07/03/13
APARIÇÕES DE S. MIGUEL ARCANJO
Recordo 6 aparições de S. Miguel Arcanjo e quero fazer notar a curiosa disposição:
492 e 423, Itália - S. Miguel Arcanjo apareceu a S. Lourenço depois deste o ter invocado na proteção do exercito a quem milagrosamente S. Miguel deu a vitória aparecendo. Depois disto aparece novamente para pedir a S. Lourenço a consagração da gruta da aparição como templo. Assim ficou mais tarde do dia 29 para a festividade de S. Miguel Arcanjo.
492 e 423, Itália - S. Miguel Arcanjo apareceu a S. Lourenço depois deste o ter invocado na proteção do exercito a quem milagrosamente S. Miguel deu a vitória aparecendo. Depois disto aparece novamente para pedir a S. Lourenço a consagração da gruta da aparição como templo. Assim ficou mais tarde do dia 29 para a festividade de S. Miguel Arcanjo.
Séc. VI, Itália - Durante a procissão de Nossa Senhora (cuja imagem foi feita por S. Lucas), para motivos de sanação da peste, S. Miguel Arcanjo apareceu no alto de um castelo (ao que se passou a chamar castelo de Sant'angelo) embainhando a espada (em sinal de que o pedido estava satisfeito).
Séc. VIII, França - O Arcanjo apareceu a Sto. Alberto ordenando-lhe a fundação de uma capela a si dedicada. Por motivos de dúvidas do santo, S. Miguel aparece-lhe três vezes. O pedido foi executado e se tornou um dos mais belos lugares da cristandade: Mont Saint-Michael.
Séc. VIII, França - O Arcanjo apareceu a Sto. Alberto ordenando-lhe a fundação de uma capela a si dedicada. Por motivos de dúvidas do santo, S. Miguel aparece-lhe três vezes. O pedido foi executado e se tornou um dos mais belos lugares da cristandade: Mont Saint-Michael.
Séc. XV, França - S. Miguel aparece a Sta. Joana d'Arc, e assim é iniciado o conhecido percurso de Joana e França.
1750, Portugal - A Coroa Angélica (também chamado "terço de S. Miguel Arcanjo") foi entregue a Antónia d'Astónaco pelo próprio Arcanjo S. Miguel. Esta é única devoção a si que o Arcanjo entregou ao mundo. A Coroa Angélica e a aparição foram aprovadas pelo Papa Pio IX (1851).
1916, Portugal - Aos pastorinho apareceu o Arcanjo S. Miguel, Anjo de Portugal (identificado ora com um nome ora com o outro), para prepará-los, dando-lhes a comunhão e ensinando-lhes orações. É o período de preparativos para as aparições que se seguiram de Nossa Senhora do Rosário em Fátima.
06/03/13
05/03/13
PE. NORMAN WESLIN - RECORDANDO
"Pe.
Norman Weslin, sacerdote americano, foi preso mais de 70 vezes,
incluindo meses passados em prisões federais, por seus protestos
pacíficos e orando de joelhos em diversas clínicas de aborto. Ele disse:
"que ele não tinha vergonha de ser preso, tanto que Jesus e os apóstolos
todos foram para a cadeia."
Ele acreditava que o lugar de um padre não era atrás de seu povo, encorajando-o, mas na frente abrindo o caminho.
Pe. Norman Weslin faleceu com 81 anos de idade no dia 16 e Maio de 2012."
Ele acreditava que o lugar de um padre não era atrás de seu povo, encorajando-o, mas na frente abrindo o caminho.
Pe. Norman Weslin faleceu com 81 anos de idade no dia 16 e Maio de 2012."
LUSITANAS!?... NÃO SE METAM COM ELAS (I)
I - "VIVA A FÉ DE CRISTO, INFIÉIS!"
"Na manhã de 20 de Março de 1714 Gaspar dos Santos, Comandante da nau "Nossa Senhora do Carmo", navegando da Bahia, avista, a quinze léguas ao mar das Berlengas, três navios com cento e trinta bocas de fogo (como depois se soube), em quanto as nossas eram só vinte e oito.
"Na manhã de 20 de Março de 1714 Gaspar dos Santos, Comandante da nau "Nossa Senhora do Carmo", navegando da Bahia, avista, a quinze léguas ao mar das Berlengas, três navios com cento e trinta bocas de fogo (como depois se soube), em quanto as nossas eram só vinte e oito.
A nau tinha diante de si uma esquadrilha de corsários argelinos.
Às 7 horas o inimigo disparou os primeiros tiros. Respondeu-lhe a nau; e em breve se travou rijo combate.
Logo no princípio levantou-se grande tumulto. Os presos gritavam que era melhor render-se a nau. Viu-se nesse momento aparecer uma moça de dezanove anos, lançar-se no meio do conflito, bradando que a rendição seria morte certa, porque os corsários não davam quartel. Aplaudido o seu brado, ei-la reapareceu dentro em pouco (...), colocando-se entre os combatentes, victoriando uns, animando outros, e chegando mesmo a dar fogo. Quando a noite veio interromper a peleja, passou-a a valorosa rapariga, com as suas pretas e duas judias, a fazer cartuchos, que iam já faltando.
Continuou no segundo dia o fogo; e os nossos, defendendo vida e honra, praticavam proezas próprias de um combate tão desigual. Toma-se de espanto o inimigo quando vê tornar a nau a marear depois de uma granada lhe haver ateado fogo na vela de estai; investe numa abordagem; é repelido; e aos gritos dele "Amaina, canalha!", bradava-lhe a jovem Portuguesa, como eu resposta: "Viva a Fé de Cristo, infiéis!" E ora incitava os combatentes, ora auxiliava o curativo dos que a seu lado caiam feridos.
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| Salvador da Bahia, séc. XVIII |
À noitinha, estrondeavam nos ares as últimas descargas; e quando, ao romper da manhã seguinte, o Comandante começava de novo a manobrar, para resistir até à última, viu-se que a esquadrilha inimiga se havia distanciado, e por fim desaparecido, cedendo o mar e a vitória à nau portuguesa, que na tarde desse dia 22 entrava na barra de Lisboa. Remunerou elRei D. João V o intrépido capitão com o Hábito de Cristo e uma tença.
E quem era aquela moça, que tanto se distinguiu por seu valor e constância? Era D. Maria de Sequeira, mulher de António da Cunha Souto Maior, Desembargador que do Brasil regressava a Portugal."
(continuação, aqui)
(continuação, aqui)
04/03/13
FESTIVIDADE DE S. CASIMIRO (Confessor) - 4 de Março
Dei notícia dos feitos neste dia 4 de Março: nascimento do Infante D. Henrique e da chegada de Cristóvão Colom a Lisboa. Não podia deixar então de lembrar a Festividade do dia: dia de S. Casimiro (calendário litúrgico tradicional da Santa Igreja - aqui não usa o calendário inventado, sobreposto, e recente).
Sublinho neste dia a preferência constante de S. Casimiro (ano de 1484) nas coisas do Céu. Era filho do Rei da Polónia (Casimiro IV) e de Isabel de Áustria. Centrado na Paixão de Nosso Senhor praticava a mortificação e as virtudes e venceu as tentações que a Corte lhe proporcionou. Era admirador da vida em pobreza e repudiava muito o mal. Morreu jovem (26 anos) e é patrono da Polónia e Lituânia.
4 de Março - NASCIMENTO DO INFANTE D. HENRIQUE
O maior símbolo da navegação portuguesa foi o Infante D. (4 de Março de 1394 - 13 de Novembro de 1460), filho delRei D. João I de Portugal (fundador da Casa de Avis) e de D. Filipa de Lencastre (filha de João de Gant, Lancaster), e irmão do Infante Santo (D. Fernando). Foi o I Duque de Viseu e I Senhor da Covilhã. O seu nome deve-se ao seu tio Henrique IV de Inglaterra e o seu padrinho de baptismo foi o bispo de Viseu. Até aos 14 anos poucos registos temos da sua vida passada com seus irmãos (a estes príncipes se chamou de a ínclita geração, por se tornarem homens de maravilhosos feitos.)
Em 1414, o Infante obtém de seu pai autorização para a fundação de uma companhia na África, para a conquista de Ceuta (o que veio a acontecer em 1415). Foi então armado cavaleiro, e recebeu o Ducado de Viseu e o Senhorio da Covilhã. Governou Ceuta desde 1416 e resistiu ao primeiro cerco muçulmano (1418) que lhe levantaram juntamente com o Fez e Granada.
Recebeu por doação de seu irmão D. Duarte (então subido ao trono de Portugal) o arquipélago da Madeira, em 1433. Em 1420 foi nomeado Grão-mestre da Ordem de Cristo (continuidade da Ordem dos Templários em Portugal) facto pelo qual se explica que os descobrimentos portugueses levassem sempre a cruz desta Ordem. Começa um período de expansão marítima imparável pelos séculos fora.
O Infante tinha de D. Duarte o direito ao quinto e exploração. Fez a povoação dos Açores (descobertos em 1427). A costa de África ganha muitas expedições e descobertas, e esteve o Infante na organização da conquista de Tânger em 1437 onde seu irmão Infante Santo veio a morrer às mãos da moirama depois de 11 anos como prisioneiro.
A PAIXÃO DE CRISTO, MAIS PRESENTE.
No artigo "Via Sacra - Apenas 14 Estações" mencionei haver relação da Via Dolorosa com a Santa Missa. A Via Sacra, a Missa, e o Rosário têm em comum que nelas há relação com a Paixão de Nosso Senhor (no Rosário pelos mistérios dolorosos).
Lembro-me que, quando era criança, meu avô materno falou-me da correspondência dos momentos da Missa com os momentos da vida de Nosso Senhor. Naquele tempo não entendi, visto que a nova Missa não se presta a essa piedade, nem ela é edifício da nossa Fé, portanto esqueci. Hoje quero fazer justiça a esses ensinamentos mostrando aos leitores algumas imagens de um livrinho do séc. XVIII oferecido a Sua Majestade Fidelíssima elRei D. João V, e que vão ilustrar o que "fala" melhor que mais palavras minhas (olhar para as figuras sobre o altar):
Apenas na Paixão a Missa, o Rosário, e a Via Sacra, coincidem todas nos momentos da vida de Nosso Senhor.
CRISTOVÃO COLON - 4 de Março de 1493
Há séculos e anos, num 4 de Março de 1493, também numa segunda feira, chegou Cristóvão Colon a Portugal (onde permaneceu 9 dias).
Depois da chegada oficial de descobrimento, Colon saiu da ilha Hispaniola e dirigiu-se para as ilhas dos Açores (Portugal), onde aportou na ilha de Santa Maria. Dias depois assiste com seus homens à Missa de acção de graças na Ermida de Nossa Senhora dos Anjos na povoação com o mesmo nome. Permaneceu em várias ilhas dos Açores do dia 15 até ao dia 24 de Fevereiro em que chega a Portugal continental.
Em Portugal toda a tripulação foi recebida com grande honra, aclamação, e dádivas em dinheiro. Durante a estadia Colon foi falar com o Rei D. João II que se encontrava fora, e com ele permaneceu 3 dias tendo assistido conjuntamente a um Missa (dia 11). Durante esses 3 dias esteve aos encargos de D. Diogo de Almeida (Prior do Crato). Ambos rezaram numa igreja no dia 10, que mais provavelmente foi a ermida de Nossa Senhora do Paraíso.
Colon levou consigo alguns "índios" a D. João II que colocou diante deles um mapa sobreposto com favas para representar as ilhas que Colon acabava de "descobrir" (interessante...). Com linguagem gestual o Rei tentou saber pelos "índios" se sabiam de quais ilhas vinham. Os "índios", pelo auxílio das favas, representaram mais ilhas e terras que aquelas representadas nos mapas.
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| D. Leonor de Lencastre (Lancaster), Rainha de Portugal |
Dia 11, porque a Rainha D. Leonor de Lencastre (Lancaster), Colon deslocou-se ao seu encontro no Convento de Sto. António (fundado em 1402 por Fr. Pedro de Alamancos), na Azambuja (povoação que tinha sido oferta de D. Afonso Henriques para recompensa a D. Childe Rolim, filho do Conde de Chester (Inglaterra), pela ajuda na reconquista).
Antes de partir a Castela, D. João II oferece um piloto (pago com 20 ducados - alta quantia) para a viagem, e manda pelo seu escudeiro dar mais presentes à tripulação. Portanto, foi dia 12 de Março de 1493 que Colon partiu.
Antes de partir a Castela, D. João II oferece um piloto (pago com 20 ducados - alta quantia) para a viagem, e manda pelo seu escudeiro dar mais presentes à tripulação. Portanto, foi dia 12 de Março de 1493 que Colon partiu.
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| Cuz da Ordem de Avis, a qual dá nome à Casa Real Portuguesa de Avis Colon, ao chegar à "Índia" usou uma "cruz verde" não identificada pelos escritos. |
Dia 13 passa o Cabo de S. Vicente (Portugal), dia 14 esteve de visita na cidade Faro (Algarve) de onde saiu só no dia 15 ao final da tarde entrando mais tarde pela barra de Saltés (Espanha). No convento da Rábida esperava-o Fr. João Peres de Marchena (português) e aí ficou por 15 dias antes de dirigir-se finalmente a Barcelona onde estavam os reis Católicos.
Falta dizer que muitos dos nobres com quem Colon se cruzou durante este tempo em Portugal eram familiares de sua mulher D. Filipa Moniz de Perestrelo e que D. Diogo Colon, seu filho legítimo, era português.
Façam o favor de achar tudo isto muito curioso...
Falta dizer que muitos dos nobres com quem Colon se cruzou durante este tempo em Portugal eram familiares de sua mulher D. Filipa Moniz de Perestrelo e que D. Diogo Colon, seu filho legítimo, era português.
Façam o favor de achar tudo isto muito curioso...
DOS LUSITANOS ANTIGOS AOS DESCOBRIMENTOS
"1. Foram os Lusitanos antigos tão valorosos, e fizeram coisas tão excelentes nas guerras contra os Romanos, que Diodoro Siculo, e depois dele João Boemo, os antepõem a todas as outras nações da Hespanha [entenda-se "Península Ibérica"]. Daqui vinha que alguns autores tratavam de seus feitos não fazendo menção de mais Hespanhóis [entenda-se "habitantes da Península Ibérica"]: o que parece que era porque assim como davam aos romanos mais que fazer na guerra, assim lhes davam a eles [também] mais que escrever. Conta Justino que os Lusitanos com seu capitão Viriato cansaram os Romanos por tempo de dez anos, alcançando deles muitas vitórias. E acrescenta que os Lusitanos tinham natureza mais de feras que de homens, e que parece que quis acudir à honra dos seus, mas de tal maneira que a acrescenta na dos nossos.
2. Sertório, fugindo a proscrição de Silla, veio a Hespanha [Península Ibérica] e, aqui, temendo um exército de romanos que vinha contra ele, passou-se a África onde os Lusitanos o mandaram chamar por seus embaixadores e o fizeram seu capitão contra os mesmo Romanos que certo foi notável atrevimento de gente tão pouca contra tantos e tão poderosos inimigos. Com estes soldados principalmente pelejou Sertório contra muitos capitães romanos por outros dez anos, mais ou menos, e os venceu com grande honra sua e dos Lusitanos, como escrevem Plutarco, Orosio e Sabellico.
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| Viriato, "terror romanorum", o herói lusitano. |
3. O mesmo Orósio depois de Cláudio, diz que trezentos lusitanos pelejaram com mil romanos, na qual peleja os Lusitanos foram vencedores: e que um deles, indo-se recolher a pé apartado dos outros, foi cercado de muitos romanos a cavalo. Mas ele, atravessando o cavalo de um [romano] com a lança, cortou com a espada em um só golpe a cabeça do cavaleiro. Com este feito ficaram todos tão cheios de medo que olhando para ele o deixaram ir livremente com despreso e com descanso.
4. André de Resende no terceiro [tomo] Das Antiguidades de Lusitânia traz um letreiro de romanos que começa "Q.ATTIO.T.F." no qual se diz que Quinto Attio, filho de Tito, foi capitão de cohorte I. dos Hespanhóis [não confundir a palavra com a do sentido moderno] e da cohorte I. dos lusitanos. Onde é muito notável, e advertiu também Resende, que estavam assim os Lusitanos separados dos Hepanhóis, como também o estão segundo os autores seguintes.
5. Alguns romanos, que acompanhavam a Sertório na Hespanha, por desgosto que dele tinham, diziam que sofriam afrontas, excessos de mandar, e trabalhos, como sofriam os Hespanhóis e os Lusitanos. Assim o escreveu Plutarco: e este mesmo autor na comparação que faz de Sertório com Eumenes, diz que este Eumenes foi capitão dos Macedones, e Sertório dos Hespanhóis, e dos Lusitanos. Da mesma maneira falavam Jerónimo sobre o cap. 64 de Esdras, onde diz que por certa ocasião foram enganadas algumas mulheres hespanholas e lusitanas.
6. Note-se que os Lusitanos, assim como estão aqui separados em nome [relativamente aos] outros hespanhóis por estes autores, assim o estavam também na guerra no lugar, como consta do letreiro acima: de maneira que não se misturavam com eles, mas antes faziam corpo por si, como quem tinha posta a opinião e reputação na fortaleza do braço próprio. Os quais mereceram a memória desta separação, e outros grandes louvores que os Romanos, seus adversários, lhes davam nas suas escrituras, pois eles não tiveram outros cronistas de suas coisas senão seus próprios inimigos, não degeneraram certo deles os Portugueses seus descendentes, porque assim como foram seus herdeiros da terra, assim o foram também do esforço, e valor, com que deram matéria a muitos autores de nosso tempo para falarem deles da mesma maneira, e com tanta honra como os antigos de seus antepassados, que até agora relatei.
7. Angelo Policiano dá muitos e singulares louvores aos Portugueses na pessoa de seu Rei por descobrir novos mundos, pelo que se seguiram à vida comum muito notáveis proveitos, e diz que ia confessar ter razão o grande Alexandre de suspirar por lhe ficarem outros mundos por vencer e, finalmente, que elRei de Portugal se pode ter por Rei de um povo romano. Cujos feitos este doutíssimo varão cobiçou que pediu em escrito com muitas palavras a elRei D. João II para os pôr em língua latina, em que ele era eminentíssimo, fazendo conta, como é credível que na escritura de tais feitos ficavam os louvores de sua pena em edifício de perpétua memória.
8. Paulo Jovio [Paulus Iouius] desejou fazer o que Policiano não fez e, para isso se ofereceu, mas como lhe faltasse o favor de elRei D. João III por conselho de alguns seus disse muito pouco, mas neste pouco muito, pois chama aos Portugueses vencedores de toda a Índia. Lourenço de Ananias chegou a dizer que cada um dos portugueses comeu do coração do grande Alexandre, porque pelejavam na Índia não somente com todas as nações, mas [também] com os mesmo elementos. Deixo muitos outros autores que louvaram aos Portugueses, uns de propósito, outros ao acaso não tratando mais Hespanhóis, e venho àqueles que falaram de uns e de outros na forma de letreiro, que traz Resende, e dos mais autores que lhe juntei.
9. Mariano Victorio afirma que pelos Hespanhóis e Portugueses não somente se conserva a fé católica mas que se descobriu um novo mundo cujos naturais, como tenras plantas de Cristo, se levantam e abraçam a mesma fé. Genebrardo sobre um salmo diz, que os Portugueses e Hespanhóis com suas navegações servem ao mistério da conversão dos povos Orientais.
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| Vasco da Gama diante de Samorim de Calecute |
10. Rafael Volaterrano no fim da sua Geographia faz um particular capítulo onde conta o descobrimento dos Portugueses até Calecute, e a embaixada que o Soldam do Egipto mandou ao Papa Júlio II de queixumes deles por lhe impedirem o caminho das especiarias que vinham pelo Mar Vermelho e depois eram levadas à sua cidade de Alexandria onde os Cristãos lhas costumavam comprar: dizendo que se não desistiam haviam também de impedir o caminho de Jerusalém. E logo abaixo diz este autor que os Hespanhóis por emulação dos Portugueses deram princípio a outro descobrimento levando por guia e capitão a Cristóvão Colom.
11. Finalmente os Portugueses foram semelhantes aos antigos Lusitanos até no modo com que os autores falaram de uns e de outros. Mas nisto foram diferentes: os Lusitanos defendiam suas casas e estavam em sua terra, os Portugueses conquistaram as alheias e estavam em terras e mares prestíssimos onde haviam mais dificuldades, os perigos eram maiores, e a morte ainda que uma só, era ocasionada de vários acidentes como de sede, fome, enfermidades, naufrágios, de paus tostados, de água, de fogo, e de ferro. E pudesse dizer que conjuraram todas as mortes contra os nossos, mas que ficaram vencidas e os nossos vivos, ou mortos vencedores. Porque o desejo de estender a fé católica e de fazer a vontade de seu Rei, fazem aos Portugueses tantos prodígios da vida que até lhes parece vencer quando morrem em execução de alguma destas coisas." (ESTAÇO, Gaspar. Várias Antiguidades de Portugal, Lisboa - 1625)
03/03/13
1927 - CONTRA A MAÇONARIA - PORTUGAL (II)
(continuação da I parte)
| Moeda de 1 escudo da República Portuguesa (1927. República com o barrete frígio |
"Chegou a hora da batalha, da ofensiva que nos há-de libertar do pesadelo em que temos vivido estes cem anos.
Mocidade de Portugal: Ás armas contra a Maçonaria!
Marchemos todos unidos, corajosamente, desassombradamente, ao assalto dos redutos que os maçons conquistaram pelas suas manobras subterrâneas e onde se entrincheirarame resistem, numa teimosia que é preciso vencer e que nós havemos de vencer, custe o que custar.
É preciso que as leis não sejam letra morta e que à Maçonaria se aplique a disposição que proíbe as associações secretas, punindo os que delas fazem parte. É preciso que não continue o insulto ao prestígio do Estado, representado por essa organização de malfeitores, culpada do nosso descalabro, que para aí existe, vivendo da benevolência dos que podem e devem suprimi-la.
Há no Código Penal o artigo 283 que é aplicável à Maçonaria. Urge dar-lhe execução, metendo na cadeia todos os membros da associação de criminosos cuja arrogância reclama a última humilhação.
A ferros os mandantes e os sicários! A ferro os assassinos que têm ensanguentado a terra Santa de Portugal!
A nós todos que não temos culpas na decadência desta Pátria que as gerações que nos antecederam não souberam guardar para nós, altiva e sem mancha, a nós todos que queremos reconquistar a perdida herança dos nossos Maiores, incumbe exigir do Governo a estrita aplicação da lei.
Unamo-nos para levar a cabo a missão que nos impusemos; formemos o quadro inabalável contra os inimigos da Pátria!
Para a frente!
Saibamos gritar à face de todos os tímidos e de todos os indiferentes a indignação da nossa Mocidade, erguendo o pregão de guerra:
Abaixo a Maçonaria!
Lisboa, Junho de 1927
Pedro de Moura e Sá, da Faculdade de Direito.
Rodrigo Coelho Gonçalves, da Faculdade de Ciências.
José Duarte de Ayala Bôtto, da Faculdade de Medicina.
Joaquim Mendes Feliz, da Faculdade de Letras.
Goes de Oliveira, da Faculdade deFarmácia.
António Valente dos Anjos, do Instituto Superior do Comércio
Armando Ribeiro, do Instituto Superior de Agronomia
Caitano Castanho, do Instituto Superior Técnico.
António Jacinto Ferreira, da Escola Superior de Medicina Veterinária"
NÃO HÁ QUE DAR EXPLICAÇÕES...
Há alguns anos, os sedevacantistas militantes, como não têm Papa contra quem praticar o vício, dedicavam alguma parte do seu tempo a atacar a FSSPX, o que ainda fazem de outro modo. No alvo estava, entre outros temas, o brasão de D. Richard Williamson.
Os anos foram passando e eis que agora um sacerdote, outrora da FSSPX, volta a pegar no antigo rol dos sedevacantistas militantes e, como é tema "santificante" para os seus fiéis, trata de ressuscitar a questão do brasão (já mencionada). Meu Deus... que preocupação! No sermão pergunta a quem não está presente, se o brasão de Mons. Williamson tem ou não um símbolo rosa-cruz? E "exige" o sacerdote que o bispo se retrate e esclareça se é ou não um rosa-cruz.
Caro leitor... só quem não quer ver o que tem na frente não vê, ou, só não vê o óbvio quem já tem a mente confusa: por acaso algum cavaleiro iria introduzir-se discretamente, com disfarce, nas fileiras adversárias continuando a ostentar o mesmo brasão que o haveria de denunciaria imediatamente perante o inimigo!?... Ou, pelo contrário, os sinais de identidade seriam os primeiros a serem eliminados para não ficar logo frustrada a missão de cavaleiro infiltrado?
Espero que lá pelas Américas se erradique de vez a ideia de que por alguém suspeitar e acusar tem direito à satisfação das suspeitas e sanação das acusações. Que revolução seria essa, querer fazer dobrar os bispos aos caprichos, projectos, rivalidades, ambições e devaneios de algum sacerdote por mais "adorado" que pudesse ser.
Não, não... Ninguém se esconde subindo a um pedestal na praça pública!...
O que acabo de escrever é mais que suficiente.
INTERESSANTE...
Não é que esteja aqui a resposta completa... pois muitas vezes Deus manda o sofrimento para nosso proveito. Mas o Vídeo é interessante porque em parte dá reposta.
1927 - CONTRA A MAÇONARIA - PORTUGAL (I)
![]() |
| um avental... |
Achei que seria útil colocar aqui este artigo contra a Maçonaria (1927):
A MOCIDADE
"É um pregão de guerra que nós erguemos, na hora admirável em que Portugal ressurge de apagada e vil tristeza destes anos de pesadelo, para a consciência da sua vocação histórica.
Guerra, e guerra sem tréguas, a tudo aquilo que representa uma ofensa à unidade e à autonomia da Pátria! Guerra declarada às instituições que consagram o triunfo do individualismo dissolvente que desagregou e dispersou as energias nacionais! Guerra sem quartel aos resíduos da infiltração estrangeira que subverteu as liberdades tradicionais de Portugal e fez de nós uma Nação conquistada e do nosso orgulho a abdicação miserável dos vencidos!
Queremos viver livres numa Pátria livre!
A nossa mocidade, sem culpas nos erros e nas traições que diminuíram e amesquinharam o Património dos Antepassados, não se compadece com atitudes de complacência ou de tolerância para com aqueles que, ainda hoje, afirmam, contra os Direitos de Portugal, as reivindicações de um internacionalismo que constitui o insulto máximo à consciência colectiva da Nação.
A nossa mocidade ardente proclama, contra a negação sistemática, contra o derrotismo ambiente, a conta firme de restituir a Pátria à grandeza dos seus destinos. Esperemos da nossa fé a repetição do milagre de Ourique!
Iniciemos a cruzada nova pelo combate à organização que, nesta ultima centena de anos, com a cumplicidade dos governantes, tem sido entre nós agente principal e a principal responsável da decadência aflitiva das virtudes tradicionais, daquelas virtudes que fizeram outrora do povo português um povo de Heróis e de Santos, de Soldados e de Navegadores. Iniciemos a campanha de Renascimento pelo combate à MAÇONARIA.
Para que Portugal se reconstitua, para que Portugal recupere o seu aprumo de Nação livre, é necessário que se não desanime nem esmoreça na luta contra o flagelo que nos conduziu à beira do último abismo.
A unidade espiritual da Pátria, a comunhão sagrada dos Mortos e dos Vivos, irmanados pela mesma disciplina religiosa, foi a MAÇONARIA que a comprometeu, pelo culto sacrílego da Humanidade que eleva o Homem acima de Deus.
A devoção ardente pela nossa Terra, foi a MAÇONARIA que a corrompeu, em nome de ideologias nefastas e ibecís, prégando uma fraternidade universal que nega o dever militar e o nobre encargo de servir.
Os princípios da Autoridade e da Ordem foi a Maçonaria que os destruiu, instaurando no país o Liberalismo que conduz em linha recta à Anarquia, o Liberalismo que vive da sugestão perversa das palavras e repele todas as fortes realidades sociais.
A própria coesão da família foi a MAÇONARIA, com as suas leis individualistas que a enfraqueceu, roubando-lhe a regra cristã da sua formação.
(continuação, aqui)
02/03/13
UM CASO DE PARÓQUIAS .. NADA DEMAIS.
Por acaso encontrei agora uma carta ao Bispo-Conde de Coimbra. Não se pretende aqui fazer um julgamento, tanto que nem haveria dados para tanto, mas sempre fica o registo de como por vezes as "coisas vão acontecendo" hoje na vida dos católicos:
Caso queira ouvir a I parte
"Os fundadores da capela do Alto dos Crespos, assim
como todos os habitantes, lamentam o facto de Vossa
Excelência ignorar a nossa capela quando fez a visita a
todas as outras da freguesia de Pombal.
Pensamos que também somos Filhos de Deus! Que coração
tem o Sr. Bispo ao passar em frente à casa de Deus e desprezá-
la? Que mensagem deseja passar? Como é possível o
Bispo de uma diocese fazer uns mouros e outros cristãos?
Se soubéssemos que este seria o futuro certamente
pensaríamos duas vezes quando há mais de trinta anos
e graças à nossa dedicação, esforço e sacrifício erguemos
e mantivemos esta capela.
pensaríamos duas vezes quando há mais de trinta anos
e graças à nossa dedicação, esforço e sacrifício erguemos
e mantivemos esta capela.
Não entendemos como uma capela, que reunia semanalmente
mais de 250 pessoas na Eucaristia Dominical,
fica privada de missa por não pertencer à fábrica da
Igreja, quando a mesma regra não se aplica a muitas
outras em situação semelhante.
Igreja, quando a mesma regra não se aplica a muitas
outras em situação semelhante.
E como se explica que se utilize a Expo salão para celebrar
cerimónias importantes como o Crisma e a Comunhão
Solene? Que saibamos também não pertence à
fábrica da igreja e é palco de diversas actividades, algumas
delas censuráveis pela religião católica.
fábrica da igreja e é palco de diversas actividades, algumas
delas censuráveis pela religião católica.
Perante estas diferentes formas de tratamento ficamos
sentidos e ao mesmo tempo apenas nos demonstra
que para os nossos pastores os valores morais e espirituais
da nossa religião já não são o mais importante. Deus
da nossa religião já não são o mais importante. Deus
não nos deixa calar porque Jesus disse “onde dois ou
três estiverem reunidos em meu nome Eu estarei lá”"
(18-06-2009 - Correio de Pombal)
Caso queira ouvir a I parte
VIA SACRA - APENAS 14 ESTAÇÕES
Na Igreja a "via sacra" sempre teve 14 estações. Acontece que agora anda difundido um "acrescento" (15ª estação: a ressurreição). Este erro, o das 14 mais uma, deve-se à perca de entendimento daquilo que é a "via sacra".
O que é a "via sacra"? É o percurso que Nosso Senhor fez na Paixão até ao Calvário e depois ao sepulcro. A tradição da Igreja sempre fez aqui um paralelo com o Santo Sacrifício da Missa consumado na Cruz - toda uma jornada.
O que é a "via sacra"? É o percurso que Nosso Senhor fez na Paixão até ao Calvário e depois ao sepulcro. A tradição da Igreja sempre fez aqui um paralelo com o Santo Sacrifício da Missa consumado na Cruz - toda uma jornada.
Foi costume recrear a "via sacra" respeitando as distâncias reais que Nosso Senhor percorreu, mandando-se construir pequenas capelinhas para assinalar cada estação. Assim, os nossos antigos, na impossibilidade de irem todos os anos pisar o mesmo o solo que Nosso Senhor percorreu, contentavam-se com esta recriação piedosa.
Estações da Via Sacra:
1ª Jesus diante de Pilatos;
2ª Jesus carrega a cruz;
3ª Jesus cai pela primeira vez;
4ª Jesus encontra sua Mãe, Nossa Senhora;
5ª Simão de Ciren ajuda Nosso Senhor a carregar a cruz;
6ª Uma mulher enxuga a face de Cristo;
7ª Jesus cai pela segunda vez;
8ª Jesus encontra as filhas de Jerusalém;
9ª Jesus cai pela terceira vez;
10ª Jesus é despojado das suas vestes;
11ª Jesus é pregado na cruz;
12ª Jesus morre na cruz;
13ª Jesus é retirado da cruz;
14º Jesus é sepultado.
(Rom. 8. 18 - "Julgo que os sofrimentos do presente não se podem comparar à glória do que se há-de manifestar em nós".)
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