04/12/12
MANUAL DA LIGA ANTI-MAÇÓNICA (XIX)
(continuação da XVIII parte)
PRIMEIRA PROPAGAÇÃO E ESTABELECIMENTO DA LIGA NUM PAÍS
Quem fará conhecer a Liga num país?
Os jornais que lhe quiserem aderir. Espera-se que todos os órgãos de imprensa independentes das lojas se associarão aos esforços da Liga e favorecerão a sua difusão. Estes jornais darão a conhecer o Manual e poderão acrescentar ao seu título as iniciais L. A. M. (Liga Anti Maçónica). E uma vez conhecida, propagar-se-á, ou colectiva ou individualmente.
Qual é a propaganda COLECTIVA?
É aquela que se faz por meio de associações já existentes.
Há em cada país centenas de associações que já de antemão estão em corpo e alma dedicadas à Liga e ao seu fim, - Congregações o Ordens religiosas, Círculos e associações católicas etc. - Cada uma destas associações pode primeiro aderir em corpo à Liga, depois diligenciar a formação da comissão local, e as adesões sucessivas no seu seio e fora dele, etc... Só pelo mero facto desta propaganda coletiva milhões de membros podem ser-lhe rapidamente agregados. As casas de ensino e os colégios podem também constituir cada qual a sua comissão, a fim de estabelecer e propagar a obra entre a mocidade.
Qual é a propaganda individual?
Quem cada localidade o sacerdote, o cristão zeloso, todo o homem que deconhece o mal nas sociedades secretas, desde que tenha conhecimento da Liga Anti-Maçónica manda vir exemplares do Manual, comunica-os e fal-os lêr por todos aqueles que tambem por capazes de serem membros activos... Tendo encontrado um certo número pede à comissão folhas de adesão e o selo da Liga e forma com os primeiros admitidos uma comissão local provisória.
De que maneira se chegará a ESTABELECER e ORGANIZAR a Liga na cidade central?
Quando a propagação colectiva ou individual houver agrupado um certo número de membros activos, dez de entre eles formarão a comisão central provisória. Bastar-lhe-á fazer as primeiras despezas com a aquisição dos Manuais, das folhas de adesão, dos selos da Liga, etc... Pouco e pouco se procurarão outros livros antimaçónicos, completarão o número de 20 membros, e uma vez estabelecidas as comissões locais em 50 localidades, serão definitivamente eleitos.
Como se chegará a restabelecer e a organizar-se a Liga em cada localidade?
Tendo a propagação colectiva ou individual agrupado um certo número de membros, a comissão provisória formada ao princípio é definitivamente nomeada pelos primeiros 50 membros declarados ou activos e aprovada por um delegado da comissão central.
IX
PROPAGAÇÃO ORGANIZADA E CONSTANTE DA LIGA
Como continuará a propagar-se a Liga uma vez estabelecida?
Continuará a propagar-se mediante os esforços de todos os seus membros e sobretudo dos membros activos. Estes esforços tendema tornar membros declarados, ou pelo menos membros da Liga, todos aqueles com quem tem relações, amigos, comerciantes, operários, etc...
E que se deverá fazer para trazer à Liga novos membros?
Espalhando o Manual da Liga; e para tal fim milhares de exemplares deverão estar à disposição da comissão central nas cidades, e centenares nas localidades restantes. Só esta leitura moverá muitos a aderir, e a estes terá folhas de adesão o membro activo para admiti-los na Liga, etc...
Demais, a leitura do Manual excitará pelo menos desejos de se tornar mais instruido àcerca da Maçonaria, e a estes simples membros proporcionará o membro activo outros livros anti-maçónicos da comissão local, e especialmente se forem homens de estado, as obras de Claudio Jannet, Gautrelet, Maçonaria Desmascarada, etc., cuja propagação, por causa das revelações e documentos esmagadores que em tais obras se acham, temem seobremaneiras os mações. Esta espeecie de leitura unirá à Liga todos os homens que não estiverem de todo cegos, ou que têm ainda algum resto de sentimento cristão no coração.
A quem pertence particularmente a missão de combater as sociedades secretas propagando a Liga?
Depois dos Bispos e sacerdotes, compete uma tão excelente missão aos homens e mancebos verdadeiramente cristãos. "Em primeiro lugar", diz aos bispos o Soberano Pontifice Leão XIII, "arrancais à Maçonarua a máscara com "que se encobre, e mostrais-a tal como é, com discursos e cartas pastorais especialmente tendentes a este fim, instruir vossos povos." Isto, Senhores, compete a nossos chefes; mas observai que nos compete engualmente a nós. Todavia uma causa tão bela e de uma tão subida importância, chama também emseu socorro a dedicação inteligente dos leigos, mas que aliem bons costumes e instrução ao amor da religião e da pátria. Fazei, Veneráveis Irmãos por unificar as forças destas duas classes." Se o papa ordena a nós por esses facto que tomemos parte na luta." (Muito bem! apoiados! - Discurso de M. Théry na sessão geral do encerramento do Congresso dos Católicos do Norte, 1884.)
Mediante esta propaganda constante, conseguirá a Liga o seu duplo fim de união de defesa e de perseverança contra a Maçonaria?
Sim; por meio da propaganda feita, segundo dissemos, em todos os pontos do país, e pela prática dos compromissos, a Liga à medida que se fôr espalhando conseguirá esse duplo fim; será uma união de defesa, conbatendo a influência maçónica em todas as esferas da acção onde os mações já reinarem; será união de preservação impedindo-os de se intrometerem nos lugares em que não dominam ainda.
Oxalá que em todos os paises se vejam realisados os desejos do Summo Pontífice. "Que todas as pessoas de bem se unam e formem uma vasta liga de acção e de orações contra as sociedades secretas."
FIM
02/12/12
01/12/12
30/11/12
I DOMINGO DO ADVENTO - Sermão de STO. AFONSO DE LIGÓRIO
I DOMINGO DO ADVENTO
- O Juízo Derradeiro -
"Então aparecerá o sinal do Filho do Homem no Céu com muito poder e majestade"
(Mateus 24.30)
(Mateus 24.30)
Hoje em dia Deus é desconhecido,
assim os pecadores desprezam-n'0, como se Ele não pudesse, quando quisesse,
vingar-se dos ultrajes que Lhe foram feitos. Eles pensam: que nos pode fazer o
Omnipotente? (Job 22. 17). Mas o Senhor fixou irrevogavelmente um dia, que as
Sagradas Escrituras chamam o dia do Senhor, em que o soberano Juiz deve enfim mostrar-se
tal como é. O senhor manifestou-se, fez justiça (Salm. 9. 17). Este dia também
é chamado dia de cólera, dia de tribulação, de angústia, dia de calamidade e de
miséria. (Sofonias 1. 15).
l° No primeiro ponto: o comparecer diferente dos justos e dos pecadores
2º O Exame de consciência
3°A sentença dos justos e dos danados.
2º O Exame de consciência
3°A sentença dos justos e dos danados.
I
O COMPARECER DIFERENTE DOS JUSTOS E DOS PECADORES
1. O início deste dia será
marcado pelo fogo que descerá do Céu e queimará todos os homens ainda vivos e
todas as coisas deste mundo: E os elementos com o calor se dissolverão e a
terra e todas as obras que há nela serão queimadas (2 Pedro 3. 10). Tudo isso
apenas será um montão de cinzas.
2. Os homens, estando mortos, a
trombeta soará e todos ressuscitarão, como o diz o Apóstolo: Num momento, num
abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta, os mortos ressuscitarão
incorruptíveis (1 Cor. 15. 52). São Jerónimo exclama (In S. Mateus cap. 5):
Cada dia considero eu o dia do Juízo, tremo. Quer eu coma, beba ou faça
qualquer coisa, sempre parece que os meus ouvidos ouvem este terrível som da
trombeta: Levantai-vos mortos, vinde ao julgamento. E Santo Agostinho confessa que
nada o arrancava aos prazeres da terra a não ser o temor do julgamento.
3. Ao som desta trombeta descerão do
Céu as almas puras dos eleitos, para retomar a forma com que serviram a Deus na
terra; surgirão do inferno as almas culpáveis dos danados, para revestir o
maldito corpo com que ofenderam a Deus na terra. Quão diferentes serão eles uns
dos outros ! Os danados aparecerão feios e pretos como outros tantos tiçãos do
inferno; e os eleitos irradiarão como outros tantos sóis. Então resplandecerão
os justos como o sol no reino do Seu Pai (Mateus 13. 43). Ó quão poderão
alegrar-se então os que terão mortificado a sua carne pela penitência.
Podemos convencermo-nos pelas palavras que São Pedro de Alcântara dirigiu a
Santa Teresa, quando lhe apareceu depois da morte: Ó feliz penitência que me
valeu tamanha glória !
4. Logo depois da ressurreição, os
homens serão chamados pelos anjos no vale de Josafat para ser julgados: (Joel
3. 14). Os anjos virão a seguir para separar os justos dos danados, colocando
os justos à direita e os danados à esquerda. Será assim no fim do mundo, virão
os anjos e separarão os maus do meio dos justos (Mateus 13. 49). Oh ! Que
vergonha sentirão então os miseráveis danados, escreveu o autor do livro das
Obras imperfeitas (Hom. 54). Como imaginar a confusão dos danados ao ser
separados dos justos para serem condenados ! Só este castigo, nos diz São João
Crisóstomo, basta para equivaler a todos os tormentos do inferno: Se nada além
disso fosse revelado, esta única vergonha bastar-lhes-ia como pena (In S. Mateus
cap. 24). O irmão será separado do irmão, o marido da sua mulher, o filho do
seu pai, etc.
5. Mas eis que os céus se abrem, os
anjos ao descerem para assistir ao julgamento, levando o sinal da Cruz e os
outros instrumentos da paixão do Nosso Divino Redentor, como o escreve São
Tomás, o doutor angélico: Na vinda do Senhor para o Juízo, aparecerão o sinal
da Cruz e as outras coisas da paixão (S. Tom. Opusc. 2 cap. 244). Isso está
confirmado pelas palavras de São Mateus (24. 30). Então aparecerá o sinal do
Filho do homem no Céu, e todas as tribos da terra chorarão, e verão o Filho do
Homem vir sobre as núvens do Céu com grande poder e majestade. Os pecadores
derramarão lágrimas amargas e cruéis dos remorsos, vendo a Cruz do Salvador e,
como diz São João Crisóstomo dirigindo-se para o ímpio, os cravos se queixarão
de ti, as chagas e a Cruz levantarão contra ti a sua voz poderosa (Homil. 20.
In Mateus).
6. A este Julgamento assistirão
também a Rainha dos Anjos, a Santíssima Virgem Maria e enfim aparecerá o Juiz
Soberano, levado sobre as núvens, resplandecente de luz e de majestade. E verão
o Filho do homem vir sobre as núvens do Céu com grande poder e majestade
(Mateus 24. 30). Oh que grande tormento para os danados ao ver face a face o
seu Juiz ! À sua vista ficam atormentados os povos (Joel 2. 6). São Jerónimo
escreve que a presença de Jesus Cristo será para eles um suplício mais terrível
do que os do próprio inferno. Assim, neste dia supremo, como profetizou São
João: dirão aos montes que caiam sobre eles, e que os ocultem à vista do seu
Juiz irritado: E diziam aos montes e aos rochedos: caí sobre nós, e escondei-nos
da face daquele que está sentado sobre o trono e da ira do Cordeiro (Apoc. 6.
16).
II
O EXAME DE CONSCIÊNCIA
7. Procedeu-se ao Julgamento e foram
abertos os livros (Dan. 7. 10). Os livros da consciências serão abertos e o
Julgamento começará. Nada de escondido ficará então: O Apóstolo diz que o
Senhor porá às claras o que se acha escondido nas trevas (1 cor 4. 5). Deus
mesmo diz pela boca do profeta Sofonias (1. 12). Esquadrinharei Jerusalém com
lanternas. A luz desta lanternas iluminará todas as coisas escondidas.
8. Lê-se em São Jerónimo (Homil. 3.
In David). O dia do Juízo é terrível para os pecadores, mas desejável e suave
para os justos. Deus fará a cada um dos justos o elogio merecido das boas obras
(1 Cor 4. 5). O Apóstolo diz que os eleitos serão neste dia arrebatados no ar
sobre as núvens para avolumar o cortejo dos anjos que acompanham o Salvador:
seremos arrebatados juntamente com eles sobre as núvens ao encontro de Cristo
nos ares (1 Tess. 4. 16).
9. Os mundanos, que dantes taxavam
de loucura os santos, agora mortificados humilhados, fazem cair sobre eles
próprios esta mesma injúria, e exclamam: Nós insensatos considerávamos a sua
vida uma loucura e a sua morte uma ignomínia, ei-los que são contados entre os
filhos de Deus e, entre os santos está a sua sorte? (Sabed. 5. 4). Neste mundo,
reputamos felizes aqueles que possuem as riquezas e as honras enquanto que a
única fortuna é se tornar Santo. Alegrai-vos, almas cristãs, que levam uma vida
cheia de tribulação: Haveis de estar triste, mas a vossa tristeza há-de converter-se
em alegria (João 16. 20). No vale de Josafat, estareis colocado perto do trono
de Glória.
10. Inteiramente ao contrário, os
pecadores serão colocados à esquerda, como outros tantos bode impuros,
destinados ao talho; estão à espera da sua última condenação. No tempo do
julgamento, diz São João Crisóstomo, a misericórdia não terá lugar. Já não há, no
grande dia do Juízo, esperança de misericórdia para os desgraçados pecadores.
Santo Agostinho nos diz: A grande pena do pecado é de perder a memória e o medo
do grande dia do Julgamento de Deus. Aquele que perde a graça no mesmo tempo
perde com ela também a memória e o medo do Juízo de Deus. (Serm. 20 de temp). Sabe,
sabe desgraçado pecador, obstinado no pecado, diz o Apóstolo, que por esta
obstinação amontoas um tesouro de ira Divina para o grande dia do Julgamento de
Deus. Mas a tua dureza e coração impenitente acumula para ti um tesouro de ira
no dia da ira e da manifestação do justo Juízo de Deus (Rom. 2. 5).
11. Então, diz-nos Santo Anselmo,
os pecadores que quereriam debalde esconder- -se, serão forçados a comparecerem
diante do seu Juiz, sentindo uma dor insuportável. Impossível esconder-se, intolerável
comparecer. Os demónios farão os seus ofícios de acusadores e dirão ao Juiz,
segundo as palavras de Santo Agostinho: Julga este escravo meu, que não quis
ser o Teu. Os danados ouvirão testemunhar contra eles: 1º a sua própria
consciência: Dando-Ihes testemunho a sua própria consciência (Rom 2. 15).
2°as criaturas, porque as muralhas próprias das casas em que pecaram falarão e
desvendarão os seus crimes: Porque a pedra da parede clamará (Habac. 2. 11).
3°o próprio Juiz que lhes diz: Eu sou o testemunho e o Juiz (Jer. 29. 23). Ele
dirá Especialmente aos cristãos reprovados, assim como narra São Mateus: Ai de
ti Corozaim ! Ai de ti Betsaida, porque, se em Tiro e em Sidónia tivessem feito
os milagres que se realizaram em vós, há muito tempo que eles teriam, feito
penitência em cilício e em cinza (Mateus 11. 21). Cristãos, dirá Ele, se Eu
tivesse feito aos turcos e idólatras as mesmas graças que haveis recebido de
Mim, teriam feito penitência das suas culpas, ao passo que vós perseverais no
pecado até a morte. E então Ele fará aparecer aos olhos de todos os seus crimes
mais escondidos. Eis-Me contra ti, diz o Senhor dos exércitos ! Vou lançar
sobre o teu rosto e mostrar a tua nudez às nações, aos reinos a tua vergonha
(Naum 3. 5). Desvendará e tornará públicas as suas injustiças e crueldades
escondidas. Farei recair sobre ti as tuas obras (Ezeq. 7. 4).
12. Que desculpa fundada, que
desculpa qualquer, poderia ele apresentar ? Toda a maldade fecha a sim boca
(Salm. 106. 42). Assim em vez de buscar desculpas, pronunciarão eles mesmos a
sua própria condenação.
III
SENTENÇA PRONUNCIADA SOBRE OS ELEITOS E SOBRE OS DANADOS
13. São Bernardo diz (Serm. 8 in Salm
90). que a sentença que concerne aos justos será proferida em primeiro lugar, e
chamá-los-á a desfrutar da glória celeste afim de agravar a pena dos reprovados
pelo espectáculo do bem que perderam. Jesus Cristo portanto virar-se-á para os
eleitos e dir-lhes-á com amor e serenidade: vinde benditos do Meu Pai, possuí o
reino que vos está preparado desde a criação do mundo (Mateus 25. 34).
Benzer-lhes-á todas as lágrimas derramadas na penitência, todas as boas obras,
orações, mortificações, comunhões: sobretudo benzer-lhes-á a parte de dor que
sentiram da Sua Paixão e do Sangue derramado por Ele pela salvação deles. Todos
glorificados por esta bênção, os eleitos, cantando aleluia, aleluia, entrarão
no Paraíso para aí louvar e amar a Deus eternamente.
14. Virando-se depois para o lado dos
reprovados, o soberano Juiz pronunciará a sua sentença com estas palavras: Apartai-vos
de Mim, malditos, para o fogo eterno (Mateus 25. 41). Será portanto amaldiçoado
por Deus e como tal separado de Deus e condenado a arder para sempre no fogo
eterno: E esses irão para o suplício eterno, e os justos para a vida eterna. (Mateus
25. 46). Depois desta sentença, diz Santo Éfrem, os danados serão forçados a
dizer um último e eterno adeus aos seus parentes, no Céu, aos Santos, à
Santíssima Mãe de Deus: Adeus Justos, adeus Cruz, adeus Paraíso, adeus pais e
filhos. Já nunca mais nos vamos ver de novo: adeus também Maria Virgem e Mãe de
Deus (S. Éfrem de variis serm. Inf.). Depois um abismo abrir-se-á no meio do
vale, em que os danados vão ser engolidos, e sentirão por detrás deles
fechar-se as portas que nunca vão tornar a abrir-se durante toda a eternidade.
Ó funesto pecado, ao qual fim miserável hás-de arrastar um dia tantas almas,
resgatadas pelo sangue precioso de Jesus Cristo ! Ó almas desgraçadas, que fim
lamentável vos é assim reservado !
Mas vós, cristãos, alegrai-vos;
vós para quais Jesus Cristo é ainda um pai, e não um Juiz; Está pronto a
perdoar ao pecador arrependido. Imploremos portanto o perdão salutares (Aqui,
mandamos o povo rezar actos de penitência e de resoluções para uma vida melhor
e a oração a Jesus e a Maria para obter a graça da perseverança final. Estes
actos devem fazer-se ao remate de cada sermão).
29/11/12
EM NOME DE UMA FALSA VERDADE
"Vai ouvir as verdadinhas todas" - ouvimos tantas vezes dizer isto, sobretudo a rapariguinhas. Evidentemente que estas "verdadinhas" são uma deturpação do conceito "verdade", deturpação conatural ao azedume, e usada como forma cobarde de poder. Tal actitude chega a ser tão pouco caridosa que se desresponsabiliza de toda a má consequência que advenha deste dizer as "verdadinhas". Comportamento íntimo da mesquinha irritação, por vezes acto de vingança fingidamente autorizado por suposto dever de dizer a verdade seja como for e quando for: a única regra que ali parece existir é a satisfação pessoal. Nunca essas pessoas vestem com tanto empenho a pele de "defensores da verdade"! Este uso de suposta verdade, é, ao fim e ao cabo, uma abuso contra a verdade, é uma falsidade afastada do "viver em verdade" e o "agir em verdade".
Os fins não justificam os meios, nem os meios justificam os fins... - assim o sabemos da moral.
Bem poderíamos chamar a esse mau uso da verdade "verdade de Satanás", da mesma forma que, com a factualidade e as afirmações verdadeiras, também a besta engana - e assim diz o povo: "com a verdade me enganas". Ora, a "verdade" retirada do seu contexto de bem, de amor, de beleza, de justiça, não pode ser Verdade nem produzir bem, nem justiça, nem ordem, nem beleza, nem amor. Há que distinguir, portanto, entre "verdade" de coisas como "factualidade" ou "verdadeiro".
Não pretendo fazer aqui profundas demonstrações e explicações. Apenas faço um alerta para que muitos possam sair de certos erros muito difundidos, de certos vícios muito enraizados e acalentados por certos grupos, e pela sociedade moderna em geral.
Os fins não justificam os meios, nem os meios justificam os fins... - assim o sabemos da moral.
Bem poderíamos chamar a esse mau uso da verdade "verdade de Satanás", da mesma forma que, com a factualidade e as afirmações verdadeiras, também a besta engana - e assim diz o povo: "com a verdade me enganas". Ora, a "verdade" retirada do seu contexto de bem, de amor, de beleza, de justiça, não pode ser Verdade nem produzir bem, nem justiça, nem ordem, nem beleza, nem amor. Há que distinguir, portanto, entre "verdade" de coisas como "factualidade" ou "verdadeiro".
Não pretendo fazer aqui profundas demonstrações e explicações. Apenas faço um alerta para que muitos possam sair de certos erros muito difundidos, de certos vícios muito enraizados e acalentados por certos grupos, e pela sociedade moderna em geral.
27/11/12
O VATICANO IMPÕE O ABANDONO DO CATOLICISMO A LIECHTENSTEIN
Tradução do artigo de STAT VERITAS (21, Novembro de 2012):
"Outro triste episódio, fruto da falsa concepção moderna (e modernista) da liberdade religiosa. Este conceito de liberdade religiosa nega que o Estado deva ser confessional e católico, pois proclama o direito natural de professar qualquer crença, em nome da dignidade da pessoa humana, direito inviolável que o Estado deve respeitar. O Papa Leão XIII, na Carta Encíclica Libertas, afirma que: "Sendo pois, necessário, ao Estado professar uma religião, há de professar a única verdadeira, a qual sem dificuldade é conhecida, singularmente nos povos católicos, visto que nela aparece como que selados os carateres da verdade" (nº27). Logo o Estado neutro, ateu, ou pluralista está contra desta verdade porque ao colocar em pé de igualdade as falsas religiões coma verdadeira, a que acaba por se destruída e relativizada, é a verdadeira religião.
Este erro emana do documento conciliar Dignitatis Humanae, o qual, contradiz o Magistério e a Tradição Católica.
"Outro triste episódio, fruto da falsa concepção moderna (e modernista) da liberdade religiosa. Este conceito de liberdade religiosa nega que o Estado deva ser confessional e católico, pois proclama o direito natural de professar qualquer crença, em nome da dignidade da pessoa humana, direito inviolável que o Estado deve respeitar. O Papa Leão XIII, na Carta Encíclica Libertas, afirma que: "Sendo pois, necessário, ao Estado professar uma religião, há de professar a única verdadeira, a qual sem dificuldade é conhecida, singularmente nos povos católicos, visto que nela aparece como que selados os carateres da verdade" (nº27). Logo o Estado neutro, ateu, ou pluralista está contra desta verdade porque ao colocar em pé de igualdade as falsas religiões coma verdadeira, a que acaba por se destruída e relativizada, é a verdadeira religião.
Este erro emana do documento conciliar Dignitatis Humanae, o qual, contradiz o Magistério e a Tradição Católica.
O Vaticano Impõe a Liechtenstein o Abandono da Religião Católica
Vaduz/ Bruxelas/ Madrid, 15 de Novembro de 2012, festividade de Sto. Alberto magno, bispo, confessor e doutor. Se no início do passado mês de julho a FARO recolhia a boa notícia da derrota em referendo, em Liechtenstein, da proposta para abolir o direito ao veto por parte do seu Principie Soberano (cujo sucessor, S.A.S. Alois Von und Zu Liechtenstein, tinha anunciado que vetaria a legalização do aborto e outras leis contra-natura ainda que fossem aprovadas em referendo) hoje temos que voltar ao dito Príncipe por causa de uma muito má notícia.
O InfoCatho.be anuncia que "O Principado de Liechtenstein e a Santa Sé concluíram as negociações com vista a uma nova concordata sobre as relações da igreja-Estado. O governo de Liechtenstein comunicou que a assinatura do acordo deveria ter lugar no início de Dezembro.
O parlamento do Principado debate este acordo durante uma sessão extraordinária convocada a 15 de novembro de 2012. O ponto principal deste novo tratado é que já não se define a religião católica como Igreja nacional [sic]. Esta modificação constitucional abre o caminho à igualdade das religiões. Também significa que a Igreja Católica abandonaria os privilégios ligados à sua condição de Religião do Estado.
A nova regulamentação deve debruçar-se principalmente sobre o problema do ensino da religião nas escolas, assim como o financiamento das comunidades reconhecidas. O governo do Principado propõe a introdução de um imposto eclesiástico para as religiões reconhecidas".
O pequeno Principado de Liechtenstein gozava parcialmente de unidade religiosa até à poucos anos, quando a imigração introduziu alguns elementos estranhos, ainda que muito minoritários. Maior é a presença da irreligião, como ocorreu em todas as sociedades católicas com base no Concílio Vaticano II. O mesmo que introduziu, especialmente pela sua declaração Dignitatis humanae, a falsa doutrina da liberdade de cultos ("liberdade religiosa"), em nome da qual o Vaticano tomou a iniciativa de obrigar os estados católicos a implementá-la, e a renunciar depois a própria confidencialidade católica ou fazer requisito ao chefe de Estado que professa-se a Fé verdadeira (o caso de Espanha, Colômbia, o cantão suíço de Valais, as repúblicas italiana e argentina, etc.).
A nova regulamentação deve debruçar-se principalmente sobre o problema do ensino da religião nas escolas, assim como o financiamento das comunidades reconhecidas. O governo do Principado propõe a introdução de um imposto eclesiástico para as religiões reconhecidas".
O pequeno Principado de Liechtenstein gozava parcialmente de unidade religiosa até à poucos anos, quando a imigração introduziu alguns elementos estranhos, ainda que muito minoritários. Maior é a presença da irreligião, como ocorreu em todas as sociedades católicas com base no Concílio Vaticano II. O mesmo que introduziu, especialmente pela sua declaração Dignitatis humanae, a falsa doutrina da liberdade de cultos ("liberdade religiosa"), em nome da qual o Vaticano tomou a iniciativa de obrigar os estados católicos a implementá-la, e a renunciar depois a própria confidencialidade católica ou fazer requisito ao chefe de Estado que professa-se a Fé verdadeira (o caso de Espanha, Colômbia, o cantão suíço de Valais, as repúblicas italiana e argentina, etc.).
Depois desta nova mostra de descatolização gratuita, e de mudanças legislativas em favor das seita, exigidos novamente pelo próprio Vaticano, fica por ver se aqueles que continuam defendendo a obediência cega à actual hierarquia tiram as conclusões apropriadas. Especialmente aqueles que, por outro lado, dizem continuar a apoiar a Realeza Social de Nosso Senhor.
“La separación del poder político respecto del orden moral y religioso no puede ser aceptada por un espíritu cristiano, ni aun creyente de otra fe, más que como apostasía o como pecado. El régimen estatal o de convivencia neutra nació a la realidad con la escisión religiosa del siglo XVI, pero no se erigió en teoría hasta el racionalismo y el estatismo, que son plantas de suelo arreligioso y agnóstico [...] antes de llegar a tal situación y de admitirla, el cristiano ha de luchar hasta el final por conservar comunitariamente esa unidad religiosa, considerada siempre como el bien más precioso que ha recibido de sus antepasados y el patrimonio que debe transmitir a sus hijos”. (Rafael Gambra, La unidad religiosa y el derrotismo católico).
“La separación del poder político respecto del orden moral y religioso no puede ser aceptada por un espíritu cristiano, ni aun creyente de otra fe, más que como apostasía o como pecado. El régimen estatal o de convivencia neutra nació a la realidad con la escisión religiosa del siglo XVI, pero no se erigió en teoría hasta el racionalismo y el estatismo, que son plantas de suelo arreligioso y agnóstico [...] antes de llegar a tal situación y de admitirla, el cristiano ha de luchar hasta el final por conservar comunitariamente esa unidad religiosa, considerada siempre como el bien más precioso que ha recibido de sus antepasados y el patrimonio que debe transmitir a sus hijos”. (Rafael Gambra, La unidad religiosa y el derrotismo católico).
26/11/12
MANUAL DA LIGA ANTI-MAÇÓNICA (XVIII)
(continuação da XVII parte)
Que é necessário para ser MEMBRO ACTIVO da Liga?Além dos compromissos dos membros declarados, é mister ter aceitado o de propagar a Liga, e demais dar uma quota de 200 réis mensalmente.
Entretanto todo o membro declarado que tiverem granjeado 20 membros para a Liga, poderá ser recebido como membro activo ainda que não pague senão 200 réis por ano.
Quais são as vantagens do MEMBRO ACTIVO da Liga?
São o ser favorecido pelos membros da mesma, como os membros declarados; o contribuir mais que os outros para a grande guerra contra o inimigo comum; e, para falar cristãmente, a aquisição de grandes merecimentos diante de Deus: enfim é de entre os membros activos que são escolhidos os membros da comissão da propaganda local.
São o ser favorecido pelos membros da mesma, como os membros declarados; o contribuir mais que os outros para a grande guerra contra o inimigo comum; e, para falar cristãmente, a aquisição de grandes merecimentos diante de Deus: enfim é de entre os membros activos que são escolhidos os membros da comissão da propaganda local.
Como é admitido o MEMBRO ACTIVO da Liga?
Assinando a fórmula de adesão de membro activo na folha entregue pelo presidente da comissão local depois de um voto favorável dos membros da comissão, sobre a admissão do candidato.
Assinando a fórmula de adesão de membro activo na folha entregue pelo presidente da comissão local depois de um voto favorável dos membros da comissão, sobre a admissão do candidato.
Como se forma a COMISSÃO DE PROPAGANDA LOCAL?
Em casa localidade dez membros activos, ou pelo menos cinco nos pequenos lugares, constituem a Comissão de propaganda local, com um presidente, um tesoureiro e um secretário: a qual, provisória no princípio, é depois constituída definitivamente por membros declarados e activos. Os delegados da comissão central assistem à instalação e aprovam-na. nas cidades poder-se-ão constituir várias comissões locais, segundo a cifra da população.
Quais são as ATRIBUIÇÕES da comissão local?
Fomenta as relações com a comissão central, pede-lhe os livros de propaganda anti-maçónica (o Manual e os mais de que se falará), as folhas de adesão, o selo da Liga; solicita estes livros, e folhas para os membros activos, administra a caixa, distribuem os socorros, etc. Reunem-se todos os mezes, ou pelo menos de dois em dois mezes. Além disto convoca duas vezes por ano todos os membros da localidade a fim de lhes dar conta dos progressos e administração da obra. os membros da comissão são eleitos de dois em dois anos, e podem ser deesleitos. os diversos escrutínios são secretos e por maioria absoluta de votos.
Quais são as ATRIBUIÇÕES da comissão local?
Fomenta as relações com a comissão central, pede-lhe os livros de propaganda anti-maçónica (o Manual e os mais de que se falará), as folhas de adesão, o selo da Liga; solicita estes livros, e folhas para os membros activos, administra a caixa, distribuem os socorros, etc. Reunem-se todos os mezes, ou pelo menos de dois em dois mezes. Além disto convoca duas vezes por ano todos os membros da localidade a fim de lhes dar conta dos progressos e administração da obra. os membros da comissão são eleitos de dois em dois anos, e podem ser deesleitos. os diversos escrutínios são secretos e por maioria absoluta de votos.
Qual é de facto a MISSÃO de cada uma das comissões locais?
Cada uma destas comissões será um foco de propaganda anti-maçónica, e assim será colocada em prática, em todos os pontos do país, aquele grande dicto de leão XIII: "Arrancai à Maçonaria a máscara, com que ela se encobre, e mostrai-a tal qual é."
O que é a comissão central e de que modo é constituída?
Na provação principal de cada distrito ou provincia (segundo o país) 20 membros activos formam a comissão central da liga Anti-Maçónica. Esta, provisória a princípio, é depois definitivamente constituida entre os membros activos pelos presidentes das comissões locais, da sua circunspecção.
Quais são as ATRIBUIÇÕES da comissão central?
A comissão central está encarregada:
1) De mandar imprimir em número suficiente os Manuais da Liga Anti-Maçónica, como também as folhas de adesão e de mandar fazer os selos da Liga. E de tudo isto estará provida para satisfazer aos pedidos das comissões locais;
2) De se fornecer das mais brochuras e livros que hão de servir para a propaganda anti-maçónica de cada uma das comissões locais;
Na provação principal de cada distrito ou provincia (segundo o país) 20 membros activos formam a comissão central da liga Anti-Maçónica. Esta, provisória a princípio, é depois definitivamente constituida entre os membros activos pelos presidentes das comissões locais, da sua circunspecção.
Quais são as ATRIBUIÇÕES da comissão central?
A comissão central está encarregada:
1) De mandar imprimir em número suficiente os Manuais da Liga Anti-Maçónica, como também as folhas de adesão e de mandar fazer os selos da Liga. E de tudo isto estará provida para satisfazer aos pedidos das comissões locais;
2) De se fornecer das mais brochuras e livros que hão de servir para a propaganda anti-maçónica de cada uma das comissões locais;
3) De escolher ou fundar como órgão da Liga um jornal diário ou pelo menos uma publicação semanal ou mensal;
4) De promover a fundação de comissões nas diversas localidades.
E quais são as fontes de receita da comissão central para fazer face a estas desprezas?
Os donativos voluntários que lhe foram em vista do grande bem que se espera, e a décima das cotizações regulares que cada localidade é obrigada a enviar-lhe.
Para a reeleição da comissão central e suas reuniões regulares seguem-se as mesmas disposições que para as comissões locais.
Indicais alguns dos LIVROS ou FOLHETOS ANTI-MAÇÓNICOS que a comissão central se poderá encarregar de fornecer às comissões locais.
E quais são as fontes de receita da comissão central para fazer face a estas desprezas?
Os donativos voluntários que lhe foram em vista do grande bem que se espera, e a décima das cotizações regulares que cada localidade é obrigada a enviar-lhe.
Para a reeleição da comissão central e suas reuniões regulares seguem-se as mesmas disposições que para as comissões locais.
Indicais alguns dos LIVROS ou FOLHETOS ANTI-MAÇÓNICOS que a comissão central se poderá encarregar de fornecer às comissões locais.
Além do Manual da Liga Anti-Maçónica:
A Enciclica Humanum genus, de Leão XIII.
A Maçonaria Desmascarada, com intodução e notas por um Vimaranenses (edição de Teixeira de Freitas) 300 réis.
A Maçonaria, o que é, o que faz e o que quer, - diálogos populares, 120 réis.
O que é a frano-maçonaria, por Mons. de Segur.
A Maçonaria e os Jesuitas, pelo Ex.mº Sr. Bispo de Olinda, com notas, etc., por um Vimaranense.
A Franco-Maçonaria e a Revolução, pelo Padre Gautrelet S.J.; trad. do Sr. Conde de Samodães.
A Maçonaria, pr Gyr. (2 vol.)
O Liberalismo Desmascarado, por um Jesuita; 1$500 réis.
Estudo sobre a Franco-Maçonaria, por Mons. Dupanloup.
O Segredo da Franc-Maçonaria, por Mons. Fava, Bispo de Grenoble.
Les Sociêtés secrètes et la Société, par N. Deschamps.; 2ª edit. par Claudio Jannet.
Le Franc-Maconnerie, et la Révolution, par louis d'Estampes et Claudio Jannet.
Le Franc-Maçon, par Eckert.
La Franc-Maçonnerie soumise au grand jour de la publicité, par Armand Neuf.
La Franc-Maçonnerie démasquée (revue mensuelle), par M. Rastoul, collabourateur de L'Universe: - rue Cassette, 6. Paris.
DEUS, O REI DE D. JOÃO V
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| D. João V |
"Os Reis Católicos partiram para Sevilha, e os nossos para Lisboa, e saindo de Elvas com a Família Real para Vila Viçosa ao tempo, que saía da Praça ElRei [D. João V] encontrou o Santíssimo Sacramento, que voltava da se dar a uma pobre enferma, apeando-se acompanhou-O até à Freguesia, mandou-lhe dar uma boa esmola, e outra à doente. No dia 27, às cinco horas da tarde, entraram os Reis em Vila-Viçosa e se apearam à porta que vai para a Capela Ducal, onde se cantou o Te Deum com muita solenidade, e entrando outra vez no coche foram todos fazer oração à Imagem da Imaculada Conceição da Virgem Santíssima, a quem é dedicada a Igreja Matriz." (D. António de Sousa, em H. Geneal. Casa R. P.)
25/11/12
O ESTADO CATÓLICO - MAGISTÉRIO CONTINUADO (II)
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| Leão XIII |
(continuação da I parte)
LEÃO XIII
na
Encíclica
INMORTALE DEI
na
Encíclica
INMORTALE DEI
[...]
"A razão natural, que manda a cada homem dar culto a Deus piedosa e santamente, porque dEle dependemos, e porque tendo dEle saído, a Ele devemos voltar, impõe a mesma obrigação à sociedade civil. Os homens não estão menos sujeitos ao poder de Deus quando vivem unidos em sociedade do que quando vivem isolados. A sociedade, por sua vez, não está menos obrigada a dar graças a Deus, a quem devem a sua existência, a conservação, e inumerável abundância de bens, que os particulares. Assim sendo, tal como não é lícito a alguém descuidar dos seus deveres para com Deus, o maior dos quais é abraçar de coração e com obras a religião, não a que cada um prefira, senão a que Deus manda e consta por argumentos certos e irrevogáveis como única e verdadeira, da mesma forma os Estados não podem obrar, sem que incorram em pecado, como se Deus não existisse, nem despedir a religião como coisa estranha ou inútil, nem podem, ainda, eleger indiferentemente uma religião entre tantas. Muito pelo contrário. O Estado tem a obrigação estricta de admitir o culto divino na forma com que o mesmo Deus quis ser venerado. Portanto, é obrigação grave favorecer das autoridades honrar o santo nome de Deus. Ente as suas obrigações principais está a de favorecer a religião, defendê-la eficazmente, colocá-la sob o amparo das leis, não legislar nada em contrário à incolumidade daquela. Obrigação devida também dos governantes para com os seus cidadãos. Porque todos os homens nascemos e fomos criados para alcançar um fim último e supremo, ao qual devemos referir todos os nossos propósitos, e que está colocado no céu, mais além da frágil brevidade desta vida. Portanto, se deste sumo bem depende a perfeita e total felicidade dos homens, é clara a consequência: a consecução deste bem tanto importa a cada um dos cidadãos, que não há nem pode haver outro assunto mais importante. Portanto, é necessário que o Estado, estabelecido para o bem de todos, ao assegurar a prosperidade pública, proceda de tal forma que, longe criar obstáculos, de todas as possíveis facilidades aos cidadãos para o alcance daquele sumo e incomutável bem que naturalmente desejam. A primeira e principal de todas elas consiste em procurar uma santa e inviolável observância da religião, cujos deveres unem o homem com Deus."
A VERDADE E O EVOLUCIONISMO (XIV)
(continuação da XIII parte)
"A ciência deve, portanto, começar com a crítica aos mitos" (Karl Popper)
A SELECÇÃO NATURAL
O macaco não é um primata imperfeito que chegará à perfeição quando "evolua", até tornar-se homem. De forma alguma; pois o macaco, enquanto tal, é perfeito. Todos os seres vivos são perfeitos no seu nível. E mais, do ponto de vista biológico, e mais precisamente do ponto de vista darwinista, o macaco é francamente superior ao homem (os ratos ainda mais). Caro leitor, a demonstração é simples: abandonemos um homem e um macaco [recém-nascidos] no meio da selva e vejamos quem tem maior capacidade de sobrevivência. A história de Tarzan, ainda que fascinante, é um mero conto. Assim como a hipótese darwinista, de quem é filha.
O homem não pode trepar às árvores como o macaco, nem pode defender-se do sol ou frio sem roupas, as inclemências do tempo exigem-lhe um tecto; tem de cozinhar os alimentos, etc., etc. Certamente que o homem é infinitamente "superior" ao macaco pela inteligência; mas esta não pertence, em sentido estrito, à biologia. O que pertence a esta ciência é o cérebro, mas não a inteligência, que se expressa através do cérebro, mas não se identifica com ele, como foi assinalado por Bergson, W. Penfield, R. Sperry, C.D. Broad e Sir John Eccles, entre outros.
A questão em torno da inteligência é muitíssimo relativa; pois quando ela supera o nível mínimo de aptidão indispensável par destruir impiedosamente ao próximo, transforma-se decididamente em factor anti-sobrevivência. Quem com mais probabilidade sobrevive, sobretudo no "primeiro mundo": um vigarista ou um pensador, um agiota ou um artista, um vagabundo ou um labutante? E isto falando apenas em humanos, e que não passaria no mundo animal!
Imaginemos por momentos que, através de certo milagre darwinista, um pobre macaco começasse a desenvolver algumas características humanas; e que, por exemplo, começasse a emocionar-se com um raio de sol; a estremecer - como Pascal -contemplando as estrelas; a escrever poemas à amada macaca do seu coração; a interrogar-se sobre a sua origem e destino... O macaco que tiver a singular desgraça de desenvolver qualquer características destas, seria então inexoravelmente aniquilado pela Selecção Natural!
Imaginemos por momentos que, através de certo milagre darwinista, um pobre macaco começasse a desenvolver algumas características humanas; e que, por exemplo, começasse a emocionar-se com um raio de sol; a estremecer - como Pascal -contemplando as estrelas; a escrever poemas à amada macaca do seu coração; a interrogar-se sobre a sua origem e destino... O macaco que tiver a singular desgraça de desenvolver qualquer características destas, seria então inexoravelmente aniquilado pela Selecção Natural!
Há mais probabilidades de sobrevivência no homem fazer-se macaco do que no macaco fazer-se homem.
(continuação, XV parte)
(continuação, XV parte)
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