fossem as graças do Céu, teria desesperado e morrido.
Que grande amor o de Jesus! Quanto Vos devo, meu amor! Convosco venci e vencerei sempre! Não pude ter uma palavra de queixume; ainda mais mereço pela minha miséria.
Estou como a pombinha de bico aberto, a bater as asas prestes a perder-se, sem ter onde pousar. Tenho sede de luz, tenho sede de conforto.
Já que na terra me tapam todos os caminhos, deixai-me, Jesus, deixai-me, Mãezinha, entrar nos Vossos Corações amantíssimos; ainda que nada sinta, deixai-me ao menos a certeza que vivo neles.
Lá estou livre de ódios e perseguições, lá estou certa de que Vos amo e não Vos ofendo.
Se o meu corpo pudesse encobrir-se nas trevas para não ser mais visto nem lembrado, como nas trevas foi encoberta a minha alma, assim morreria, não seria falada, como são os desejos do meu Prelado. É com todo o amor que aceito e obedeço às suas ordens. Não nasceu dentro de mim a mais pequenina sombra de ódio contra ele e contra os seus companheiros. Antes pelo contrário, dizia:
Meu Jesus, compadecei-Vos deles, não compreendem mais, não conhecem os sofrimentos de uma alma.
Meu Jesus, se pudesse prostrar-me diante de Vós e de mãos levantadas soubesse agradecer-Vos os miminhos que me dais!
Com o coração a sangrar de dor, não pude com os lábios rezar a «Magnificat», mas rezei-a com o pensamento.
Dai-me forças, Jesus, para sofrer e não me condeneis Vós, porque a sentença dos homens nada vale a não ser para meu maior martírio.
Foram os homens que me prepararam o sofrimento de hoje, para mais me assemelhar a Jesus e acompanhá-lo no caminho do Calvário.
E lá vou eu, presa com cordas, mas com amor, abraçada à cruz. Sou vítima das opiniões dos homens, sou vítima das lágrimas dos meus. Se eu pudesse sofrer sozinha!
Bendirei ao Senhor, não quero perder um momento.
Os meus olhares continuam a não ser meus. Fitam-se cheios de ternura num e noutro coração que mais se deixa compenetrar destes olhares tão cheios de doçura e amor. Os olhares não vão para todos por igual; os corações, a sua correspondência, é que fazem merecer tudo quanto estes olhares encerram.
Tinha tanto para dizer neste ponto! São tantos os que queria atrair e abraçar a mim!
O que é isto, meu Jesus? É sempre a minha cruz. Neste conjunto de sofrimentos, o meu calvário com o de Jesus, o coração oprimido com o peso esmagador da dor abafava, não resistia.
Poderei vencer, Jesus? Resistirei tanto? Só com Vós. Valei-me. Tenho medo.
Sentia tanto o meu abandono e o de Jesus! O meu corpo sangrava, dava as últimas gotas de sangue.
Ele veio.
Amo-te tanto, minha filha! Assemelhei-te a Mim e o teu calvário é o meu. Tem coragem. Os espinhos que te ferem foram os meus. As varas que te açoitam foram as minhas e a cruz minha foi também.
Foi o amor a causa dos espinhos, dos açoites, da cruz, do Calvário, da morte. Prendeu-Me o amor à cruz, prendeu-Me ainda nos sacrifícios até ao fim dos séculos. E tu, minha pomba bela, à minha imagem presa foste também; prendeu-te o amor ao meu Divino Coração, prendeu-te o amor às almas. Deixa-te ferir, minha amada; cada espinho que te fere sai um da minha sagrada cabeça e do meu Divino Coração. Vês como tenho tantos!
Jesus apresentou-me a sua sagrada cabeça e o seu Coração Divino. Que grande sebe agudíssima o feria! Enterneci-me tanto por Jesus e disse-Lhe:
Aceito tudo o que seja dor, mas quero tirar de Vós todos esses espinhos e não deixar sinal algum dos ferimentos.
Principiei a tirar espinhos de Jesus que tinha ao meu dispor. Em poucos instantes desapareceram todos e nem a sagrada cabeça nem o Coração Divino ficaram chagados: nem um sinal de sangue. Tudo desapareceu.
Vês, minha esposa querida, como o teu novo sofrimento cicatrizou todas estas feridas que Eu tinha? Coragem! Anima-te! Eu não te falto. Duvidar de Mim é ofender-Me.
Ainda que te dissesse que o que te prometi vinha já, não te enganava, não te enganava ainda que levasse anos, pois os anos, em comparação com a eternidade, representam um já. Mas não demoro, confia.
Vou deixar-te, minha filha, um pouco mais libertada do demónio; para poderes resistir, preciso de operar milagres. Se soubesses com os combates do demónio as almas que arrancaste dos abismos e conduziste a Mim! Estão firmes, não voltam a ofender-Me gravemente; salvam-se.
Para resistires ao teu penoso calvário, vou vir a ti frequentes vezes, mais delas silencioso. São êxtases de amor, mas deles receberás sempre, sempre toda a abundância das minhas graças, ternuras e amor.
És rica de Mim, és rica de virtude. É por isso que os teus olhos atraem, têm carinhos, têm doçura, têm prisões, têm amor.
É por isso que o teu sorriso tem meiguices, tem tudo o que é do Céu. Não vives, vivo Eu. São meios de salvação e chamamentos para as almas.
Não é por acaso verdade, minha filha, que Eu no meu Calvário possuía duas vidas, humana e divina? Até nisso te pareces comigo. No teu calvário tens também a vida divina; é Cristo que está em ti. Nada temas.
Vem o Jardineiro divino ao seu jardim a ver as maravilhas que nele operou e o fruto de tantas canseiras. Vem o Rei ao palácio da sua esposa, o Redentor divino à sua redentora, à nova salvadora da humanidade.
As minhas maravilhas em ti não ficam ocultas, não consinto no seu escondimento. Hão-de brilhar! São a minha glória; são salvação das almas. Tudo será conhecido, minha doutora das ciências divinas, tudo será conhecido no livro da tua vida.
És a heroína do amor, a heroína da dor, a heroína da reparação, a heroína dos combates, a rainha dos heroísmos.
Recebe conforto, filhinha, recebe o Meu amor divino. Quando vier a ti nos Meus colóquios, uno-Me a ti com este amor. Venho dar vida e conforto ao teu coração, ajudar-te nas tuas trevas.
És minha sempre e Eu sempre em ti habito!"

19/05/13

DOMINGO DE PENTECOSTES

Descida do Espírito Santo (Sé de Lisboa)
Autor: Pedro Alexandrino (1780)

ERGUE-TE TU SE AINDA FORES A TEMPO - Pe. MÁRIO OLIVEIRA... o do costume


Caros leitores, publicarei durante estes dias algumas coisas do Pe. Mário Oliveira (da Lixa), não com a finalidade de as promover mas com uma finalidade que ainda não revelo, mas revelarei mais tarde.

Este homem, alma perdida, sacerdote, é uma ofensa a Deus de tal forma que até é vergonha reconhecida pelos mais progressistas. Este caso tem de ser resolvido: que o Bispo do Porto proceda à caridosa confrontação feita com a verdade doutrinal e o converta, ou o excomungue. Se o Pe. Mário apostatou, ou cismou, que o Bispo proceda então oficialmente e o dê a conhecimento.

Trago-vos do famigerado e maléfico autor um herético e blasfemo poema que, logo atingido o meu objectivo, será apagado:



ERGUE-TE Ó COMPANHEIRO, ERGUE-TE Ó COMPANHEIRA


Vamos ser outro Jesus
Sempre contra o deus-dinheiro
E o seu império da cruz.

Vamos ser outro Jesus
Contra o império da cruz.


Neste mundo louco
Pensa um pouco
sem medo nenhum

Quem vive no medo
é degredo
É vala comum

Salta dessa tumba
Que te afunda
Dá-me a tua mão

Trata o deus-dinheiro
embusteiro
Como um deus cabrão

Nunca como agora
sem demora
vamos dar as mãos

Se ficares sozinho
no caminho
Corre aos teus irmãos

Olha-o nos olhos
Sem escolhos
Sê corpo de amor

Liberta-os do medo
Do degredo
Com o teu calor

Antes de mais nada
Põem-te em guarda
Contra a tentação

Porque o deus-dinheiro
cão matreiro
É sedução

Para resistires
não traíres
Sê Jesus videira

Faz-te pão e vinho
Sê caminho
Vida companheira

Igrejas e missas
São premissas
Para a alienação

Quem as frequenta
Alimenta
Mais a opressão

Sê os dois ou três
Que Jesus fez
Tereis em vós

Todo o seu conforto
Todo o sopro
Toda a sua voz

Essa vossa mesa
E com certeza
De conspiração

Quem a frequenta
Alimenta
A insurreição

A palavra é fogo
Como o povo
Com fome de pão

Quem escuta e come
Sai com fome
de mais, mais missão

missão com duelos
e [?]elos
Contra a idolatria

Porque o deus-dinheiro
traiçoeiro
Mata a autonomia

E até de esmola
Faz escola
de inumanidade

Mata o profeta
Que liberta
para a liberdade

Ireis desarmados
Carregados
De muita ternura

De olhos bem abertos
E afectos
Fonte de cultura

Confortais oprimidos
Excluídos
Dias a vossa mão

Despertai os tolos
Sem engodos
Para a insurreição

Ergue-te ó companheira
Ergue-te ó companheiro
Vamos ser outros Jesus

Sempre contra o deus-dinheiro
E o seu império da cruz

Vamos ser outro Jesus
Contra o império da cruz.

18/05/13

CÂNTICOS DE HEREGE - Pe. MÁRIO OLIVEIRA (da Lixa)

O herético e blasfemo Pe. Mario Oliveira
com o seu tom avermelhado.
A diocese do Porto tem o padre mais herege de que temos conhecimento: o Pe. Mário Oliveira (da Lixa), director do jornal Fraternizar, autor de livros, e propagador de vários vídeos seus no Youtube. Tem ouvido e canta mal, pois adaptou a cantiga popular "Ó Mulher",dotando-a de herética letra.







Ó Mulher! (6 tentações, 2 propostas):

- Ó mulher agarra-te ao poder!
M: Isso não meu irmão,
isso não que o poder corrompe e mata!
Pela política é que vou
até dar a minha vida.
Isso sim meu irmão.
até dar a minha vida.
Isso sim meu irmão.

- Ó mulher agarra-te à riqueza!

M: Isso não meu irmão,
isso não que a riqueza faz-nos monstros!
Pela partilha é que vivemos,
é que somos bem humanos
Isso sim meu irmão
é que somos bem humanos
isso sim meu irmão.

- Ó mulher, agarra-te à Virgem!

M: Isso não meu irmão,
Isso não que a Virgem é falsa deusa!
Pelo amor é que seremos
comapnheiros de verdade
Isso sim meu irmão
Companheiros de verdade
Isso sim meu irmão.

- Ó mulher, agarra-te à família!

M: Isso não meu irmão
Isso não que família é toda a gente!
Pela abertura aos mais pequenos
É que somos mais felizes
Isso sim meu irmão
É que somos mais felizes
Isso sim meu irmão

- Ó mulher, agarra-te ao marido!

M: Isso não meu irmão
Isso não que o marido é um opressor!
O que eu quero é um companheiro
Que partilhe as minhas lutas
Isso sim meu irmão
Que partilhe as minhas lutas
Isso sim meu irmão

- Ó mulher agarra-te à casa!

M: Isso não meu irmão
Isso não que a casa nos domestica
Só sendo mulher de causas
É que sou realizada
Isso sim meu irmão
É que sou realizada
Isso sim meu irmão

- Ó mulher, agarra-te ao Deus vivo!

M: Isso sim meu irmão!
Isso sim que com ele somos gente solidária e [?]
e enfrentamos todo o mal!
Isso sim meu irmão
Isso sim meu irmão
Isso sim meu irmão

- Ó mulher agarra-te aos mais pobres!

M: Isso sim meu irmão!
Isso sim que os mais pobres são Jesus
a quem temos que arrancar da pobreza e da cruz
Isso sim meu irmão
Isso sim meu irmão
Isso sim meu irmão
Isso sim meu irmão...

Cumprimentos do autor: "O meu abraço e o meu beijo a todas as mulheres, e a todos os homens que recusam ser maridos, isto é, chefes, donos das mulheres, autoritários, machos. Que confraternizem com "Deus". É com muita alegria que vos dou este canto-poema.



NOVO PATRIARCA DE LISBOA - D. MANUEL CLEMENTE

Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente

D. Manuel Clemente (Bispo do Porto) foi elevado Patriarca de Lisboa (Arcebispo de Lisboa), a contar das 11:00 do dia 18 de Maio de 3013 (hoje).

D. José Policarpo, anterior Cardeal Patriarca de Lisboa, estava como resignatário desde 2011, por efeito do pedido feito ao Papa Bento XVI (argumentava ter atingido o limite de idade para o "cargo"). Bento XVI, não satisfez o pedido. O Papa Francisco, com a aceitação, vai contra a regra: os Patriarcas de Lisboa mantêm-se até à morte.

Como sempre foi, o Patriarca de Lisboa é sempre elevado a Cardeal, e esperemos que nisto não haja más surpresas. Contudo, já obriga a uma coisa: continuando vivo o agora Cardeal José Policarpo, esta nomeação faz por ela subir o número de Cardeais em mais um. No próximo Consistório, Portugal contará com 4 Cardeais.

É hoje o dia apropriado de dar uma palavra aos que durante anos acharam que uma "demissão" de D. José Policarpo seria solução para alguma coisa. Tontos... Nem a barbárie republicana vos ensina que as mudanças de cargo não são mais que ganhar tempo... Verei agora as "melhorias" que esperáveis!

Entre todo o bem que desejo ao Patriarca D. Manuel Clemente há o maior dos bens desejáveis: o da conversão. E tenho já um pedido a fazer: que condene a maçonaria e dê total desimpedimento às comunidades que querem apenas a missa de sempre.

"Adivinho" que será um tempo onde os erros se propagarão ainda com mais "fervor"...

Cardeal José Policarpo

17/05/13

PROFÉTICO - Mons. LEFEBVRE

CARRILHÃO DOS PASTORINHOS












Que lindo nome.... O "Carrilhão dos Pastorinhos" é assim chamado por estar na igreja dos Pastorinhos Francisco e Jacinta, em Alverca (Portugal). Este carrilhão é o maior da Europa, tem 72 sinos, foi fabricado na Holanda, benzido e inaugurado em Maio de 2005 (é o mais recente carrilhão em todo o mundo). O custo da obra rondou 500.000 €.

O concerto inaugural decorreu durante uma semana, contou com os melhores carrilhonistas no mundo. Segundo parece, neste momento, a arte de tocar carrilhão leva vantagem nos U.S.A.

Um dos carrilhonistas portugueses da actualidade, Abel Chaves, ao carrilhão dos pastorinhos, interpretando uma passacaglia de Handel (da suite nº 7 em Sol +):








O BRASÃO PELO QUAL SE PODE ORAR CXCIV


TIPOS DE HUMILDADE E DE ORGULHO (I)

TIPOS DE HUMILDADE E DE ORGULHO
(S. Gregório Magno)

S. Gregório Magno
Há duas classes de humildade, tal como há duas classes de orgulho: a primeira classe de orgulho consiste em desprezar o seu irmão, e não tê-lo em conta, como se não fosse nada, e ter-se como superior a ele. Se não procedermos de imediato em vigiar-mo-nos estritamente, cairemos pouco a pouco na segunda espécie de orgulho que consiste em exaltar-se ante o próprio Deus, e atribuir as Suas boas obras a si mesmo e não a Ele.

Na verdade, irmãos, eu conheci a um irmão que tinha caído neste miserável estado. Ao princípio, quando um irmão que lhe dizia algo, desprezava-o e dizia-lhe: "Quem é este? Não há no mundo como Zósimo e seus discípulos." Depois começou a dizer: "Não há como Macário", e pouco depois "Quem é Macário? Não há como Basílio e Gregório". Mas depois começou a desprezá-los também: "Quem são Basílio e Gregório?" dizia. "Não há como Pedro e Paulo". "Pois sim, irmão", respondi-lhe, "não tarda que desprezes a Pedro e Paulo". Creiam-me, pouco tempo depois começou a dizer: "Quem é Pedro e Paulo? Não há como a Santíssima Trindade". Por fim levantou-se contra o próprio Deus, e foi essa a sua ruína. Por esta razão, irmãos, devemos lutar contra a primeira classe de orgulho, para não cair pouco a pouco no orgulho total.

Existe também um orgulho mundano e um orgulho monástico. O mundano consiste em achar-se mais que seu irmão por se ser mais rico, mais belo, ou melhor vestido, mais nobre que ele. Quando vemos que nos gloriamos dessas coisas, ou de que o nosso mosteiro seja maior ou mais rico e numeroso, saibamos que todavia estamos em orgulho mundano.

O orgulho monástico consiste em gloriar-se das vigílias, dos jejuns e piedade, da observâncias, do próprio zelo, e humilhar-se por vaidade. Tudo isto é orgulho monástico. Se cairmos em orgulho, é melhor que tal seja o monástico, e não o mundano.

(a continuar)

16/05/13

OS SINOS DE NOTRE DAME DA PARIS - E O TEXTO DO NÃO SEI QUANTOS.

Senhor, dai-me paciência...

No Brasil têm proliferado muitos grupos em defesa do "não sei quê" católico. Ali multiplicam-se grupos como coelhos e seitas, com a mesma facilidade com que misturam ao certo interpretações erradas. E digo a verdade: é uma complicação que não para, por melhor que possam até ser as intenções.

Isto preocupa-me, e hoje até me indignei, e não por pouco: se a cada coisa boa que aunciam têm que misturar "ruído" então calem-se, ou pensem o dobro e não abram a boca tão facilmente. Haja humildade em se terem pelo que são (países novos com uma evolução interrompida pelo liberalismo) e dessa base poderem dar exemplo e fazer verdadeiro progresso. Se a Europa dorme as Américas (sobretudo a do Sul) patinam para todos os lados parecendo que não têm solo seco para assentar os pés (mas há solo seco e de seculares raízes, que talvez rejeitem em parte).

Um determinado grupo, que não conheço nem sei do nome, anda a divulgar a Idade Média, e a França isto e aquilo... mas de uma forma muito ... enfim, nos moldes que acabei de referir. Por vezes parece-me que nas terras da outra banda olham para nós como uma super Disneylândia, com admiração sim, mas com outros olhos (realmente distantes).

Este tal grupo ficou muito animado pela aquisição dos novos sinos para a Catedral de Notre Dame (Paris), e anda a divulgar o feito. Toca a escrever maravilhas, aprovveitando toda a ocasião para fazer subidas interpretações que chegam a ser asneira, muito "catolicismo" e medievalismo e irrealismo...

O texto promocional chama-se "Notre Dame Restaura Sinos Destruídos pela Revolução Francesa", e já espera o leitor, e bem, algo simbólico como talvez um paço para o restauro da Igreja e uma afronta para os filhos da revolução. Vejamos o texto:

"Uma multidão estimada em 30 mil pessoas pela polícia (que habitualmente minimaliza as manifestações católicas) lotou no Domingo de Páscoa a praça da catedral de Notre Dame e as ruas vizinhas, para ouvir a primeira reboada oficial dos novos sinos." - Números apenas... faltou garantir que 20% dos presentes não fossem curiosos, e que não houve nenhuma "manifestação católica". Aqui, colocam-se sinos novos na catedral e até os maçons os vão ver, há concerto de órgão e até os comunistas vão aplaudir... etc. Mas pronto... para alguns tem que ser uma manifestação católica e serem mais de 30 mil!

"Nessa mesma data, 850 anos atrás, na presença do Papa Alexandre III, o bispo D. Maurício de Sully colocava a primeira pedra para a construção daquela grandiosa catedral dedicada a Nossa Senhora."
- Assim foi.

"Os sinos originais foram destruídos barbaramente pela Revolução Francesa em 1792, com exceção de um, batizado com o nome “Emanuel”. No século XIX, Napoleão III mandou preencher com sinos de menor qualidade, e carentes de afinação, o vazio, a ponto de os especialistas dizerem que se tratava do pior conjunto de sinos da Europa. Por ocasião de sua bênção ritual os sinos recebem nomes que são gravados no seu bronze. O “Emanuel” foi doado há mais de 300 anos pelo rei Luis XIV e pesa 13 toneladas." - Sim senhor.

"O “Espírito pós-conciliar” opunha-se aos sinos." - Uia... "opunha-se"!? Portanto esse espírito é coisa do passado!? Estamos na restauração então!? Seja lá como for, desde o Concílio Vaticano II que se têm restaurado os sinos e mandado fazer bastantes. Se em algum momento e em algum lugar aconteceu que o clero se tenha oposto aos sinos isso não é nem mais ou menos universal. Aqui em Portugal, por exemplo, os sinos calados não se devem à livre iniciativa do clero, e em muitas cidades, vilas e aldeias, novos aparatos foram adquiridos para que o sino tocasse não só pelas ocasiões acostumadas como passaram a tocar às horas ( na minha cidade os sinos tocam às horas e meias horas, por exemplo). Mas o articulista quer associar a Revolução com o "espírito do Concílio" por querer calar os sinos... pronto...!!!

"Embora se dispusessem do desenho dos sinos originais e das partituras dos carrilhões, quem os faria? Haveria ainda mestres que continuassem o antigo ofício nascido na Idade Média?"
- Fiquei arrepiado ao ler isto... ainda estou, mas é mais que arrepiado! Dá vontade de ter na frente o articulista para lhe esfregar no nariz a página da fundição destes novos sinos da catedral, a CORNILLE HAVARD que faz sinos de todos os géneros tal como CARRILHÕES, que podem ser programados por computador). Mas pode o articulista dizer que esta empresa não fabrica carrilões tão grandes quanto o é o de Notre Dame, ao que eu respondo que o maior carrilhão até ao séc. XVIII foi restaurado há poucos anos (carrilhão da Real Basílica de Mafra - Portugal). Na Idade Media os carrilhões eram inferiores em qualidade e número de sinos aos dos tempos posteriores, mas o articulista aprendeu que a Idade Média é que era isto e aquilo e católica e não sei quê... e acaba por arrastar ao erro os seus leitores mais desavisados. Não há nada na arte de construir carrilhões que hoje seja inferior relativamente à Idade Média! O caso de Notre Dame não é por falta de mestres, certamente.

"A maior dificuldade à existência de sinos provém da oposição de um falso miserabilismo e pseudo espírito de pobreza, em decorrência do qual as igrejas deixaram de tocar os sinos, símbolos de sua riqueza, de seu domínio e poder religioso." - O articulista não tal se visse o número de sinos e carrilhões restaurados, e novos, que apareceram nas últimas décadas. Mas não fez a busca porque já parte do presuposto que na Idade Média é que não sei quê... e que depois do Concílio é que aquilo e outro... e a revolução etc., etc., etc... . É verdade que há uma diminuição do uso do sino, porque as igrejas já não funcionam em pleno e porque há relógios nos pulsos etc... É verdade que há uma diminuição da valorização do sino e que quem o defende já pouco saiba do assunto: por exemplo, havia em Portugal autênticos manuais pesados só para o toque do sino (e havia hierarquia de sinos conforme as suas igrejas para que nunca fossem tocados ao mesmo tempo, e aqui na minha pequena cidade toca primeiro o sino da igreja principal e só segundos depois toca o da outra, e da outra etc...). Cada caso é um caso, e não podemos classificar a Europa pelo que acontece em França lá porque os liberais do Brasil, desde o séc. XIX, semearam entre eles o desejo de serem franceses e quiseram cortar com as suas raízes civilizacionais luso-católicas (belo resultado...). Não se pode generalizar!

"Em alguns casos eles foram substituídos por gravações eletrônicas dessacralizantes e artificiais." - Não me pronuncio, porque nunca escutei as tais "gravações electrónicas dessacralizantes".

"Neste terceiro milênio, após décadas de incansável pregação progressista contra a venerável imagem da Igreja hierárquica, rica e sacral, haveria alguém que quisesse financiar os novos sinos da catedral de Notre Dame?" - Mas afinal... é falta de mestres, ou é falta de dinheiro!?

"Apesar de, em princípio, nenhuma objeção progressista ter consistência para o católico, décadas de propaganda do chamado “espírito pós-conciliar” espalharam uma atmosfera de descrença e respeito humano em relação a hábitos sacralizantes e louváveis como o toque de sinos." - Aqui só tenho visto não católicos contra o toque do sino, dos outros não há queixa. A que se refere o articulista então!?

"Em Villedieu-les-Poèles, cidadezinha da Normandia, uma fundição tradicional — a Cornille Havard — ainda utilizava os velhos métodos de produção dos sinos, técnicas ancestrais que remontam à Idade Média e que poderiam dar vida a réplicas fiéis." - Afinal o articulista sabia da empresa construtora mas não reparou que ela faz carrihões. A técnica da fundição usada para os sinos não remonta à Idade Média, é muito anterior. Mas não é sequer uma técnica de fundição que tivesse parada na Idade Média, romanticamente, é uma técnica usada antes da Idade Média até aos nossos dias e que não serve só para sinos. É uma técnica tão elementar que básica na fundição. Com um forno que ultrapasse pouco mais de 1000 graus pode-se fazer uma fundição de todo o tipo de objectos em bronze. Desde Portugal até à Alemanha, por exemplo, sempre têm havido fundições de sinos, e não adianta inovar muito nos métodos porque não há muito para adiantar. O sino, como outros objectos funcionam com metal incandescente vertido num molde, à semelhança de um bolo (estas explicações são para os leitores curiosos e que nunca pensaram no assunto - veja aqui uma banda desenhada a este respeito).

Bem... O artigo é mais longo. Quero apenas transcrever do artigo algumas coisas realmente bonitas e que o articulista captou:

"O primeiro toque oficial foi o “Grand Solemnel” no Domingo de Páscoa, diante de uma multidão emocionada e entusiasmada:
— “O som dos sinos simboliza a presença de Deus na cidade — comentou um parisiense —, porque seu som é como o próprio Deus: é a suma beleza”.
— “Com o som dos sinos é todo o Universo que se põe em movimento”, acrescentou uma senhora presente na catedral.
— Faith Fuller, turista de São Francisco (EUA), não pôde conter as lágrimas [tinha que ser dos U.S.A.]: “Isto representa 850 anos de história de uma catedral fantástica e eu estou neste momento histórico ouvindo os sinos pela primeira vez. É emocionante e belíssimo”, narrou à rádio oficial alemã “Deustche Welle”.
— “A ideia foi recriar um conjunto de sinos tão magnífico quanto aquele que havia antes da Revolução Francesa”, declarou Paul Bergamo à “Deustche Welle”.
— “Os sinos são uma das vozes da catedral porque ecoam a glória de Deus”, acrescentou o Reitor-Arcipreste da catedral, Mons. Patrick Jacquin.""

Pronto. Agora falta contar que num dos dias em que os sinos estavam expostos no corredor da Catedral para serem admirados, apareceu um grupo de taradas quase despidas a fazer provocação contra bento XVI e a alegrarem-se pela crise de Fé.

Segundo a informação que tenho, não foi apenas um sino que sobrou dos antigos tempos. Foram pelo menos quatro:



Ora, aproveitaram o sino "Gabriel" para fazer os moldes para os novos sinos (cada um em seu tom). Não tive notícia do que foi feito aos outros 3.

Eis a fundição. O metal é vertido dentro dos moldes exterior:

Molde interiores feitos à base de areia (ficam dentro do sino):


O molde exterior é pousado sobre o molde interior. Ficará depois um espaço entre os dois moldes que irá ser preenchido de bronze encandeceste. Finalmente depois do arrefecimento do metal, será retirado o molde exterior, e mais tarde o sino.


Os sinos transportados:





Sino dedicado a Bento XVI
Toda a cerimónia de bênção dos sinos:

A GALIZA VOTA LÍNGUA PORTUGUESA

(Fonte: R.R.)

"O parlamento da Galiza vota esta terça-feira uma iniciativa popular para "o melhor aproveitamento da língua portuguesa" na região. É uma proposta que conta com mais de 17 mil assinaturas e que chega ao governo regional como algo que é "exigido pela sociedade" como "uma evidência", assegura um dos seus promotores.

O empresário galego Xosé Carlos Morell vai apresentar a "Iniciativa Paz-Andrade" (IPA) aos quatro partidos com assento parlamentar e explicou à Renascença quais os objectivos desta proposta que pretende criar pontes com a lusofonia e beneficiar das grandes semelhanças linguísticas entre o galego e o português. "Pretendemos que nós, galegos e galegas, tenhamos acesso, por intermédio das instituições públicas, à riqueza da língua portuguesa", afirma. 

"A nossa iniciativa legislativa concretiza-se de três maneiras: a primeira visa uma presença da língua portuguesa no ensino da Galiza", diz. Xosé Carlos Morell, que trabalha como director de exportações de um grupo galego de adegas, considera haver "um défice" neste campo, "já que outras comunidades autónomas do Estado espanhol têm esta presença" e a Galiza, "tendo a mesma língua ou uma língua similar a Portugal, não tem quase nada". Esta região espanhola tem menos de 600 estudantes "que têm o privilégio", na opinião dos promotores da iniciativa, de "aprender português", enquanto na Estremadura e na Andaluzia são "dezenas de milhares", indica o empresário.

Em segundo lugar, a IPA pretende "o relacionamento, a vários níveis das instituições galegas de todo tipo - económico, cultural, ambiental - com os países lusófonos e que esses países também participem nas actividades galegas".

Xosé Carlos Morell refere ainda a parte da proposta que está mais perto de se materializar: "Algo que já se aprovou no parlamento galego, que é a recepção das televisões e rádios portuguesas no nosso território. Há uma directiva europeia que convida os governos a facilitar isto. Na Galiza, certamente por motivos técnicos, o assunto ainda não está resolvido".

"Foi na 'Gallaecia' que nasceu a língua portuguesa"
Quanto às vantagens que esta iniciativa pode ter para os próprios portugueses, Xosé Carlos Morell considera que são várias, embora sublinhe o peso relativamente pequeno da comunidade galega quando comparada com a comunidade lusófona.

"Somos 2,8 milhões de habitantes, mas o facto de a língua portuguesa poder ser existir em mais um Estado-membro da União Europeia pode ter para Portugal consequências positivas, tanto como para nós", defende. 

O empresário lembra ainda as possibilidades ao nível cultural. "Foi na 'Gallaecia' que nasceu a língua portuguesa" e a actual iniciativa pode potenciar a disseminação do português actual "já espalhado pelo mundo".

A terminar, Xosé Carlos Morell dá ainda um exemplo de como a língua portuguesa pode facilitar as relações de negócios entre os países que a partilham. "Na semana passada estive em São Paulo, no Brasil, e também em Florianópolis, onde tenho uma muito boa relação em geral com os empresários de lá", começa por explicar. "O nosso grupo de adegas iniciou a sua actividade na China, que actualmente representa uma parte muito importante do nosso volume de facturação através de Macau, [resultado de] contactos feitos através de empresários da hotelaria e do sector da importação de vinho que têm relação com Portugal e, através de Portugal, connosco."

Esta iniciativa legislativa popular, que pretende aproximar ainda mais os galegos dos portugueses, vai ser debatida e votada na sessão plenária do parlamento da Galiza por volta das 10h00 (hora de Lisboa).

No que toca à aprovação da proposta no parlamento, a comissão promotora acredita no sucesso da iniciativa. "Confiamos que sejam uns dignos representantes do povo que dizem representar. Não deve haver nenhum motivo de tipo ideológico ou programático que impeça que os partidos dêem o seu apoio a esta iniciativa.""

15/05/13

TODOS CONTROLADOS NO PLANO "VIRTUAL".

Colocando na Internet suas fotos pessoais com comentários diversos, a maioria de utentes nem sequer adivinha que, involuntariamente, corre o risco de ficar sob o controle de muitas pessoas e entidades interessadas. Uma série de companhias especializadas em software está desenvolvendo aplicações para vigiar a actividade de pessoas por meio de dados disponíveis em redes sociais. (continuar, aqui)

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