15/04/13
O PRIMEIRO MÊS DO HUMILDE PONTIFICADO

No primeiro mês de pontificado do Papa Francisco (1):
1 - Um desenho num gesso de perna;
2 - Mais uma moça muçulmana com os pés lavados;
3 - Bucólica recordação dos "odores ouvinos";
4 - Um frade fransicano garantido para um posto secundário na Cúria Romana;
5 - Desmantelamento expresso e sistemático dos restauros litúrgicos feitos gradualmente nos oito anos do pontificado de Bento XVI;
6 - Criação de uma Comissão que em Outubro agirá para ver como reformar a Cúria Romana;
7 - Telegrama enviado por motivo da morte da Baronesa Margareth Thatcher;
8 - Poupança de 250€ em musetas;
9 - Poupança de 300€ em sapatos encarnados;
10 - Poupança de 235€ mensais e perca de tempo em passeios pelas salas do Palácio Apostólico para desligar luzes que ache desnecessárias;
11 - Poupança de 750€ anuais na manutenção da limusina (Mercedes 90) que já utilizavam os papas anteriores;
12 - Gasto de 20000€ na blindagem e detalhes no Fiat Siena no qual se passei agora;
13 - Gasto de 800000€ no projecto e instalação do novo sistema de segurança na Casa de Santa Marta;
14 - Gasto de 1245€ de chamadas telefónicas pessoais para a Argentina;
15 - Gasto de 2000€ pela passagem e alojamento de Mons. Poli, chamado urgentemente ao Vaticano para receber instruções sobre o seu papel como novo Arcebispo de Buenos Aires;
16 - Gasto previsto de 5000€ anuais para redactores de homilias e discursos (2);
17 - Gasto de 3000€ mensais com a ocupação de uma suite na Casa Santa Marta habitualmente reservada por Cardeais;
18 - Gastos de 5000€ na pintura e acondicionamento nos aposentos pontifícios que, afinal, não vão ser usados.
Eis um cheiro da humilde reforma franciscana.
(de Wanderer)
____________________________
(1) - Lista incompleta.
(2) - É natural, tanto mais que o Papa não tem bagagem teológica para mais de um mês (é um jesuíta que não terminou o doutoramento em teologia, e foi mandado à Alemanha para o terminar sem entender a língua - não se sabe se terminou).
14/04/13
SEFARDITAS COM "DIREITO" À NACIONALIDADE PORTUGUESA
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| Sinagoga de Lisboa |
A ocupante de Portugal, a republiqueta, aprovou uma "lei" dela, contrária a Portugal, e que vai directamente contra as Cortes de Lamego (da fundação de Portugal). Diz a "lei" que eles fizeram que os descendentes sefarditas que o demonstrem ser, passam a ter direito à cidadania portuguesa.
Ora... como bem sabemos, os mouros e os judeus estavam como estrangeiros na nossa Pátria por tempo incerto tirando e dando proveito mútuo. Quando o Rei achou por bem cessar essa estada, à qual hoje chamam mal de "expulsão", o fez apenas às "religiões" não católicas (muçulmana e judaica) e não ao sangue. O Rei não proibiu cristão de sangue mouro ou judaico ganhar cidadania portuguesa, e assim permanecer.
Agora, a "lei" dos ocupantes deste Reino de Portugal diz que os descendentes de sefarditas (e sobre os mouros nada é dito, eles contam hoje tanto como têm contado os católicos nos campos de concentração misturados com judeus) podem adquirir cidadania portuguesa apenas por via de parentesco. Ora, eu, português, caso tenha sangue sefardita vou reclamar também a nacionalidade israelita! Mas... há um problema: os meus possíveis consanguíneos conseguem fazer aprovar uma lei no espaço de um mês porque um deles choramingou, mas os que comigo estiverem dispostos a adquirir nacionalidade israelita não conseguiremos demorar menos de 2 meses...ou 4... talvez um ano ou nunca! Eles estão organizados previamente porque se movem em "organização"... quanto a nós não, porque há gente estranha e poderes maiores dentro do nosso sistema!
Notícia dada pela Rádio Renascença, com direito a uma ou outra esperada parvoíce (daquelas hoje repetidas até não se ter de pensar para dizê-las). Entre aqui e desespere um pouquinho.
13/04/13
CAVALO LUSITANO - PORTUGAL
Das três raças portuguesas, o cavalo Lusitano (Puro Sangue Lusitano) é a mais conhecida das raças e é o mais antigo cavalo de sela (montado há mais de 5000 anos). Cavalo de excelência pela variedade das suas qualidades e grande beleza.
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| Estátua - Beato Nuno Alvares Pereira "Santo Condestável de Portugal" Mosteiro da Batalha - Portugal |
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| Guarda Nacional R. em frente ao Mosteiro dos Jerónimos |
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| gravação do "Senhor dos Anéis" |
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| O cavalo mais adequado à corrida de touros |
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| Cavalo Lusitano, albino. |
CAVALO GARRANO - PORTUGAL
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O cavalo Garrano é uma das três raças portuguesas. Raça antiquíssima do norte de Portugal. É pequeno e vivem em estado selvagem agora que não é mais usado para auxílio humano nos trabalhos de carga. É um animal resistente às dificuldades, simpático e apreciado. Pode ser apreciado no norte de Portugal em estado semi-selvagem, despreocupado, nas montanhas, tolerando bem o contacto humano.
CAVALO SORRAIA - PORTUGAL
O cavalo Sorraia é uma raça portuguesa em extinção (200 cavalos)e que está na base das novas raças da América, por ter sido o único que se adaptava bem às viagens marítimas. Como é um dos cavalos primitivos europeus está também na base das várias raças europeias. Tem crinas bicolor e as patas "zebradas" como características que mais se realçam à vista.
12/04/13
O MOVIMENTO LITÚRGICO - LIVRO (III)
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| Dom Guéranger |
O MOVIMENTO LITÚRGICO
Pe. Didier Bonneterre
(continuação)
INTRODUÇÃO
O Movimento Litúrgico de Dom Guéranger a Aníbal Bugnini
O Movimento Litúrgico de Dom Guéranger a Aníbal Bugnini
ou
O "Cavalo de Tróia na Cidade de Deus"
A relação que sugere este título parecerá talvez ao leitor algo ousada. Contudo não somos nós quem viu um grau de parentesco entre o autor das "Instituições Litúrgicas" e "o coveiro da Missa", são as próprias autoridades romanas.
A 20 de Janeiro de 1975, Paulo VI escrevi ao Abade de Solesmes:
"Comprovo a solidez e a irradiação da obra de Dom Guéranger, em quem o Movimento litúrgico contemporâneo saúda ao seu percursor."
Já o "Proemium da Institutio Generalis" do novo missal [Missal de Paulo VI] pretendia que as reformas contemporâneas eram a continuação da obra de S. Pio X:
"O Vaticano II levou a cabo os esfórços de aproximar os fiéis à liturgia, esfórços empreendidos durante estes quatro séculos e principalmente numa época recente, graças ao zelo litúrgico empreendido por S. Pio X e seus sucessores."(1)
"O Vaticano II levou a cabo os esfórços de aproximar os fiéis à liturgia, esfórços empreendidos durante estes quatro séculos e principalmente numa época recente, graças ao zelo litúrgico empreendido por S. Pio X e seus sucessores."(1)
Assim, e poderíamos multiplicar os testemunhos ao infinito, os "liturgistas mais avançados" e a mesma "Igreja Conciliar" julgam haver uma continuidade, incluso um "desenvolvimento homogéneo", no "movimento litúrgico", entre Dom Guéranger, S. Pio X inclusivamente, e Aníbal Bugnini.
Eis aí a impostura a não não tolerar! É por isto que nos temos esforçado em mostrar que este movimento sofreu um desvio. Por certo, historicamente, Dom Guéranger e S. Pio X estão na origem do "Movimento litúrgico", mas é pernicioso pretender que este movimento, ao menos nas suas formas contemporâneas, seja o herdeiro daquele pensamento, todavia pior, que seja a continuação daquela obra. Para que isto se torne mais facilmente entendível há que estudar a história do "Movimento litúrgico", mediante a evidência dos factos, os precoces desvios deste grandioso empreendimento que poderia ter dado tanto à Igreja.
O Sr. Vaquié, na sua notável obra "La Revolucion Liturgique", sugeriu um estudo sobre o assunto:
"É desejável que este período pré-conciliar seja objecto de estudo. Veremos então os progressista trabalhando, apurando os seus argumentos e posicionando o seu pessoal para o ataque decisivo."(2)
Possa então este estudo dar resposta a tal proposta! Ele pode aclarar alguns pontos até agora confusos, pode, principalmente, fazer compreender que a revolução litúrgica contemporânea não é o fruto de uma geração espontânea, mas sim ao contrário, é o resultado de um longo e paciente trabalho de picareta!
Já o Abade de Nantes abordava este assunto num artigo intitulado "De Onde Veio Esta Reforma?"(3). Mas a conclusão da investigação do Abade de Nantes difere enormemente da nossa. Para ele o "Movimento litúrgico" era uma coisa excelente sobre a qual não deve ter-se reserva alguma; tal movimento só poderia resultar numa boa e santa reforma litúrgica e, se a reforma se desviou, foi por culpa de Paulo VI, único responsável do desvio. Para nós, contrariamente, o "Movimento litúrgico", obra magnífica primordialmente, conheceu desde depois graves desvios, e, por um processo comum em toda a revolução, ou seja, por uma "superação permanente", o "Movimento" chegou, muito antes do Concílio Vaticano II, a renegar por completo as suas origens, e a pregar um reformismo que não podia resultar senão numa nova missa. Par nós, Paulo VI, e não procuramos com isto declará-lo inocente, não é o responsável do desvio de uma reforma que deveria ter sido boa. Para nós, de certa forma, é um ensaio feito por um guião no qual não se consta como actor principal. Antes do Concílio Vaticano II, o novo Ordo Missae já estava concebido, fruto letal dos desvios do "movimento litúrgico".
Longe de ser negativo, este estudo permitirá discernir entre o que deve ser defendido e guardado preciosamente no "Movimento litúrgico" e aquilo que não pode ser aceite. Contudo, mais importante, é que nós que trabalhamos para manter a liturgia católica sejamos verdadeiros herdeiros e continuadores da obra de Dom Guéranger e S. Pio X. Fazemos nossa a vontade de S. Pio X:
"Sendo nosso mais vivo desejo que o verdadeiro espírito cristão refloresça em todas as ormas e mantenha em todos os fiéis, é necessário antes de mais, provir a santidade e a dignidade do templo onde os fiéis se reúnem precisamente para encontrarem ali esse espírito na sua fonte primigenia e indispensável, a saber: a participação activa nos sacrosantos Mistérios e a oração pública e solene da Igreja." (4)
"Sendo nosso mais vivo desejo que o verdadeiro espírito cristão refloresça em todas as ormas e mantenha em todos os fiéis, é necessário antes de mais, provir a santidade e a dignidade do templo onde os fiéis se reúnem precisamente para encontrarem ali esse espírito na sua fonte primigenia e indispensável, a saber: a participação activa nos sacrosantos Mistérios e a oração pública e solene da Igreja." (4)
RASCUNHOS ASCENDENS (IV)
X RASCUNHO
RESPOSTA À CARTA ABERTA DE MONSENHOR NICOLA BUX
Londres, 22 de Março de 2012.
Monsenhor,
Numa carta aberta do 19 de Março, dirigida a Mons. Fellay e a todos os sacerdotes da FSSPX,
XI RASCUNHO
"Andar na berlinda"... no geral isto se diz do "andar na berra", mas poucos sabem já o que é uma berlinda. Para o colmate, deixo um texto sobre uma berlinda
real, que está no Museu dos Coches:
"É o único carro nobre cujo cabeçal alçado traseiro foi intencionalmente feito e encoirado para melhor descanso do Moço da tábua.
Com
pilares dourados e jogos a encarnado e ouro tem no tejadilho maçanetas
de bronze e pregaria piramidal; é internamente forrado de veludo e
exteriormente de lona pela coberta, tendo ao centro dela, em pintura, o
Brasão português, acompanhando nas ilhargas pelo poligrama seguinte,
pousado num açafate por entre ramagens, que o envolvem:
Cifra desdobrável nas maiúsculas cursivas D. M. P. R. P. - iniciais de D. Miguel Primeiro Rei Portugal.
(Noutras
alfaias para serviço do mesmo Senhor, como se vê no xairel do seu selim
à militar, aparece, como inscrição simplesmente D. M.)
O
primeiro destes nombramentos remonta ao 2º ano do governo de S. M.
El-Rei o Senhor D. Miguel, em que a capa externa do tejadilho desta
berlinda foi restaurada (antes deturpada), mascarando-se o primeiro
encoiramento com uma tela de grosseiro canhamaço, toscamente pintada.
Daqui o facto de ser tradicionalmente conhecida, nos últimos tempos,
pelo nome de D. Miguel [note-se a forma tendenciosa e partidário do
autor deste texto - para quem há que dar o devido desconto].
E de ordem preventivamente declarar-se que não há, neste modo de dizer, a mínima preocupação partidária. [Veja-se... veja-se o que o autor diz no seu livro supostamente dedicado aos coches...]
Conquanto nesta polémica (quando em acção) se dava sempre jurisprudêncialmente
distinguir entre política da Pessoa e política do Regime, devo, todavia,
confessar que nenhum suspeito preconceito preside à direcção de
semelhante frase. [Sendo o tema de coches, é de estranhar a carga
política do texto! Que mais virá?!]
Tendo
o Senhor D. Miguel sido proclamado Rei nas Cortes dos Três Estados,
convocadas segundo o antigo estilo, ficou ipso facto com direito ao
título honorífico de Majestade. [Pois é... começou a tese liberal
tardia. Mas se o autor reconhece tais Cortes e o acto que produziram,
como em vez de dizer que D. Miguel era então Rei apenas o diminui a um
"título honorífico"? Está claro... Continuemos então...]
E
com este teor assinou muitos documentos públicos da Régia sanção, desde
1828 até a sua capitulação em maio de 1834, após as derrotas
miguelistas de Torres Novas, Almoster, Leiria, Asseiceira e Evora-Monte.
[Note-se a relevância dada à citação das terras, tema secundário dentro
de um tema secundário. Há dúvidas?]
Por
outro lado, o desterro não aniquila a consanguinidade. E, se esta é compatível com o desafecto, é inconciliável com o desrespeito. [Neste
momento dá vontade de deitar o livro janela fora... Tivesse sido o autor
suficientemente educado para não faltar ao respeito aos Reis a quem
deve dobrar o joelho.]
Escrevendo-se
um livro dedicado à alta Pessoa reinante de um Seu augusto Aparentado,
seria por certo menos cerimonioso o uso - deprimente pelo seu contraste -
de qualquer outro tratamento. [É caso para concluir que tal obstinação é
suficiente para mandar o autor ao confessionário!]
Os
Mestres da Corte, ao tempo de SS. MM. os Senhores Reis D. Pedro V e
Dom Luís I - de viva saudade - (como fazia o palaciano e sábio
Conselheiro Sr. António José Viale) sempre assim ensinaram os seus
Régios pupilos, sem que aulico algum os encoimasse de absolutistas
por declararem que o Irmão de Sua Majestade o Senhor D. Pedro IV havia
governado, como Rei, toda a monarquia (excepto a Ilha Terceira).
[Note-se que o autor tenta "limpar-se"comprometendo o ensino com a cepa
liberal. A moral do autor não é tanta quanto as voltas que dá.]
Nem
tão pouco o erudito Lente do Curso Supremo de Letras foi suspeito de
nascendo traidor à pátria por chamar ao primeiro usurpador - Senhor D.
Filipe I, Rei de Portugal. [É interessante ver como o autor abandona o
assunto, pega a oportunidade má, e constrói todo um ataque
carregadamente liberal de tal forma que vai construindo a sua própria
defesa perante a liberal monarquia Reinante. Incrível... Onde ficou a
berlinda...]
Era o facto, conquanto o facto nem sempre objectivamente o direito.
Era o facto, conquanto o facto nem sempre objectivamente o direito.
Bem
sabia o abalizado Professor que contra a Senhora Dona Catarina, Filha
do Senhor Infante D. Duarte, Esposa do Sr. D. João de Bragança (única
Neta de Sua Majestade o Rei Senhor D. Manuel, Filha de Pai e Mãe
portugueses e casada com um Senhor português) nada juridicamente podiam -
nem este Monarca (intruso, por fim), nem Manuel Felisberto, Duque de
Saboia, Filho da Senhora Infanta Dona Brites - nem o Senhor Dom António,
Prior do Crato, filho (não legítimo) do Senhor Infante D. Luís - nem
Rainucio, príncipe de Parma, Filho da Senhora D. Maria, Filha do
Senhor Infante D. Duarte - nem a Rainha da França, Catarina de Medicie,
alegando (improvavelmente) descender do Rei Senhor D. Afonso III e de
sua primeira Mulher, a Condessa Matilde - nem o papa Gregório XIII,
considerando o Reino como espólio devoluto à Santa Sé pelo facto do
Senhor D. Henrique haver sido um Cardeal. [Se o nome "D. Miguel" deu ao
autor este despejo de raiva, nas tantas linhas, como não acreditar que
tantos e tantos livros o fizeram pela monarquia liberal fora?!]
Tudo
isto optimamente conhecia o autorizado Condervador da Biblioteca
Nacional de Lisboa; mas também não pôde com cortesia esquecer que o Snr.
D Filipe - I de Portugal, II da Espanha - era Neto de El-Rei o Senhor
D. Manuel, por ser Filho da Senhora Infanta D. Isabel, Esposa de Carlos
V, Rei de Espanha e Imperador da Alemanha. [É incrível que chega o autor
a entre-por disfarçadamente a argumentação liberal contra a legitimida
XII RASCUNHO
XIII RASCUNHO
Caros leitores, difundam este artigo por caridade.
O blogue ASCENDENS não partilha da opinião sedevacantista, nem nunca partilhou dela.
O blogue ASCENDENS não aceita e nunca aceitou colaborações de âmbito sedevacantista.
O blogue ASCENDENS, ao longo do tempo, tem vindo a combater a a convicção sedvacantista.
Eu, tenho recebido informações muito tristes. Pois há pessoas que se dizem tradicionalistas mas, lamentavelmente, difundem-me como apoiante das opiniões sedevacantistas!
Eu, tenho recebido informações muito tristes. Pois há pessoas que se dizem tradicionalistas mas, lamentavelmente, difundem-me como apoiante das opiniões sedevacantistas!
Quem
são essas tais pessoas que espalham o erro? Essas pessoas apresentam-se
como minhas amigas ou conhecidas, mas difundiram essa falsidade sem NUNCA
me terem consultado nem ouvido de mim tais coisas. Ora, tal falta, que
não é leve (pecado mortal de calúnia, ou juízos temerários), há que
combater mais para benefício deles do que meu.
A cruz que cada um carrega é uma boa cruz, mas livre-se alguém de fazer pesar a cruz aos outros. Assim, com este artigo, ofereço a esses a oportunidade de passarem a ser Simão de Sirene e deixarem de ser verdugos.
A essas pessoas que assim me acrescentam peso à cruz, e que nunca souberam apontar qual das minhas afirmações lhes fez concluir o que difundem,
A cruz que cada um carrega é uma boa cruz, mas livre-se alguém de fazer pesar a cruz aos outros. Assim, com este artigo, ofereço a esses a oportunidade de passarem a ser Simão de Sirene e deixarem de ser verdugos.
A essas pessoas que assim me acrescentam peso à cruz, e que nunca souberam apontar qual das minhas afirmações lhes fez concluir o que difundem,
D. JOSÉ DA COSTA NUNES CARDEAL PATRIARCA DAS ÍNDIAS ORIENTAIS - A MAÇONARIA
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| Cardeal Costa Nunes, D. José, Patriarca das Índias Orientais |
Há poucos anos o Grão-mestre da Loja do Grande Oriente Lusitano, António Reis, numa das sua aparições televisivas, afirmou que D. José da Costa Nunes, Cardeal patriarca das Índias Orientais, foi maçon e ajudou João XXIII a preparar o Concílio Vaticano II. Meses antes de António Reis subir ao cargo o anterior Grão-mestre António Arnaut tinha declarado ao seminário Expresso: "A Maçonaria sempre teve no seu seio grandes figuras da igreja Católica e de doutros credos", e deu os nomes dos portugueses D. José da Costa Nunes e de D. António Alves Martins (bispo de Viseu).
Seria justo que estas informações fossem acompanhadas de fundamentação, porque a honestidade nunca foi qualidade que a sociedade atribuísse aos maçons. Mas, independentemente disso, a atribuição contrária é feita desde os locais de poder. As figuras de renome são hoje usadas pela maçonaria para atrair os vários grupos sociais... Dou o exemplo do texto escrito, a vermelho, no folheto de informação do Museu de Angra do Heroísmo em cooperação com o Museu Maçónico Português por motivo da exposição "A Maçonaria nos Açores", ao fundo da primeira página (aqui). Estes eventos, sem qualquer censo, foram patrocinados pelo governo.
Não há dúvidas que o Cardeal Costa Nunes e o bispo de Viseu D. António Alves Martins têm um pensamento totalmente compatível com a maçonaria do seu tempo, mas é verdade que os Gão-mestres mencionados não tiveram que apresentar provas a quem os repetiu e seguiu, incluindo organismos sociais e comunicação social!
RASCUNHOS ASCENDENS (III)
V RASCUNHO
O infante D. Miguel regressou a Portugal em 22 de Fevereiro de 1828
depois de uma passagem por Paris e Londres, onde foi recebido por Carlos
X e Jorge IV. A 24 daquele mês era empossado na regência e a 26 jurava
de novo a Carta. O ministério então constituído - duque de Cadaval, José
António Leite de Barros, Luís de Paula do Rio de Mendonça, conde de
Loulé e conde de Vila Real - Era quase todo formado por absolutistas. D.
Miguel apercebeu-se do enorme apoio que granjeava nos mais diversos
sectores da população portuguesa e que se traduziu, por exemplo, na sua
aclamação como Rei de Portugal pelos senados das cidades de Coimbra,
Lisboa e Aveiro. No mês seguinte, pressionado pelos seus partidários,
dissolveu as câmaras (13/03/1828) e convocou Cortes (05/05/1828) à
maneira antiga, com representantes dos três estados. Nelas foi aclamado
Rei, título que assumiu a partir de 30 de Junho de 1828. A monarquia
absoluta regressava, mas não sem alguma resistência [liberal].
VI RASCUNHO
Se em Portugal temos tudo deixado
em armários fechados e muito discreta e raramente abertos, na Espanha os
armários são lembrados para, discretamente, deixar esquecidas obras
comprometedoras. O português tradicionalista que busque nos actuais
movimentos espanhóis (da hispanidad) algum conforto acabará por
encontrar o absurdos se se mantiver honesto. O brasileiro monárquico
encontrará mais provavelmente contrariedades, dificuldades, e repugnará
então o Carlismo por este assentar na legitimidade. Mas sobre a
legitimidade assentam
É
louvável o Carlismo espanhol em toda a sua intenção... Em França
acontece algo semelhante, em Portugal mais ou menos (o absolutismo-
miguelismo). A bem ver, todo um fenómeno idêntico aconteceu na Europa
com a enfermidade que alcançou as monarquias por se transformarem
tradicionais em liberais. O liberalismo varreu as Américas e teve todo o
espaço.
A hipanidad, tem um fim muito louvável e
poderia ser imitada, caso se garantisse primeiro uma imunidade ao que de
"estranho" tentar vir de fora.. Assim, infelizmente, a hispanidad foi
absorvendo elementos "estranho", e criando outros entre si
VII RASCUNHO
O infante D. Miguel regressou a Portugal em 22 de Fevereiro de 1828 depois de uma passagem por Paris e Londres, onde foi recebido por Carlos X e Jorge IV. A 24 daquele mês era empossado na regência e a 26 jurava de novo a Carta. O ministério então constituído - duque de Cadaval, José António Leite de Barros, Luís de Paula do Rio de Mendonça, conde de Loulé e conde de Vila Real - Era quase todo formado por absolutistas. D. Miguel apercebeu-se do enorme apoio que granjeava nos mais diversos sectores da população portuguesa e que se traduziu, por exemplo, na sua aclamação como Rei de Portugal pelos senados das cidades de Coimbra, Lisboa e Aveiro. No mês seguinte, pressionado pelos seus partidários, dissolveu as câmaras (13/03/1828) e convocou Cortes (05/05/1828) à maneira antiga, com representantes dos três estados. Nelas foi aclamado Rei, título que assumiu a partir de 30 de Junho de 1828. A monarquia absoluta regressava, mas não sem alguma resistência [liberal].
VIII RASCUNHO
"Pelas
nove horas da manhã veio o Deão D. José Manuel à Igreja na qual o
esperavam vários ministros deputados para assistirem a esta função.
Estavam já preparados os Acólitos com turibulo, naveta e a caldeirinha
de água benta. Revestiu-se de Pontifical com capa, e mitra encarnada, e
benzeu as cruzes que estavam expostas sobre a credência com todas as cerimónias prescritas no Pontifical Romano.
Finalizada a bênção, genuflectiu para adorar e beijar uma das cruzes, o que também fez Sua Majestade e Altezas, que assistiram ao acto, depois dos dois Bispos de Patra e Nankim, que também estavam presentes: logo os Cavalheiros, e ultimamente o Provincial e Guardião do novo Convento.
Finalizada a bênção, genuflectiu para adorar e beijar uma das cruzes, o que também fez Sua Majestade e Altezas, que assistiram ao acto, depois dos dois Bispos de Patra e Nankim, que também estavam presentes: logo os Cavalheiros, e ultimamente o Provincial e Guardião do novo Convento.
Feita
a bênção das cruzes, foi benzer os painéis dos Altares, dando princípio
a esta cerimónia, começando pelo primeiro à entrada da igreja da parte
do Evangelho e em que se veneram a imagem de Cristo crucificado, nossa
Senhora, e S. João Evangelista. E para continuar a bênção dos
mais painéis, paramentou-se de ornamentos brancos e foi benzer o
Altar mor, cuja pintura ostenta a imagem de Maria Santíssima oferecendo o
menino Deus a Santo António. Depois [seguiu-se] o do cruzeiro da parte
do Evangelho, em cujo Altar se acha colocado o Santíssimo Sacramento, e
continuou a bênção dos mais painéis distribuídos pelos Altares
das capelas. Estando a cerimónia concluída, entrou na Sacristia e benzeu
o cofre em que se haviam de expor as relíquias, os paramentos de todas
as cores tal como as alvas, amictos e cordões que estavam postos em cima
dos caixões e bancos por sua ordem [devida].
Concluído este acto, foram à capela mor buscar a cruz que no pavimento do Presbitério estava arvorada como já se disse, e a
Concluído este acto, foram à capela mor buscar a cruz que no pavimento do Presbitério estava arvorada como já se disse, e a
IX RASCUNHO
Estava eu a consultar e-mails antigos quando dei por parte da
correspondência com o famigerado "Alef Tau", mais conhecido por
"Alef", que continua a espalhar o erro no "Formum Paroquias".
Nesta
correspondência aparece o tema do "apagão", assunto antigo em que o
blogue ASCENDENS, em tempo, eliminou da caixa de comentários uma
significativa quantidade de estagnes que não tinham sido sujeitas a
aprovação ("moderador"). Tais comentários não se sujeitavam a qualquer
tipo de regra, vinham em massa e em grupo
09/04/13
CANTERÍA ( Nociones de construcción )
Eis um grupo de disciplinas tecnico-artísticas que me interessam. Espero que despertem também o interesse de alguns leitores.
08/04/13
PORTUGAL NA CAPELA SIXTINA - O RESGATE DOS ESCRAVOS E O ROSÁRIO
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| "Os dois homens pendurados no rosário do fresco mais famoso da Capela Sixtina, O Juízo Final, de Miguel Ângelo, simboliza a evangelização portuguesa na Índia e em África." |
Os feitos portugueses causaram muita admiração em Roma; e Deus quis que Miguel Ângelo desse testemunho disso, para os que haveriam de vir, no painel principal da Capela Sixtina (sobre o altar mor), pintando a cena "o resgate dos escravos" (na qual Portugal com um longo rosário faz subir a África e a Índia).
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| Portugal lançando um rosário |
"Entre as dezenas de figuras desenhadas por Miguel Ângelo na famosa
pintura "Juízo Final" - almas perdidas, anjos, demónios, apóstolos e
santos - destacam-se dois homens pendentes num Rosário, em movimento
ascendente de salvação.
Eles estabelecem uma relação simbólica com Portugal. São um negro e um indiano agarrados a um terço. O primeiro representa o continente africano, o segundo o mundo oriental e o rosário a oração.
Falta um índio da América - facto que talvez se possa atribuir à animosidade que então reinava contra os espanhóis. Mas a mensagem é clara: levado pelos missionários portugueses, o Evangelho salvaria o novo mundo do fim dos tempos." (Vera Moura - blogue Cavalo Selvagem)
Eles estabelecem uma relação simbólica com Portugal. São um negro e um indiano agarrados a um terço. O primeiro representa o continente africano, o segundo o mundo oriental e o rosário a oração.
Falta um índio da América - facto que talvez se possa atribuir à animosidade que então reinava contra os espanhóis. Mas a mensagem é clara: levado pelos missionários portugueses, o Evangelho salvaria o novo mundo do fim dos tempos." (Vera Moura - blogue Cavalo Selvagem)
![]() |
| Será que foi aqui respeitada a ordem cronológica e o índio é aquela figura na nuvem, de mãos postas, que olha para Portugal mas ainda não está a ser puxado? |
O RESGATE DOS ESCRAVOS E OUTROS BENS DADOS POR DEUS
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| Infante D. Henrique |
"Com estes cativos soube o Infante muitas coisas das quais tanto desejava, e foram elas de qualidade que o Infante as mandou significar ao Papa Martinho V, como primícias de tão novos furtos. O qual, a petição do Infante, fez perpétua doação à Coroa destes Reinos de toda a terra que se descobrisse por este mar Oceano do Cabo Bojador até às Índias inclusive; e para todos os que nesta conquista morressem concedendo Indulgência plenária. E depois confirmaram esta doação o Papa Eugénio IV, e Nicolau V, e Sixto IV que mais que todos a ampliou, pondo excomunhão e interdito aos outros Príncipes e pessoas que nas ditas terras entrassem sem licença dos Reis de Portugal. E além dos quintos que o Infante para a Ordem de Cristo já tinha por ElRei concedidos, também o Infante D. Pedro, seu irmão que então governava o Reino, lhe fez mercê que ninguém pudesse passar aquela conquista sem sua especial licença. Com estas mercês e graças começou o Infante a prosseguir sua conquista com mais poder e autoridade, e com menos pregas e maldições. E porque Antão Gonçalves lhe disse que alguns daqueles mouros queriam dar por seu resgate certos escravos da Guiné, de cujos ardores a gente tanto fabulava, o mandou o Infante outra vez continuar em seus descobrimentos; e estando para partir aconteceu que um Baltazar, gentil-homem da Casa do Imperador Frederico III, que ele mandara ao Infante para na conquista de África ganhar honra e ser armado Cavaleiro, pediu licença ao Infante par ir naquele descobrimento da Guiné, como a mais nova coisa em que então se falava no mundo; porque desejava ver-se em uma grande tormenta que depois pudesse contar na sua terra: e sucedeu-lhe tanto ao certo que, tendo eles partido, lhe sobrevoei um temporal tão grande e temeroso que chegou, segundo dizia o estrangeiro, nunca tal tinha visto. Todavia sossegado o vento, chegaram ao Cabo já deles conhecido, onde alcançaram pelo resgate dos cativos, que levavam: dez negros de terras diferentes e uma boa quantidade de ouro em pós, que foi o primeiro que nestas partes se resgatou.
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| Nuno Tristão - em Bissau |
Depois, no ano de 1443, Nuno Tristão descobriu a ilha de Arguim, e outras junto dela, a que chamaram "das Garças" por haver nelas tantas que serviram de refeição ao navio; e das ilhas trouxe a este Reino mais de quarenta negros cativos que cá se estimaram muito por sua estranha figura. Vendo o ouros e os escravo, e a esperança que davam os ministros deste descobrimento, começou o povo a confessar a bondade da conquista rompendo todos a uma voz em louvores ao Infante em tudo o que ele queria e servindo-o animosamente. E os primeiros foram os moradores de Lagos, por serem mais vizinhos ao Infante; os quais se ofereceram liberalmente e armaram à sua custa seis caravelas e por Capitão delas um Escudeiro honrado chamado Lançarote, que fora Moço da Câmara do Infante. E não fizeram mais em sua viagem que trazer de mais estima, pelas informações que deles tomava."
(...)
"E quando frutificou em louvor de Deus a Cristandade destes homens do Congo pela conversão do seu rei, tão pouco aproveitou o que ElRei fez no requerimento d'ElRei de Benij, cujo senhorio está entre o Congo e o castelo de S. Jorge da Mina. Porque no ano do Senhor mil e quatrocentos e oitenta e seis também este rei de Benij mandou pedir a ElRei D. João que lhe mandasse sacerdotes para doutrinarem na Fé de Cristo ao qual se queria de novo converter. E trouxe este Embaixador, um João Afonso de Aveiro, que tinha já descoberto naquelas partes uma grande ilha que se chamou com o seu nome (e também foi o primeiro que trouxe a este reino pimenta da Guiné que nós chamamos de rabo, e não tão boa como a da Índia). Mas como ElRei de Benij pediu os sacerdotes, mais por se fazer poderoso com nosso favor contra seus inimigos, que com desejo de baptismo aproveitaram pouco os Ministros dele que ElRei lhe tinha mandado com uma feitoria para o proveito que davam os escravos de Benij ao trato do ouro da Mina; os quais ElRei mandou logo vir todos por esse motivo, e porque a terra era doentia tanto que entre as pessoas que faleceram nela estava o mesmo João Afonso de Aveiro (que foi o primeiro que assentou aquele trato, feitoria, e comércio).
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"E quando frutificou em louvor de Deus a Cristandade destes homens do Congo pela conversão do seu rei, tão pouco aproveitou o que ElRei fez no requerimento d'ElRei de Benij, cujo senhorio está entre o Congo e o castelo de S. Jorge da Mina. Porque no ano do Senhor mil e quatrocentos e oitenta e seis também este rei de Benij mandou pedir a ElRei D. João que lhe mandasse sacerdotes para doutrinarem na Fé de Cristo ao qual se queria de novo converter. E trouxe este Embaixador, um João Afonso de Aveiro, que tinha já descoberto naquelas partes uma grande ilha que se chamou com o seu nome (e também foi o primeiro que trouxe a este reino pimenta da Guiné que nós chamamos de rabo, e não tão boa como a da Índia). Mas como ElRei de Benij pediu os sacerdotes, mais por se fazer poderoso com nosso favor contra seus inimigos, que com desejo de baptismo aproveitaram pouco os Ministros dele que ElRei lhe tinha mandado com uma feitoria para o proveito que davam os escravos de Benij ao trato do ouro da Mina; os quais ElRei mandou logo vir todos por esse motivo, e porque a terra era doentia tanto que entre as pessoas que faleceram nela estava o mesmo João Afonso de Aveiro (que foi o primeiro que assentou aquele trato, feitoria, e comércio).
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| Castelo de S. Jorge da Mina, no Gana |
E porque muito tempo este resgate de escravos de Benij, e Congo para a Mina, sempre correu por navios, que do Reino os iam lá resgatar, e nele intervinham rezados inconvenientes de se fazerem Mouros, ou se tornarem gentios, por não serem escravos, ElRei D. João III, até cujo tempo durou este resgate nesta forma, lembrando mais da salvação de tantas almas, que do proveito da sua fazenda, mandou, que cessasse este trato. E por ser esta obra de louvor de Deus, ele deu logo a ElRei o galardão dela com dobrado proveito, abrindo-lhe outra Mina abaixo da cidade de S. Jorge, donde começou a correr grande cópia de ouro, que importava muito mais do que se havia pela venda de escravos." ( DE MARIZ, Pedro. Diálogos de Vária História ...; Lisboa 1758 Cap. IV)
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