15/09/10

A REVELAÇÃO DIVINA - Sagrada Escritura


A REVELAÇÃO DIVINA
SEGUNDO A DOUTRINA DE SEMPRE

“Revelação” é palavra que vem do latim e tem o significado de: retirar um véu que cobre algo. O sentido é o da manifestação daquilo que estavava coberto parcial ou totalmente. Quando a revelação é feita por um homem chamamos-lhe “revelação humana”, e a “revelação divina” é a aquela feita por Deus.

Dividimos a revelação divina em dois tipos. Dizemos que ela é “sobrenatural” se feita através dos Profetas (no A. Testamento) ou por Deus Filho quando esteve entre nós.

“Muitas vezes e de modos diversos falou Deus, outrora, aos Pais pelos profetas; agora nestes dias que são os últimos, falou-nos por meio do Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, e pelo qual fez os séculos.” (Hebr. 1. 1-2)

A revelação divina sobrenatural foi feita primeiro fragmentariamente para depois o ser em pleno e imediatamente por Nosso Senhor. Assim o testemunha o Antigo e Novo Testamentos. Deus serviu-se da ordem natural para a revelação sobrenatural conforme as devidas características e propriedades. É também uma revelação falada.

A revelação divina natural é aquela que Deus faz de seus atributos e perfeições a todos os humanos através da ordem universal e harmonia das coisas. Neste sentido a Igreja ensina também que é possível à inteligência humana reconhecer e demonstrar a existência de Deus (é dogma).

Tendo morrido o último Apóstolo dá-se por terminado o período de revelação divina sobrenatural. Contudo, com a morte de S. João Evangelista não cessa o período de revelação divina natural. O carácter histórico na revelação divina sobrenatural é uma marca fundamental, inseparável do povo de Israel, de Jesus Cristo e dos Apóstolos. É uma realidade histórica.

Hoje a Bíblia Sagrada e a Tradição são as que contêm a revelação divina sobrenatural, e a sua guarda foi confiada ao Magistério da Igreja. O conjunto que forma a revelação divina sobrenatural, o depósito, permanece substancialmente imutável, tal como a Verdade revelada é imutável. O Magistério pode e deve definir e aclarar estas verdades sempre que estejam em risco de deturpação ou afrontadas com interpretações erradas. No fundo, o Magistério ao longo do tempo tem somado os esclarecimentos e as definições sobre as verdades do depósito, sem alterações. Há então uma exteriorização explícita do que sempre esteve implícito.

Sem comentários:

TEXTOS ANTERIORES